Aço
<P>O aumento de custos de produção da cadeia siderúrgica sinaliza novos reajustes no preço do aço. A ArcelorMittal, conforme especulações do mercado, estaria planejando uma série de elevações para 2008, entre 6% e 9%, na América do Norte. A mesma linha deverá ser adotada no Brasil, segun...
Diário do Comércio/MGO aumento de custos de produção da cadeia siderúrgica sinaliza novos reajustes no preço do aço. A ArcelorMittal, conforme especulações do mercado, estaria planejando uma série de elevações para 2008, entre 6% e 9%, na América do Norte. A mesma linha deverá ser adotada no Brasil, segundo analistas. As siderúrgicas instaladas no país não comentam a possibilidade de expansão dos preços, mas vêm frisando a pressão dos custos, sobretudo do minério de ferro, carvão e frete.
O expressivo aumento da ArcelorMittal, maior siderúrgica do mundo em produção, representa um reconhecimento de que o preço do minério de ferro pode subir em torno de 30% nas negociações, já em andamento, com a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). Também demonstra a incerteza do setor quanto à tentativa da Rio Tinto comprar a BHP Billiton, o que poderia resultar na maior mineradora de ferro do mundo, ultrapassando a Vale.
O Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) foi procurado pela reportagem do DIÁRIO DO COMRCIO, mas a entidade não funcionou em função do feriado do Dia da Consciência Negra.
Nas teleconferências sobre o resultado do terceiro trimestre, as siderúrgicas evitaram falar sobre os preços, mas ressaltaram a todo tempo a pressão dos custos. Isso indica que as companhias devem repassar os custos para manter as margens estáveis em relação a 2007, avaliou o analista em siderurgia da corretora Geração Futuro, Carlos Kochenborger.
Ele acrescentou ainda que a redução de subsídios para a exportação chinesa de aço, aliada à restrição de recursos naturais, como minério de ferro e energia, cria um ambiente favorável para aumento dos preços em todo o mundo. A China não tem como exportar tão barato porque não é mais tão competitiva, reduzindo a pressão no mercado internacional, observou Kochenborger.
O Sistema Usiminas, maior produtor de aços planos da América Latina, divulgou recentemente relatório sobre o seu desempenho no terceiro trimestre. Nele, a siderúrgica disse que as perspectivas para 2008 são positivas com relação à demanda, mas ressaltou que a grande questão talvez seja relativa aos níveis de preços das principais matérias-primas da siderurgia e dos fretes marítimos, principais componentes do custo de produção.
A Usiminas aponta impacto dos preços das matérias-primas e dos fretes marítimos no custo da produçãoMinério de ferro - Quanto ao minério de ferro o Sistema Usiminas chamou a atenção para expansão e instalação de novas siderúrgicas, pressionando a oferta da commodity. No caso do carvão destacou condições ainda precárias de infra-estrutura na Austrália e problemas de produção nos Estados Unidos e, em relação ao coque, escassez de licenças de exportação, já que não há sinal de quando será a próxima emissão de licenças por parte do governo chinês.
Em termos do frete marítimo, o mercado nunca esteve tão aquecido em toda a sua história e, certamente, tem contribuído para o aumento de custos de produção da cadeia siderúrgica.
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) também foi procurada para comentar os impactos do reajuste do preço de aço para as montadoras e o consumidor final, mas a entidade também não funcionou por causa do feriado de ontem.
A Fiat Automóveis, instalada em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), informou que a negociação com os fornecedores ocorre no sentido de fazer o menor reajuste possível no preço final no produto. Os índices são segredo de negociação, informou a empresa. O Sistema Usiminas é o principal fornecedor da montadora.
Fonte: Diário do Comércio/MG
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