Petroquímica

Petroquisa decide ampliar sua participação no capital da Triunfo

O braço da Petrobras no setor petroquímico anunciou que vai exercer o direito de compra das ações oferecidas à Petroplastic , depois que esta desistiu de exercer sua opção. Com a operação, a subsidiária da Petrobras terá 70,45% de participação do capital votante e 85,04% do capital soci

Valor Econômico
16/06/2004 00:00
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O braço da Petrobras no setor petroquímico anunciou que vai exercer o direito de compra das ações oferecidas à Petroplastic , depois que esta desistiu de exercer sua opção. A Dow Química, que detinha 25% das ações da Triunfo por intermédio de uma controlada, a Primera, havia dado prazo de 60 dias para o exercício da opção. O prazo venceu no último dia 5.
A Petroquisa irá pagar R$ 20,3 milhões para acrescentar mais 9,8% de ações ordinárias ao seu portfólio. Com a operação, a subsidiária da Petrobras terá 70,45% de participação do capital votante e 85,04% do capital social da Triunfo, segundo comunicado enviado pela empresa à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O braço da Petrobras no setor petroquímico já havia gasto R$ 80,5 milhões no início de maio para deter a maioria das ações com direito a voto da empresa sediada no pólo petroquímico do Rio Grande do Sul. Na ocasião, a estatal, que detinha 45% das ações ordinárias, passou a manter quase 60% do capital votante da Triunfo.
O dono da Petroplastic, Boris Gorentzvaig, disse ontem que decidiu não exercer sua opção de compra porque "as ações da Dow não dão direito ao controle conforme determinado pelo acordo de acionistas". Segundo Gorentzvaig, o acordo de acionista, de 1979 e 1981, "carimbava" os papéis dos acionistas, dando o controle apenas aos grupos privados nacionais originalmente envolvidos na constituição da empresa.
O empresário, que tem uma longa disputa com a Petrobras pelo controle da empresa, acusa a Petrobras de estatizar a Petroquímica Triunfo sem respaldo legal. Gorentzvaig afirmou que está estudando medidas judiciais para contestar a operação. "Uma ação de inconstitucionalidade é um caminho", disse.
A Petrobras vinha ensaiando seu retorno mais ativo ao setor petroquímico, mas o plano estratégico da companhia, anunciado no mês passado, frustrou essa expectativa, ao selecionar apenas cinco projetos que receberão, até 2010, US$ 1,1 bilhão em investimentos.
A Triunfo, por sua vez, tem um plano mais ambicioso além dos planejados por sua acionista majoritária. No período de 2004-2007, a empresa pretende fazer investimentos de cerca de US$ 269 milhões, segundo o "plano de negócios da Petroquímica Triunfo" revelado pelo Valor no mês passado.
Nos planos traçados pela diretoria da companhia, estão a aquisição de uma fábrica que hoje pertence à Ipiranga Petroquímica , que produz polietileno de baixa densidade linear, e a construção de uma unidade de polipropileno, usando matéria-prima da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap). A diretoria da empresa admitia que tinha um portfólio "precário" e o plano busca ampliar o leque de produtos oferecidos pela companhia. O conselho de administração ainda não votou o plano de investimentos.
A Triunfo produz polietileno de baixa densidade, uma resina usada pela indústria. A fabricante tem capacidade para produzir 160 mil toneladas de resinas por ano. Sua planta industrial é apenas inferior à da Braskem, cuja capacidade de produção supera as 200 mil toneladas por ano.

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