Preço

Petróleo atinge US$ 142,99

Jornal do Commercio
30/06/2008 08:46
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O petróleo voltou a bater recorde intraday e de fechamento nesta sexta-feira tanto em Nova York quanto em Londres, sessão em que o dólar atingiu mínima em três semanas ante o euro. Além disso, os mercados acionários fecharam com fortes perdas. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de petróleo fechou com alta de US$ 0,57 (+0,41%), em US$ 140,21 - na máxima do dia, chegou a US$ 142,99 na plataforma eletrônica Em Londres, o barril do tipo Brent subiu US$ 0,48, para US$ 140,31; a máxima intraday foi de US$ 142,97.

 

A combinação escalada do petróleo/declínio das ações e desvalorização do dólar assombra os mercados globais e criam efeito cascata - um mercado exagera os movimentos dos outros dois e assim por diante. O euro chegou a US$ 1,5785 e o índice Dow Jones já caiu quase 4% desde o fechamento de quarta-feira, para perto da mínima em dois anos.

 

"Estamos apenas vendo ser reforçado o modelo de preços mais altos do petróleo, enfraquecimento do dólar e declínio no mercado de ações", afirmou Jim Ritterbusch, presidente da consultoria Ritterbusch & Associates.É amplamente esperado que o Banco Central Europeu (BCE) eleve as taxas de juros na zona do euro em reunião no dia 3 de julho, o que provavelmente fortalecerá ainda mais o euro ante o dólar. O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, disse a congressistas que a taxa de refinanciamento bancário pode subir 0,25 ponto percentual.

 

"Disse que é possível", declarou Trichet, observando que os participantes de mercado deram a atenção necessária à mensagem.Corretores disseram que a expectativa de alta de juros já está embutida nos atuais preços do petróleo, mas que a confirmação pode provocar nova onda de compras. "Isto com certeza daria sustentação aos preços", disse Ray Carbone, presidente da corretora Paramount Options.

 

Mas o dólar não é mais que uma desculpa para a alta dos petróleo quando não há outros indutores, segundo Peter Van Cleve, presidente da corretora T.W. Energy Consulting. Ele acredita que na semana que vem será repetido padrão visto nesta: foco nos estoques semanais de petróleo e derivados nos EUA e, depois, no dólar.

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