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China

Planejamento de corte de imposto e consolidação da siderurgia

13/10/2009 | 09h35
A China está trabalhando para reduzir impostos sobre siderúrgicas ainda este ano, o que pode levar a uma consolidação no fragmentado setor no país, redução do excesso de capacidade e alta de preços para consumidores de aço.

Os detalhes ainda estão sendo discutidos entre a Associação Chinesa do Ferro e do Aço e o governo em Pequim, disse Wu Xichun, o presidente honorário da associação.

“A carga fiscal para as siderúrgicas chinesas é alta demais”, disse Wu. Cerca de 17% da receita delas vai em impostos nacionais e locais, disse ele. Várias das maiores concorrentes delas, as siderúrgicas dos Estados Unidos, pagam menos de 5%, por exemplo.

Sob o plano, os impostos federais da siderúrgia cairiam, e parte da redução seria transformada em imposto regional, segundo pessoas a par do assunto.

A China tem centenas de usinas siderúrgicas, muitas pequenas e ineficientes. Mas a disposição do governo de fechar as fabricantes pequenas e consolidar o setor tem enfrentado resistência regional. Políticos locais têm se oposto à possível perda de empregos e receita fiscal. E trabalhadores têm feito piquetes em protesto contra tentativas de fechar fábricas de aço em províncias rurais.

Se o plano for adiante, a carga fiscal reduzida deixaria as siderúrgicas com mais dinheiro para aquisições e daria a elas um incentivo para fechar usinas ineficientes. Governos regionais, por sua vez, poderiam usar a receita fiscal extra para estimular suas economias, financiar programas sociais e ajudar trabalhadores demitidos a encontrar emprego.

O eventual fechamento de um grande número de siderúrgicas chinesas poderia reduzir a capacidade de produção do país para o nível de seu consumo. Isso permitiria a concorrentes em outros países, especialmente em áreas de alto custo como Europa e América do Norte, a manter a oferta sob controle e os preços, altos. Compradores de aço – como montadoras e fabricantes de eletrodomésticos e equipamentos – certamente teriam de pagar mais pelo aço. E uma consolidação profunda da siderurgia chinesa, que pode levar anos, deixaria a China em melhor posição para negociar preços de minério de ferro.
 
Tentativas da China de negociar com mineradores como a Vale SA, do Rio, os preços ou ingredientes da matéria-prima do aço foram enfraquecidos este ano por contratos paralelos fechados por pequenas siderúrgicas chinesas.

A China tem sido pressionada pela Europa e EUA para evitar que excesso de aço chinês inunde seus respectivos mercados. Vários processos de comércio internacional foram abertos na Europa e nos EUA para uma variedade de produtos siderúrgicos, tais como barras de reforço, canos e aço laminado. Os efeitos do plano tributário da China poderiam reduzir a impulso de processos de comércio de aço que envolvam a China, embora autoridades ocidentais tenham expressado dúvida sobre os esforços da China de fechar pequenas usinas.

“Nosso medo e paranoia é baseada no que os chineses já fizeram no passado”, tais como inundar os EUA com aço de baixo custo, disse Thomas Danjczek, presidente da Associação dos Fabricantes de Aço, dos EUA.

A China tem capacidade para produzir pelo menos 610 milhões de toneladas de aço por ano: cerca de 100 milhões mais do que ela precisa hoje.

O governo central já disse que o excesso de capacidade foi fechado permanentemente. E a Associação Chinesa do Ferro e do Aço já anunciou que o país pretende usar sua produção de aço internamente, com a construção de ferrovias, automóveis e uma onda de projetos de rodovias que iriam enxugar a capacidade excessiva. A associação observa que a China já reduziu as exportações, de 12%-13% da produção no ano passado para 4% este ano, até agosto.

Mas fabricantes de aço europeus e americanos já manifestaram temores de que fábricas chinesas possam reabrir quando a economia mundial melhorar.

Gordon Moffat, diretor geral da Confederação Europeia das Indústrias de Ferro e Aço, disse não acreditar que a China vá consumir toda sua produção doméstica ou tentar limitar exportações. “Não queremos que eles destruam nosso mercado”, disse ele.

A Associação Mundial do Aço, que está tendo um encontro aqui para discutir o estado do setor, prevê que o uso mundial de aço vai cair 8,6% este ano, mas o consumo da China vai crescer 18,8%. A entidade prevê que o crescimento da demanda chinesa caia para 5% no próximo ano, com base nas previsões da associação chinesa de aço, à medida que o efeito de medidas de estímulo à economia se esvaia.


Fonte: Valor Econômico
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