Golfo do México

Petrobras vai reduzir investimentos nos EUA

Jornal do Commercio
08/05/2009 04:07
Visualizações: 419

Prestes a iniciar sua primeira produção de petróleo em águas profundas no Golfo do México, a Petrobras prepara um programa de desinvestimento em suas operações exploratórias nos Estados Unidos. A ideia é se desfazer das concessões de explorações em águas rasas, para focar esforços e capital na busca por reservas em águas profundas ou ultraprofundas.

 


“A estratégia da companhia vem mudando nesses últimos anos”, disse o presidente da Petrobras Américas, Orlando Azevedo, destacando que a crise financeira e a queda do preço do petróleo aprofundaram as mudanças. “Se tenho que gastar dinheiro para perfurar um poço, prefiro gastar onde tenho expertise”, afirmou o executivo, referindo-se às águas mais profundas.

 

A Petrobras foi uma das companhias mais ativas em leilões de áreas exploratórias promovidos nos últimos anos pelo Minerals Management Service (MMS), o órgão regulador do petróleo nos Estados Unidos, e hoje conta com cerca de 230 blocos exploratórios na porção americana do Golfo do México.

 

Azevedo diz que ainda não há definição sobre quantos blocos serão vendidos nem qual o prazo para a conclusão do processo. As negociações serão feitas de acordo com o interesse do mercado pelas concessões.

 

A legislação americana permite que o concessionário fique até dez anos com um bloco, mesmo que não realize investimentos na área. No Brasil, ao contrário, o investimento em exploração é definido nas ofertas feitas pelas empresas nos leilões da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

 

Segundo o presidente da Petrobrás Américas, a empresa planeja manter em sua carteira blocos em águas rasas que tiverem descobertas de petróleo. A redução do portfólio nos Estados Unidos foi discutida durante a elaboração do plano estratégico da companhia para o período 2009-2012, que optou por um foco maior nos negócios brasileiros, principalmente no pré-sal.

 

Há, na direção da empresa, uma impressão de que o crescimento das atividades no Golfo do México foi feito de maneira afobada e sem muitos critérios. Diante da crise econômica, a percepção é que não vale gastar dinheiro em projetos não prioritários.

 

A Petrobras esteve sempre entre as principais compradoras nos leilões realizados pela MMS. No último, foi a empresa que ficou com maior número de blocos: 22. Azevedo diz que nesse caso, porém, o objetivo foi cercar as áreas onde tem descobertas em águas profundas ou ultraprofundas.

 

A estratégia, muito usada pela empresa nos leilões brasileiros, deve nortear a participação da estatal nas futuras licitações americanas. As águas rasas do Golfo do México garantem hoje à estatal brasileira uma produção de 5,3 mil barris de petróleo por dia, volume equivalente apenas 30% do extraído pelo poço pioneiro do pré-sal, no campo de Jubarte, por exemplo.

 

Nos Estados Unidos, o primeiro projeto de produção em águas profundas da estatal, Cascade-Chinook, terá uma capacidade inicial de 80 mil barris por dia, podendo ganhar outra plataforma de 150 mil barris por dia na fase final de desenvolvimento. O projeto, com reservas até agora identificadas de 300 milhões de barris de petróleo, é uma parceria com a americana Devon e a francesa Total e inicia as operações no segundo semestre deste ano.

 

O diretor financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, aposta na capitalização da Petrobrás por meio da transferência para a estatal de parte das reservas de petróleo hoje nas mãos da União, como uma forma de viabilizar os investimentos no pré-sal.

 

Isso facilitaria a busca por novos financiamentos sem elevar demais a dívida da empresa e garantiria a manutenção do “grau de investimento” classificação máxima obtida pela Petrobrás junto às agências internacionais de avaliação de risco.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Brasil-Alemanha
PMEs Go Green realiza ciclo de workshops gratuitos com f...
26/01/26
Etanol
Hidratado registra valorização no mercado semanal e diário
26/01/26
Logística
Terminais Ageo captam R$ 450 milhões em debêntures incen...
23/01/26
Petrobras
Alta eficiência amplia refino e aumenta produção de comb...
22/01/26
Combustíveis
IBP: Decisão da ANP garante segurança de abastecimento e...
22/01/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 174 mil barris por ...
21/01/26
Apoio Offshore
Fundo da Marinha Mercante destina R$ 2,3 bilhões à const...
21/01/26
Drilling
Navio-sonda Norbe IX, da Foresea, passa por manutenção p...
21/01/26
Biocombustíveis
Sifaeg destaca novo ciclo de investimentos e consolidaçã...
20/01/26
Navegação Marítima
Descarbonização: a nova rota do setor marítimo brasileiro
20/01/26
PD&I
CEPETRO e Universidade Tecnológica da PETRONAS desenvolv...
19/01/26
Pessoas
Zilor anuncia novo Diretor de Pessoas
19/01/26
Navegação
Petrobras e Transpetro assinam contratos do Programa Mar...
19/01/26
Etanol
Indicadores Cepea mostram etanol hidratado em alta no me...
19/01/26
Posicionamento IBP
Importação de biodiesel
16/01/26
Bacia de Campos
Brava Energia anuncia aquisição de 50% de participação n...
16/01/26
Biocombustíveis
Com R$ 6,4 bi em 2025, BNDES faz aprovação recorde de cr...
16/01/26
Créditos de Carbono
Edital ProFloresta+ supera expectativas e recebe 16 prop...
16/01/26
iBEM26
Inteligência Artificial faz aumentar demanda por energia...
16/01/26
Resultado
Em 2025 a Petrobras produziu 2,40 milhões de barris de ó...
16/01/26
Pré-Sal
Equinor arremata primeira carga de petróleo da União do ...
15/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.