Cotação
Valor Econômico
Os preços das commodities atingiram os níveis mais altos em seis meses no fim da semana retrasada, graças à aposta dos investidores em pontos isolados de crescimento da economia, mas esses ativos terminaram a sexta-feira em um tom bem menos otimista, sob o peso de realizações de lucro e a sensação de que os preços podem ter subido muito em função dos fundamentos.
O índice de commodities S&P GSCI chegou a subir 419,9 pontos, o maior nível desde novembro, mas recuou para 404 pontos, registrando na semana queda de 1,7%.
O recuo foi liderado pelos preços do petróleo bruto. O contrato de junho do óleo do tipo West Texas Intermediate (WTI), negociado na Nymex, subiu durante a semana para o patamar mais alto em seis meses, US$ 60,08 o barril, mas na sexta ele recuou para US$ 56,34, acumulando na semana uma queda de mais de 3%.
A queda aconteceu depois que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) alertou, na quarta-feira, que os preços do petróleo estavam sendo elevados pelo sentimento, em vez de uma melhoria nos fundamentos da oferta e da demanda.
“Riscos consideráveis permanecem, uma vez que os fundamentos do mercado de petróleo estão longe de equilibrados, por causa da contração persistente da demanda e uma oferta excessiva”, informou a Opep.
Operadores de contratos de petróleo concordaram com a Opep, alertando que um fluxo de dinheiro especulativo está forçando a alta dos preços. A fraqueza do dólar, que atingiu seu nível mais baixo contra uma cesta de moedas desde janeiro, também ajudou a elevar os preços da energia e outras commodities no começo da semana.
O custo dos fretes disparou ao longo da semana passada, com o índice Baltic Dry subindo 14,9% para 2.544 pontos, o maior patamar registrado no ano, graças aos sinais de importações recordes de commodities como o minério de ferro e alimentos pelos chineses.
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