Acidente

Porto de Santos vê impacto pequeno para grãos após acidente

A colisão de um navio com um equipamento de carregamento de grãos em importante terminal no complexo portuário de Santos não terá grande impacto na movimentação do porto por ora, porque os embarques de soja ainda estão em ritmo mais lento, info

Agência Reuters
15/02/2012 13:30
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A colisão de um navio com um equipamento de carregamento de grãos em importante terminal no complexo portuário de Santos não terá grande impacto na movimentação do porto por ora, porque os embarques de soja ainda estão em ritmo mais lento, informou a assessoria de imprensa da autoridade do porto nesta quarta-feira (15).

O acidente com o navio graneleiro Milagro, de bandeira maltesa, aconteceu na noite de segunda-feira (13) no Terminal de Graneleiro do Guarujá (TGG), interrompendo os embarques temporariamente no local.

A assessoria avalia que a avaria tem pouco impacto no momento por ainda não ser um período intenso nos embarques de soja. Além disso, outro terminal de grãos do porto funciona normalmente.

O porto de Santos é o principal ponto de exportação de soja e milho do Brasil.

Os embarques de soja devem ganhar força a partir de março e abril, à medida que a colheita avança e a oleaginosa segue para a exportação.

A colheita da soja da temporada 2011/12 ainda está na fase inicial, estando pouco acima de 10% no país.

Outro ponto apontado pela assessoria do porto é que outros terminais teriam condições de absorver a carga que eventualmente deixe de ser escoada pelo TGG.

Segundo a assessoria de imprensa do TGG, o terminal possui quatro torres de carregamento e apenas uma delas foi atingida com o acidente.

"A colisão provocou o tombamento dessa torre em direção ao mar, porém ela continua fixa à estrutura do terminal", afirmou nota da assessoria, ressaltando que as operações estão suspensas em todo o terminal por questões de segurança. "As operações do TGG estão integralmente paralisadas até que as autoridades responsáveis realizem todo o trabalho necessário na área".

As outras três torres de carregamento e o armazém não tiveram suas estruturas danificadas, ressaltou o TGG em nota.

Segundo o terminal, reparos na estrutura danificada dependem de uma série de ações de entidades e autoridades portuárias envolvidas, por isso não há previsão de quando poderão ser finalizadas.

"Ainda não é possível quantificar eventuais prejuízos, uma vez que a análise e avaliação das empresas responsáveis estão em andamento. A empresa está tomando todas as medidas para que o sistema seja restabelecido no menor espaço de tempo possível", disse o TGG.


Impacto no mercado

A colisão no principal terminal do porto paulista também deve ter impacto limitado no mercado futuro de grãos de Chicago.

"Pode afetar um pouco os spreads, os spreads altistas, ao transferir alguns negócios de curto prazo aqui (nos EUA), mas os grandes assuntos no mercado de grãos hoje são a delegação chinesa em Iowa e o estresse climático no Sul do Brasil e no Paraguai", disse um trader da CBOT.

"Eu não ouvi muita coisa sobre isso, mas se for um dia de poucas notícias isso pode ganhar mais espaço. Os grãos estão em alta porque a China está visitando Iowa e pelo clima na América do Sul", disse Rich Nelson, diretor de pesquisa da Allendale Inc.

A soja operava em alta nesta quarta-feira por conta da demanda chinesa pelo produto dos EUA.
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