Aço

Preço não deve diminuir mesmo com abastecimento garantido, diz presidente do IBS

Apesar de o Brasil produzir mais aço do que consome, o preço da matéria-prima não deve diminuir porque segue a cotação internacional, disse ontem (17) o presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Flávio Azevedo. Ele reuniu-se com o secretário de Acompanhamento Econômico do Mini

Agência Brasil
18/06/2008 09:58
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Apesar de o Brasil produzir mais aço do que consome, o preço da matéria-prima não deve diminuir porque segue a cotação internacional, disse ontem (17) o presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Flávio Azevedo. Ele reuniu-se com o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, para apresentar um panorama da produção do setor nos próximos anos.

 

Mesmo com a pressão das indústrias de bens de capital, de veículos e da construção civil, afirmou Azevedo, o abastecimento está garantido. Ele disse que a oferta do metal estará garantida mesmo que a economia cresça acima do previsto.

 

De acordo com o presidente do IBS, a demanda atual de aço no Brasil é de 22 milhões de toneladas. O setor, no entanto, tem capacidade para produzir 40 milhões. Caso a economia tenha crescimento anual superior a 5,5% nos próximos anos, a demanda chegará, em 2015, a 40 milhões de toneladas. Até lá, porém, a produção terá aumentado para R$ 63 milhões de toneladas.

 

Segundo Azevedo, essa expansão só será possível por causa de investimentos de US$ 30 bilhões aprovados ou em andamento pelo setor siderúrgico. “Com os investimentos do setor de siderurgia, não existe o mínimo risco de desabastecimento nos próximos anos. Apesar da construção civil e da indústria automotiva terem iniciado o ano com crescimento elevado, eles continuarão plenamente atendidos”, declarou.

 

Caso novos investimentos atualmente em estudo sejam aprovados, disse o presidente do IBS, a produção de aço poderá chegar a 80 milhões de toneladas em 2017. Ele, no entanto, admitiu que, com o aquecimento dos setores que mais demandam produtos siderúrgicos, as exportações tiveram de ser diminuídas para dar conta do consumo interno.

 

“Como nossa vocação e nossa responsabilidade são com o mercado doméstico, as exportações foram diminuídas desde o segundo semestre do ano passado para manter abastecido o parque nacional”, destacou Azevedo. Atualmente, o Brasil exporta de 25% a 30% da produção, contra 35% registrados há um ano.

 

Apesar da sobra de aço no mercado interno, Azevedo informou que o preço da matéria-prima não deve diminuir. Isso porque, mesmo livre de altas provocadas por descompassos entre a demanda e a oferta, o produto segue a cotação internacional. “Os preços de hoje alinhados com preços internacionais, assim como o das matérias-primas. As importações de aço absolutamente muito pequenas”, justificou.

 

Desde o final do ano passado, o aço subiu 50% nos mercados externos. A tendência é que a cotação, pressionada principalmente pelo consumo na Índia e na China, continue a aumentar.

 

Segundo Azevedo, o governo está conversando com os diversos setores para saber se o crescimento econômico não provocará risco de escassez de produtos nos próximos anos. “É muito importante para o governo saber dos setores que estão na base do crescimento se todos os insumos que estão na cadeia de abastecimento podem dar sustentação e fôlego ao aumento da demanda."

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