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PIPE realiza eventos no interior paulista

Redação/Assessoria Fapesp
21/11/2018 09:32
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Divulgação

Os encontros Diálogo sobre Apoio à Pesquisa para Inovação na Pequena Empresa realizados no interior paulista tiveram mais uma etapa no dia 31 de outubro, em Araraquara, e já tem outra marcada para o dia 28 de novembro, em Ribeirão Preto. Na capital, o evento ocorrerá em 12 de dezembro, na sede da FAPESP.

O Diálogo é uma oportunidade para empreendedores atuais ou futuros obterem informações sobre o Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP. Os encontros no interior são promovidos pela Fundação em parceria com a Desenvolve SP-Agência de Desenvolvimento Paulista, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), que cede os auditórios para os eventos.

Em Araraquara estiveram presentes 60 pessoas, a maioria para tirar dúvidas sobre o processo de submissão, aprovação e funcionamento dos projetos PIPE.

“Foram dúvidas bem típicas dessas ocasiões. Uma delas é frequente: saber se há necessidade de ter alguém de universidade no projeto. A resposta é não, mas se necessário os projetos PIPE podem contratar até dois consultores nacionais, que podem ser professores especialistas das universidades em determinados temas”, disse Lucio Angnes, membro da Coordenação Adjunta de Pesquisa para Inovação da FAPESP.

Segundo ele, outras dúvidas recorrentes são em relação às bolsas da FAPESP que podem ser solicitadas em um projeto PIPE, de Treinamento Técnico (TT) e de Pesquisa na Empresa (PE).

Entre os participantes da plateia em Araraquara estava o físico Paulo Wilmar, que foi pós-doutorando com bolsa da FAPESP na Universidade Federal de São Carlos. Agora trabalha em uma empresa onde pretende implementar alguns dos resultados de seus estudos.

“Estudei propriedades mecânicas não destrutivas de vidros metálicos. São ligas metálicas à base de ferro que trazem uma série de vantagens, econômicas e ambientais, sobre as ligas comerciais. Estou com o desafio de usar as propriedades eletromagnéticas das ligas na construção de transformadores”, disse Wilmar.

“Busquei parceria com uma empresa que produz transformadores para estudarmos a viabilidade e a possibilidade de fazermos a pesquisa e a construção do equipamento dentro de suas dependências. A empresa aceitou o desafio e, por isso, fui ao evento em busca de maiores informações sobre os projetos PIPE”, disse.

As dúvidas de Wilmar foram sobre a necessidade de parcerias com universidades para a produção das ligas em escala laboratorial, com equipamentos adequados. Foi informado sobre as consultorias na universidade e agora pretende submeter um projeto PIPE à FAPESP.

Outro participante do Diálogo em Araraquara foi Anderson Maiello, gerente de projetos da Cipolli Automação e Manutenção, de São Carlos. Formado em Ciências Exatas pelo Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IFUSP) e graduando em Administração de Empresas, ele foi ao evento para tirar dúvidas sobre o projeto que a empresa tem no âmbito do PIPE. Foram dúvidas técnicas que Angnes esclareceu.

Maiello também foi em busca de informações para outro possível projeto a ser submetido ao PIPE. “É algo que julgamos interessante para o mercado de automação. É um projeto com uma empresa parceira, mas ainda estamos analisando se fazemos a pesquisa com recursos próprios ou se submetemos ao PIPE”, disse.

Tanto Wilmar como Maiello consideraram que o evento foi útil. “Achei excelente, porque eu estava muito preocupado em como iniciar o projeto sabendo que ele vai necessitar de um investimento alto para adquirirmos equipamentos adequados, por isso não enviei a proposta no último edital deste ano. A proposta do PIPE abre perspectivas para eu dar continuidade num trabalho que desenvolvo há muitos anos”, disse Wilmar.

Além de Angnes, representando a FAPESP, também compuseram a mesa do evento Ademir Ramos da Silva, diretor titular do Ciesp Regional de Araraquara, e Romeu Grandinetti, do Departamento de Economia, Competitividade e Tecnologia (Decomtec), também do Ciesp, José Antonio Espelho, coordenador de Relacionamento do Senai, e Eduardo Tadeu Saggiorato, diretor de Negócios e Fomento da Desenvolve SP.

Em 2017, a FAPESP destinou R$ 71,9 milhões para auxílios e bolsas vingentes e aprovou 269 novos projetos de auxílio à pesquisa do PIPE. O programa apoia a execução de pesquisa científica e/ou tecnológica em pequenas empresas sediadas no Estado de São Paulo com até 250 empregados. Os projetos são executados por pesquisadores com vínculo empregatício com a empresa ou a ela associados para a sua realização.

Os projetos são realizados em duas fases. A primeira, com duração de até nove meses, é de demonstração da viabilidade tecnológica da ideia inicial. Tanto pode ser um produto como um processo. Nessa etapa, os recursos disponíveis são de até R$ 200 mil. A segunda fase é a de desenvolvimento do produto ou processo e tem duração de no máximo 24 meses, com até R$ 1 milhão em valores não reembolsáveis.

Mais informações sobre o PIPE: www.fapesp.br/pipe

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