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Petróleo opera em queda com escalada de tensões comerciais entre EUA e China

Dow Jones Newswires, 04/04/2018
04/04/2018 09:26
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Os contratos futuros de petróleo operam em queda nesta quarta-feira, em meio a uma escalada das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China.

Às 8h30, o barril do tipo Brent com vencimento em junho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), caía 1,38%, a US$ 67,20, enquanto o WTI para maio, negociado na New York Continental Exchange (Nymex), recuava 1,48%, a US$ 62,57.

Na madrugada desta quarta-feira, a China anunciou tarifas de 25% a um total de 106 produtos dos EUA, avaliados em US$ 50 bilhões. Além de soja e veículos, as medidas também afetam as vendas de aeronaves, produtos químicos, sorgo e carne bovina.

A medida retaliatória acontece um dia depois do governo Trump divulgar uma lista de aproximadamente 1.300 produtos chineses que devem ser tarifados pelo governo americano. Em comunicado, a Casa Branca propôs um imposto adicional de 25% sobre US$ 50 bilhões em produtos importados da China, a menos que Pequim faça grandes concessões comerciais e de investimentos em breve.

"É tudo sobre o cenário macro agora", disse Harry Tchilinguirian, chefe de estratégia de commodities no BNP Paribas. "Há um mar vermelho nas telas de bolsas e o petróleo, como ativo de risco, está caindo também", afirmou.

Além disso, um ingrediente adicional que contribui para a queda do petróleo é o anúncio da descoberta de um novo poço pelo Bahrein. Segundo o ministro de petróleo do país, a reserva tem potencial para produzir 80 bilhões de barris, o que pode afetar a ainda instável relação de oferta e demanda da commodity.

Os barris já vinham apontando queda devido às estimativas do American Petroleum Institute (API) sobre estoques dos EUA. No fim da tarde de ontem, o instituto apontou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA teve queda de 3,3 milhões de barris na última semana, o que tenderia a sustentar os preços da commodity. O API, no entanto, também apontou aumentos nos estoques de gasolina (1,1 milhão) e de destilados (2,2 milhões). Nesta quarta, o Departamento de Energia (DoE) publica o levantamento oficial sobre estoques americanos.

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