Infraestrutura

Porto de Santos pode ganhar pelo menos 12 terminais fluviais

Eles serão dedicados à movimentação de contêineres, para operar em apoio às instalações do Porto de Santos. Eles devem ser construídos entre as cidades de Bertioga e Praia Grande, às margens de rios e braços de mar, em

A Tribuna
27/05/2013 09:37
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A Baixada Santista tem condições de implantar 12 terminais fluviais dedicados à movimentação de contêineres, para operar em apoio às instalações do Porto de Santos. Eles devem ser construídos entre as cidades de Bertioga e Praia Grande, às margens de rios e braços de mar, em locais com acessos ferroviário e rodoviário.

Pelo menos um deles poderá ter capacidade para operar 1 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), pouco menos de um terço do que os 3,17 milhões de TEUs transportados pelo cais santista no último ano.

Esse é o cenário descrito na pesquisa em elaboração pela Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), sobre as viabilidades técnica e econômica para a utilização das vias navegáveis da região em apoio às operações do complexo santista. Os trabalhos foram contratados pela Secretaria de Portos (SEP) e vão nortear o desenvolvimento hidrográfico da região.

Os principais pontos do estudo foram apresentados na reunião da Câmara Temática Especial de Sistema Hidroviário Regional, do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb). No entanto, a localização exata dos novos terminais e a capacidade de movimentação de cargas no modal não foram reveladas. O modelo de exploração das vias também não é conhecido.

“A SEP vai administrar (essas instalações), provavelmente, mas estamos com interesse que a iniciativa privada opere, só que esse modelo ainda não foi definido. Estamos, por enquanto, apenas estudando as viabilidades técnica, econômica e ambiental. E esses terminais só seriam implementados em locais onde não há problemas ambientais ou onde (esses problemas) sejam reduzidos”, destacou o engenheiro naval Rui Gelehrter Lopes, da FDTE.

A viabilidade do transporte hidroviário de cargas na Baixada Santista é expressa pela quantidade de rios e braços de mar que cruzam a região. São, pelo menos, 180 quilômetros de vias navegáveis que podem ser utilizados para o deslocamento de cargas até o Porto de Santos, segundo o estudo.

A pesquisa também aponta que essas hidrovias precisam ter uma profundidade mínima de três metros para a movimentação das barcaças com contêineres, Em alguns casos, com apenas 2,1 metros de fundura, já é possível a operação, mas obras de dragagem de aprofundamento serão necessárias.

O projeto de exploração das vias navegáveis da Baixada Santista foi dividido em três áreas de implantação. A primeira compreende a região entre as rodovias Cônego Domênico Rangoni e o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). Nela, segundo Lopes, não há impedimentos para a navegação, com exceção de alguns pontos onde será necessária uma dragagem de aprofundamento.

Já o trecho dois é o que apresenta os maiores entraves para a movimentação de cargas nas vias navegáveis. Isto porque engloba a região entre o SAI e a cidade de Praia Grande, com várias pontes com baixos vãos. “Identificamos pontes ferroviárias e rodoviárias que estão muito baixas. Não foram pensadas para passar barcos pequenos por baixo e isso interfere na navegação. Envolve grandes investimentos e obras complicadas”, afirmou Lopes.

Já a terceira área, que vai da Rodovia Cônego Domênico Rangoni até o município de Bertioga, é o que não apresenta restrições. Este é o local onde também é grande o potencial para o transporte intermunicipal de passageiros.
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