Rio Oil&Gas

Preço do gás tende a subir devido a aumento de investimentos

Petrobras vai investir mais de US$ 20 bilhões em E&P de gás natural e importação de GNL, além de infra-estrutura de transportes para atender demanda futura. Os investimentos são substitutivos ao aumento de importação da Bolívia.


15/09/2006 00:00
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O preço do gás natural tende a subir em função do aumento dos investimentos para garantir oferta compatível à demanda de 121 milhões de m³ de gás natural prevista para 2011. A Petrobras promete investir mais de US$ 20 bilhões em E&P e importação de GNL e infra-estrutura de transporte uma vez que não haverá aumento de importação do gás boliviano.

Em sua palestra durante a Rio Oil&Gás, gerente executivo de marketing e vendas de gás e energia da Petrobras, Rogério Manso, explicou que a companhia vai investir mais de US$ 20 bilhões para garantir o suprimento de gás natural. O foco dos investimentos são a antecipação de explorações em campos de gás natural e a importação de GNL, em substituição ao plano inicial de aumento do volume de gás natural importado da Bolívia.

Desde a decisão de nacionalização das reservas bolivianas, o projeto de expansão do Gasbol foi suspenso, embora se mantenha a importação de cerca de 24 milhões de m³ de gás natural por dia do país andino e a Petrobras considere chegar a comprar 30 milhões de m³ diários do combustível até 2019, conforme está previsto no contrato.

Durante a Rio Oil&Gas, o governo boliviano anunciou um resolução ministerial através da qual as vendas das refinarias até então operadas pela Petrobras passariam a ser controladas pela YPFB, que remuneraria a subsidiária da petroleira brasileira segundo margens definidas pela empresa boliviana.

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, considera inviável a permanência da Petrobras no investimento de refino na Bolívia nestas condições e prometeu levar o caso a uma corte arbitral internacional caso a decisão não fosse revogada. Após o encerramento do evento, no Rio de Janeiro, representantes do governo boliviano afirmaram haver "congelado" a medida.

Tanto na Rio Oil&Gás, quanto OTC (Oil Technology Conference), realizada em maio deste ano em Houston (EUA), a Bolívia jogou água na festa da Petrobras, que comemora a auto-suficiência em petróleo. Ainda assim, o discurso da Petrobras é de manter a tranqüilidade em relação às negociações existêntes com a YPFB e o país andino.

Manso, da gerência de gás e energia da Petrobras, voltou a mencionar que as negociações sobre o preço do gás natural no contrato de compra e venda com o Brasil continua transcorrendo dentro da normalidade. Após a quinta rodada de negociações, o executivo afirmou que o processo continua sendo discutido tecnicamente e que haverá uma nova reunião no final de setembro.

Por outro lado, em relação às refinarias, a questão de exigir ressarcimento pelos investimentos feitos antes de se retirar do país. A Petrobras investiu US$ 105 milhões desde a aquisição das refinarias em 2000 e lucrou cerca de US$ 85 milhões no período, segundo dados apresentados pelo presidente da estatal brasileira. O ministério de Hidrocarburos da Bolívia, afirma que a companhia lucou mais de US$ 300 milhões em cinco anos e justifica a resolução ministerial em função do "lucro extraordinário" da companhia.

Além do contrato de importação de gás natural e de operação das refinarias, a Petrobras ainda mantém atividade produção de condensado e gás natural na Bolívia, o que garante que o país andino tenham disponibilidade de gás para suprir o Gasbol. Durante a entrevista concedida no encerramento da Rio Oil&Gas, Gabrielli destacou que "em nenhum momento os contratos de exploração e produção estão sendo questionados".

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