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Combustíveis

Preço da gasolina atinge um novo recorde nos EUA

11/07/2005 | 00h00

O preço da gasolina atingiu um novo recorde nominal nos EUA, batendo em US$ 2,33 o galão (o equivalente a 3,78 litros). A alta foi puxada pelo preço também recorde do barril de petróleo e pela forte demanda por combustíveis em meio à temporada de férias de verão no país, segundo analistas do setor. Mas a cotação do petróleo pode cair esta semana já que o furacão Dennis, que atingiu a costa dos EUA ontem, parece ter causado menos estrago que o esperado.
A marca de US$ 2,33 (uma média nacional para todos os tipos de gasolina) ultrapassa em pouco o recorde anterior de US$ 2,32, de abril, informou Trilby Lundberg, que publica quinzenalmente o Lundberg Survey, compilação de dados de 7 mil postos de gasolina pelo país. O valor, dez centavos acima da última medição, não é atualizado pelo inflação. Em valores atualizados, o recorde seria de US$ 3,03, de março de 1981.
"É bem possível que, se as cotações do petróleo permanecerem em cerca de US$ 60 o barril, os preços da gasolina no varejo possam subir um pouco mais, devido à forte demanda", disse Lundberg.
Segundo a pesquisa, o preço médio da gasolina em postos self-service foi de US$ 2,31. O preço médio da gasolina premium, a mais cara, foi US$ 2,50. Na média, a gasolina mais cara foi encontrada em San Diego, a US$ 2,55, enquanto a mais barata foi a de Charleston (na Carolina do Sul), a US$ 2,09.
Teme-se que a alta no preço dos combustíveis possa desacelerar a economia americana, pois faz com que o consumidor reduzam o gasto com outros bens, além de contribuir para a elevação dos preços em geral. O comunicado final da reunião de cúpula do G-8 (o grupo dos sete países mais ricos do mundo, mais a Rússia), que terminou na sexta na Escócia, diz que a escalada dos preços do petróleo é uma ameaça para a economia mundial.
No encontro, o presidente russo, Vladimir Putin, prometeu elevar a produção para atender à crescente demanda global. A Rússia é o segundo maior exportador de petróleo, atrás só da Arábia Saudita.
Mas analistas estimam que a cotação do petróleo pode recuar esta semana, já que a passagem do furacão Dennis pelo golfo do México e pela costa dos EUA causou menos estragos do que o esperado à estrutura petrolífera da região. A cotação já começou a recuar, na noite de ontem, nas negociações eletrônicas em Nova York.
Empresas como a Exxon Mobil e a BP tiveram de reduzir sua produção no golfo do México devido ao furacão, que causou ainda a interrupção do funcionamento de algumas refinarias, mas no geral o impacto no setor foi pequeno.
Estima-se, porém, que o Dennis possa causar prejuízos da ordem de US$ 3 bilhões a US$ 8 bilhões nos EUA. O furacão, que chegou à costa americana com intensidade 3 (o máximo é 5) e ventos de 195 km/h, matou ao menos 32 pessoas em Cuba e no Haiti, onde há ainda cem desaparecidos.



Fonte: Valor Econômico/Ag.
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