Inovação

Porto de Santos ganhará centro de pesquisa

Um centro de pesquisas será construído em Santos no próximo semestre, quando pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) pretendem começar a atuar no Armazém 8, na região do Valongo. Um dos estudos já programados será sobre a polui&

A Tribuna
07/05/2012 11:28
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Um centro de pesquisas será construído em Santos no próximo semestre, quando pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) pretendem começar a atuar no Armazém 8, na região do Valongo. A instituição reformará o imóvel e o transformará em uma base para atividades de ensino, pesquisa e extensão. Entre as ações de apoio ao complexo estão o monitoramento do estuário santista e a análise dos poluentes encontrados no leito do canal.

O destaque ficará para o navio oceanográfico Alpha Crucis, que deverá chegar ao complexo nesta semana. Ele substituirá o Professor Besnard, desativado em 2008, após um incêndio. Atualmente, o Besnard está atracado em frente ao Armazém 7.

O empreendimento integrará o projeto de revitalização Porto Valongo Santos, que visa transformar os armazéns 1 ao 8 em um espaço de turismo e lazer.

Assim como a construção do terminal de passageiros previsto para o Valongo, os centros de pesquisa da USP e também da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - que ficará no Armazém 7 - não serão criados pela empresa vencedora da licitação para explorar a área. Caberá aos responsáveis pelos armazéns a sua recuperação. No caso da instituição, a espera será pela assinatura do termo de cessão da área pela Codesp para, então, começar as obras. Segundo a Docas, o texto está sob análise da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Com um pré-projeto pronto, a ideia da universidade é iniciar os trabalhos no galpão em 15 dias, assim que o termo for assinado. “Terá que ser feita a reforma no telhado e no piso do cais, além da recuperação das paredes. O que já existe hoje é uma edificação interna, que não fomos nós que fizemos, e se encontra em bom estado”, explica o diretor do Instituto Oceanográfico (IO) da USP, Michel Michaelovitch Mahiques.

Com a estrutura interna praticamente pronta para ser utilizada, Mahiques pretende iniciar as atividades no armazém em paralelo às obras. A perspectiva é que isso ocorra no próximo semestre. “Enquanto estamos utilizando internamente, estamos fazendo a reforma externa. Temos, inclusive, uma proposta de colocar uma sala de aula ou um pequeno anfiteatro para oferecer cursos em Santos”, disse.

Ansioso para entrar no galpão, Mahiques já tem definido todo o trabalho a ser desenvolvido pela instituição no Valongo. Um dos focos será a poluição do estuário. Além disso, a USP buscará dar apoio a projetos de ampliação do porto, como as dragagens de manutenção e aprofundamento.

“Uma das contrapartidas negociadas com a Codesp é o monitoramento de processos no estuário santista, inclusive com a instalação de uma estação meteorológica para análise da dispersão de poluentes. Isso deve ser implantado na base. Devemos instalar três marégrafos e um ondógrafo (equipamentos que monitoram os níveis do mar e das ondas)”, disse.

Para Mahiques, a implantação de uma base na Cidade era vista como fundamental, além de ser um anseio antigo dos professores. Atualmente, a USP conta com centros de pesquisa em Cananéia (Litoral Sul) e Ubatuba (Litoral Norte). “Santos é hoje um ponto crítico por todas as questões envolvendo a ampliação do porto e o pré-sal. Essa estrutura não só facilitará nossa pesquisa, como também permitirá sermos mais eficientes no atendimento da população da Baixada Santista”.


Unifesp

Assim como a USP no Armazém 8, a Unifesp implantará um centro de estudos no Armazém 7, no Valongo. O objetivo é atender os cursos da universidade voltados ao mar e ao meio ambiente. “Nesse armazém, faremos um laboratório úmido com aquários, onde feitos estudos com espécies. Também terá um atracadouro para futuras embarcações que a Unifesp possa adquirir”, explicou a diretora do Campus Baixada Santista da Unifesp, Regina Spadari.

A utilização do armazém pela instituição também depende da assinatura do termo de cessão do espaço pela Codesp.
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