Investigação

PF: fornecedores da Petrobras fizeram depósitos para Youssef

Entre elas a Sanko Sider e a OAS.

Valor Online
13/06/2014 15:59
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Empresas que têm contratos com a Petrobras, como a Sanko Sider e a OAS, fizeram depósitos em contas na Suíça controladas pelo doleiro Alberto Youssef, segundo documentos apreendidos pela Polícia Federal.
A Suíça bloqueou uma conta com saldo de US$ 5 milhões que está no nome de um laranja de Youssef, por causa da suspeita de que ela foi alimentada com recursos desviados da Petrobras.
A Sanko é a maior fornecedora de tubos da Petrobras, e a OAS tem vários contratos com a estatal. Ambas aparecem em documentos fazendo pagamento ao doleiro a pelo menos três empresas fantasmas controladas por ele. Como as empresas não têm atividade, a PF suspeita que os valores depositados eram para pagamento de propina.
Youssef, preso desde 17 de março, é acusado pela Operação Lava Jato de comandar um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões.
Os extratos encontrados são um dos principais indícios de que fornecedores da Petrobras pagavam propina por meio do doleiro, em conta no exterior, segundo interpretação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
Procuradores sustentam que os recursos depositados foram desviados da obra da refinaria Abreu e Lima, que está sendo construído pela Petrobras. Estimada originalmente em US$ 2,5 bilhões, a obra deve custar mais de US$ 18 bilhões quando ficar pronta, no próximo ano.
Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras que foi preso pela segunda vez nesta quarta-feira (11), é réu numa ação penal sob acusação de ter desviado recursos da obra. Como diretor de abastecimento da Petrobras, cargo que ocupou entre 2004 e 2012, ele foi um dos responsáveis pela obra.
Costa nega que tenha havido superfaturamento na refinaria, como aponta o Tribunal de Contas da União. A Suíça bloqueou 12 contas atribuídas a ele e familiares com saldo de US$ 23 milhões. A descoberta das contas secretas na Suíça foi uma das justificativas da nova prisão.
O advogado de Costa, Nelio Machado, diz que, mesmo na hipótese de as contas serem de seu cliente, a prisão foi abusiva e desnecessária, já que seu cliente cumpriu todas as determinações na Justiça nos dias em que permaneceu em liberdade.
O ex-diretor da Petrobras foi preso em 20 de março e liberado 59 depois por decisão do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal. Até às 14h30 desta sexta-feira a Sanko e a OAS não haviam se pronunciado sobre os depósitos na Suíça.

Empresas que têm contratos com a Petrobras, como a Sanko Sider e a OAS, fizeram depósitos em contas na Suíça controladas pelo doleiro Alberto Youssef, segundo documentos apreendidos pela Polícia Federal.

A Suíça bloqueou uma conta com saldo de US$ 5 milhões que está no nome de um laranja de Youssef, por causa da suspeita de que ela foi alimentada com recursos desviados da Petrobras.

A Sanko é a maior fornecedora de tubos da Petrobras, e a OAS tem vários contratos com a estatal. Ambas aparecem em documentos fazendo pagamento ao doleiro a pelo menos três empresas fantasmas controladas por ele. Como as empresas não têm atividade, a PF suspeita que os valores depositados eram para pagamento de propina.

Youssef, preso desde 17 de março, é acusado pela Operação Lava Jato de comandar um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões.

Os extratos encontrados são um dos principais indícios de que fornecedores da Petrobras pagavam propina por meio do doleiro, em conta no exterior, segundo interpretação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

Procuradores sustentam que os recursos depositados foram desviados da obra da refinaria Abreu e Lima, que está sendo construído pela Petrobras. Estimada originalmente em US$ 2,5 bilhões, a obra deve custar mais de US$ 18 bilhões quando ficar pronta, no próximo ano.

Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras que foi preso pela segunda vez nesta quarta-feira (11), é réu numa ação penal sob acusação de ter desviado recursos da obra. Como diretor de abastecimento da Petrobras, cargo que ocupou entre 2004 e 2012, ele foi um dos responsáveis pela obra.

Costa nega que tenha havido superfaturamento na refinaria, como aponta o Tribunal de Contas da União. A Suíça bloqueou 12 contas atribuídas a ele e familiares com saldo de US$ 23 milhões. A descoberta das contas secretas na Suíça foi uma das justificativas da nova prisão.

O advogado de Costa, Nelio Machado, diz que, mesmo na hipótese de as contas serem de seu cliente, a prisão foi abusiva e desnecessária, já que seu cliente cumpriu todas as determinações na Justiça nos dias em que permaneceu em liberdade.

O ex-diretor da Petrobras foi preso em 20 de março e liberado 59 depois por decisão do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal. Até às 14h30 desta sexta-feira a Sanko e a OAS não haviam se pronunciado sobre os depósitos na Suíça.

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