Mercado
Jornal do Brasil
A alta do petróleo, inflada pela demanda inédita, está redesenhando não apenas o mapa da exploração e da produção, mas também os preços de ações. Ao longo da última década, alternaram-se no topo do ranking das empresas de maior valor de mercado do planeta a General Electric, conglomerado que controla de emissoras de rádio a fábricas de reatores para usinas nucleares, e a Microsoft, representante da chamada nova economia, vinculada à ascensão do setor de tecnologia da informação.
Mas com a escalada registrada nas cotações da commodity, a liderança foi assumida pela Exxon Mobil. A capitalização de mercado da petrolífera americana é de US$ 369,29 bilhões, contra US$ 356,08 bilhões da GE e US$ 263,61 bilhões da empresa do magnata dos computadores Bill Gates.
As ações da Exxon acumulam alta de 17% nos últimos 12 meses. E não estão sozinhas no bom desempenho: outras companhias do setor que integram o ranking também ganharam. Caso da quinta colocada, a BP (Beyond Petroleum, antiga British Petroleum), com valorização de 11,5% no período, e da sexta, a anglo-holandesa Royal Dutch Shell, com avanço de 22,1%.
Ou seja, com o barril de óleo leve acumulando alta de 45,6% no ano, em Nova York, três das seis maiores corporações do planeta são petrolíferas. É uma surpresa para quem previa, não muito tempo atrás, a hegemonia de telecomunicações, informática e biotecnologia no mundo dos negócios neste início de século 21. Puseram a carroça diante dos bois. Sem combustível, o motor da economia mundial pára. A lição foi ensinada pelos árabes nos anos 70, pelo lado da oferta, e agora é relembrada pela China, do ponto de vista da demanda.
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