Cotação

Preço do álcool deve subir nesta semana

Folha de S.Paulo
04/01/2010 14:07
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Os donos de postos de combustíveis não poderão continuar absorvendo a alta do álcool, que continua a subir nas usinas, e devem elevar ainda mais o preço do produto nos próximos dias. A análise é do presidente regional do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), Oswaldo Manaia.


Em Ribeirão, o preço do litro já chega a R$ 1,797. De acordo com Manaia, nas últimas duas semanas, os donos de postos deixaram de repassar R$ 0,10 por litro de etanol. Segundo ele, é efeito da concorrência, que não permite que os postos transfiram automaticamente a alta ao consumidor, ao contrário do que ocorre na outra ponta da cadeia, na negociação entre usinas e distribuidoras.


Somente no mês passado, o litro do álcool hidratado que sai das usinas, sem impostos, teve alta de 17%, de R$ 0,93 para para R$ 1,10, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq/USP.


O preço mais alto foi repassado aos postos, que tentaram não transferir todo o aumento ao consumidor, segundo Manaia. Como as distribuidoras já sinalizam um novo aumento nesta semana, a tendência é de alta nas bombas. "Não temos como absorver mais."


Segundo o Cepea, os indicadores do produto continuam em alta. Um ritmo mais lento de subida nos preços foi verificado na última semana de 2009, quando o litro do combustível subiu 1,04%.


Esse cenário reflete o movimento de formação de estoques das distribuidoras e postos antes das festas do fim de ano, de acordo com o Cepea. Com isso, os volumes negociados do produto foram baixos, o que ajudou a segurar o preço.


De acordo com Manaia, uma nova alta no preço será decidida hoje, quando as distribuidoras começam a abastecer os postos após o feriado prolongado. "Se vier para a gente custando R$ 1,50, como já estão falando no mercado, daí não temos como segurar o preço."


A alta no etanol, tradicional no período de entressafra, entre janeiro e março, vem sendo impulsionada pela oferta menor para a moagem provocada pela chuva no ano passado.
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