Paraná

Portos em Paranaguá registram aumento em carga geral e granéis líquidos

Redação
11/02/2020 08:30
Portos em Paranaguá registram aumento em carga geral e granéis líquidos Imagem: Divulgação Visualizações: 1745

Os portos de Paranaguá e Antonina movimentaram 3,44 milhões de toneladas de carga nos primeiros 31 dias do ano. Janeiro foi um mês de alta nos volumes de carga geral e granéis líquidos, tanto importação quanto exportação. Os terminais paranaenses apostam na multimodalidade e tiveram destaque no embarque de açúcar em saca, contêineres, óleo vegetal e derivados de petróleo.

De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (10), pela empresa pública Portos do Paraná, mais de 55% da movimentação (1,9 milhão de toneladas) ainda é de granéis sólidos. No entanto, os maiores crescimentos são em embarques e desembarques de granéis líquidos (25% na comparação com o mesmo mês do ano anterior) e de carga geral (aumento de 19% no período).

“Temos capacidade e estrutura para atender diferentes tipos de carga, com eficiência e agilidade. Isso é essencial porque garante que o porto mantenha a atividade, os empregos e os investimentos, sem depender de um único tipo de produto”, explica Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná.

“Essa multimodalidade foi essencial para alcançar a marca histórica de 53,2 milhões de toneladas movimentadas em 2019. Foi um ano com muita chuva, variações de câmbio e muita disputa no mercado internacional, o que teve impacto direto na exportação de soja, por exemplo”, completa.

Líquidos

No primeiro mês de 2020, os portos paranaenses movimentaram 610,37 mil toneladas de granéis líquidos. No mesmo mês do ano anterior foram 487.835 toneladas.

Dentro desse segmento, os produtos que registram maior aumento são os derivados de petróleo, cujo volume exportado (103.528 toneladas) está 491% superior ao registrado em janeiro do ano passado (17.517 toneladas). Na importação, alta de 35%, passando de 275.884 toneladas em janeiro de 2019 para 371.518 toneladas em 2020.

Os operadores desses produtos, pelo Porto de Paranaguá, são a CPA, CBL, Transpetro e Cattalini - sendo a última responsável por 43% das movimentações. Segundo o gerente da Cattalini, Lucas Cézar Guzen, quando se fala em derivados de petróleo trata-se, principalmente, de Diesel (S-10 e S-500) e gasolina, especialmente de importação. “Este é um mercado que ganhou corpo nos últimos anos, principalmente pautado pela política de preços que tem sido consistente e acompanhado o mercado internacional”, comenta Guzen.

Óleo vegetal

A movimentação dos óleos vegetais, principalmente de soja, foi de 27.548 toneladas no mês de janeiro. O volume é 6% maior que o registrado nos primeiros 31 dias de 2019. Esses produtos são exportados, principalmente para a Ásia.

“A explicação para a exportação acentuada que tivemos no início do ano, diferente de anos anteriores, é que o preço do produto no mercado argentino, nosso principal concorrente nas exportações para o mercado asiático, estava superior ao preço brasileiro. Acaba-se, então, buscando o mercado brasileiro para suprir a demanda internacional”, afirma Guzen.

Os principais consumidores do óleo vegetal exportado pelo Porto de Paranaguá são China e Índia, de acordo com o gerente da Cattalini. Segundo ele, a expectativa para o ano, porém, é de redução na exportação dos óleos vegetais, motivada pelo aumento da mistura do biodiesel no óleo diesel, que previsto em decreto nacional (de 11 para 12%).

Essa redução prevista, no entanto, não incomoda o operador. A redução prevista nas exportações do óleo de soja vem ao encontro ao aumento previsto nas importações do óleo metílico, o metanol, que é um dos principais produtos utilizados na fabricação do biodiesel. Lucas Guzen estima um aumento de cerca de 10% na movimentação do metanol (vindo, principalmente de Trinidad e Tobago, Chile, Venezuela e Argentina).

Considerando todos os líquidos que movimenta, a meta da empresa é alcançar 4,4 milhões de toneladas em 2020, volume quase 15,8% maior que o movimentado em 2019 (3,8 milhões). Motivados, principalmente, pelo aumento dos derivados de petróleo.

Carga geral

Em janeiro, os portos paranaenses movimentaram 917.855 toneladas de carga geral. O volume é 19% maior que o registrado no primeiro mês de 2019. Destaque para as exportações de açúcar em saca e na movimentação de contêineres, nos dois sentidos.

Nos primeiros dias do ano passado não houve nenhum embarque de açúcar ensacado. Este ano, porém, 25.077 toneladas foram exportadas para a África, gerando aumento de 17% para o segmento do açúcar em geral, mesmo o produto a granel tendo registrado queda de 10%.

A operação foi realizada pela Marcon, no Porto de Paranaguá. Segundo o gerente de operações da empresa, Jorge Maurício de Lemos, atualmente o ciclo de exportação dos ensacados não seguem mais o padrão de meses definidos. “As exportações do açúcar ensacado sempre ocorrem de abril até novembro. Porém, nos últimos anos, houve uma alteração devido às condições mercadológicas. Hoje o Brasil concorre com a índia, Tailândia, Paquistão e Vietnam, países mais próximos das áreas importadoras, cujo os fretes marítimos são mais compensadores. Isso tem afetado nossos exportadores”, explica.

África e Ásia são os principais destinos do produto que vem, principalmente, dos estados de São Paulo e do Paraná. Em saca, o açúcar exportado pelos portos paranaenses pode ser granulado ou refinado. Para 2020 é esperado um bom volume, considerando que a produção na Índia foi baixa, como afirma o representante da Marcon.

Contêineres

O Paraná conta hoje com a maior capacidade para movimentação de contêineres do Brasil. O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) movimenta os mais diferentes produtos, com destaque para frango congelado na exportação e fertilizantes na importação.

Em janeiro deste ano, 74.976 TEUs foram importados e exportados via Porto de Paranaguá. O total é 20% maior que o movimentado em 2019, quando foram 62.617 TEUs.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Resultado
Produção dos associados da ABPIP cresce 22,8% em 2025 e ...
05/02/26
Resultado
Com 4,897 milhões boe/d, produção de petróleo e gás em 2...
03/02/26
Pré-Sal
Três FPSOs operados pela MODEC fecharam 2025 entre os 10...
03/02/26
Apoio Offshore
Wilson Sons lança rebocador da nova série para atender d...
30/01/26
Internacional
Petrobras amplia venda de petróleo para a Índia
29/01/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 terá programação diversa e foco na pro...
29/01/26
Offshore
Projeto Sergipe Águas Profundas tem plano de desenvolvim...
28/01/26
Royalties
Valores referentes à produção de novembro para contratos...
28/01/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 antecipa grandes debates e inicia cont...
27/01/26
Sustentabilidade
Porto do Pecém é premiado com Selo de Sustentabilidade p...
27/01/26
Logística
Terminais Ageo captam R$ 450 milhões em debêntures incen...
23/01/26
Apoio Offshore
Fundo da Marinha Mercante destina R$ 2,3 bilhões à const...
23/01/26
Turismo
Porto do Rio de Janeiro receberá sete navios de cruzeiro...
23/01/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 174 mil barris por ...
21/01/26
Navegação
Petrobras e Transpetro assinam contratos do Programa Mar...
20/01/26
Navegação Marítima
Descarbonização: a nova rota do setor marítimo brasileiro
20/01/26
Resultado
Granel sólido e contêineres impulsionam alta de 26% na m...
19/01/26
Bacia de Campos
Brava Energia anuncia aquisição de 50% de participação n...
17/01/26
Resultado
Porto de Santos movimenta 186,4 milhões de toneladas em ...
16/01/26
Resultado
Ministério de Portos e Aeroportos realizou 21 leilões em...
14/01/26
Pré-Sal
Campo de Tupi/Iracema volta a atingir produção de 1 milh...
13/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.