Redução

Petrobras quer reduzir conteúdo local

Negociação com ANP.

Estado de São Paulo
08/08/2014 09:58
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A Petrobras negocia com a Agencia Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombus-tíveis (ANP) a redução nos porcentuais exigidos de compra no Brasil de equipamentos e serviços para o afretamento de sondas, o chamado conteúdo local.
O gerente de Conteúdo Local da Petrobras, Edival Dan Júnior, lembra que a projeção era que Já neste ano, a indústria brasileira estivesse preparada para atender pelo menos à metade da demanda da estatal relativa ao desenvolvimento de áreas adquiridas na sétima rodada de licitações, ocorrida em 2005.
As previsões, no entanto, não se concretizaram e, atualmente, a capacidade de aquisição no País para o afretamento de sondas se limita a 15%, diz o executivo da estatal. Grande parte desse porcentual diz respeito à contratação de pessoal. Se o pedido da Petrobras for aceito, a petroleira conseguirá se livrar do pagamento de multas. A decisão ainda caberá à ANP.
Compromisso. No leilão de 2005, a Petrobras se comprometeu em suas ofertas a comprar um mínimo de 55% a 65% em equipamento e serviços no Brasil para afretamento de sondas. Para o executivo, esse porcentual só deve ser alcançado em 2015, quando começam a ser entregues as primeiras embarcações do grupo de 28 unidades contratadas pela companhia para serem utilizadas no pré-sal.
Enquanto isso, a estatal tentará com a agência reduzir o porcentual exigido de conteúdo local. A ideia é compensar a redução com o aumento na compra de equipamentos e serviços em outras fases de desenvolvimento das áreas.
A reclamação do setor é que o pré-sal aumentou a demanda da indústria e não será possível manter os patamares atuais de conteúdo local. O tema dominou o debate ontem durante um seminário sobre conteúdo local, promovido pela Câmara Britânica de Comércio, no Rio.
• Aposta
28  embarcações foram contratadas no Brasil pela Petrobras, para serem utilizadas no pré-sal.
55% a 65%  foi o porcentual de compras de equipamentos e serviços no Brasil com o qual a Petrobras se comprometeu em 2005.
A diretora-geral da agência, Magda Chambriard, respondeu às reivindicações com firmeza. Qualquer mudança na política atual será para aumentar ainda mais as exigências, disse ela. “Ajustes poderão vir para reforçar a política. Cabe às empresas desenvolver a sua cadeia de fornecedores”, afirmou.
Erros. A ANP está empenhada, hoje, especialmente em detectar erros cometidos por petroleiras na compra de equipamentos para desenvolver áreas adquiridas há nove anos, na sétima rodada. Magda conta que foram encontradas irregularidades em relatórios trimestrais de investimento das companhias.
A executiva avalia que não houve má-fé das petroleiras, mas os problemas ocorreram porque os projetos são muito grandes, o que dá mais margem a erros. As irregularidades dizem respeito à Petrobras, produtora majoritária de óleo e gás no País, mas não é só ela, segundo a diretora-geral da autarquia.
Gargalos no setor naval são, atualmente, as principais fontes de preocupação entre investidores e governo, que vê no setor uma oportunidade de geração de renda e emprego.
O secretário executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Sérgio Leal, diz que casos de atrasos na entrega de embarcações e de cobrança de preços maiores do que os internacionais são pontuais e “estão sendo resolvidos pelo mercado”. Ele atribui o problema à carência na escolaridade da mão d e obra e, consequentemente, à baixa produtividade durante a fabricação de navios nos estaleiros. O mais recente caso é o do Estaleiro Ilha S.A. (Eisa), no qual 2,5 mil funcionários estão em casa, sem receber salários.
Produção de junho cresce 6,9% e é recorde
Com novo aumento de produção no pré-sal, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) registrou recorde na produção de junho. O volume total de óleo foi de 2,246 milhões de barris diários, uma alta de 6,9% em relação ao ano passado. O volume é o maior do País, superando o recorde de janeiro de 2012.
No total, a produção de óleo e gás natural atingiu 2,79 milhões de barris de óleo equivalente -alta de 2,5% ante maio. A Petrobras foi responsável por 90,4% dessa produção, e sua operação nas áreas do pré-sal foi um dos destaques para o resultado.
A alta na produção em águas profundas foi de 6,2% em junho na comparação com o mês anterior, superando os 580 mil barris de óleo produzidos diariamente. Ao todo, foram 33 poços em produção no pré-sal, com destaque para os campos de Sapinhoá, Lula e Baleia Azul.
A produção é o calcanhar de Aquiles da estatal, que tem nos resultados operacionais sua maior possibilidade de aliviar sua situação de caixa, pressionada pela defasagem do preço dos combustíveis. Em junho, os resultados foram obtidos graças à entrada em operação de novos poços na plataforma P-62, no campo de Roncador, na Bacia de Santos.
Os números da ANP revelam ainda que a produção de gás natural somou 86,6 milhões de metros cúbicos em junho. O volume representa um aumento de 2,4% em relação a maio e de 8,2% sobre junho de 2013.

A Petrobras negocia com a Agencia Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombus-tíveis (ANP) a redução nos porcentuais exigidos de compra no Brasil de equipamentos e serviços para o afretamento de sondas, o chamado conteúdo local.

O gerente de Conteúdo Local da Petrobras, Edival Dan Júnior, lembra que a projeção era que Já neste ano, a indústria brasileira estivesse preparada para atender pelo menos à metade da demanda da estatal relativa ao desenvolvimento de áreas adquiridas na sétima rodada de licitações, ocorrida em 2005.

As previsões, no entanto, não se concretizaram e, atualmente, a capacidade de aquisição no País para o afretamento de sondas se limita a 15%, diz o executivo da estatal.

Grande parte desse porcentual diz respeito à contratação de pessoal. Se o pedido da Petrobras for aceito, a petroleira conseguirá se livrar do pagamento de multas. A decisão ainda caberá à ANP.

 

Compromisso.

No leilão de 2005, a Petrobras se comprometeu em suas ofertas a comprar um mínimo de 55% a 65% em equipamento e serviços no Brasil para afretamento de sondas. Para o executivo, esse porcentual só deve ser alcançado em 2015, quando começam a ser entregues as primeiras embarcações do grupo de 28 unidades contratadas pela companhia para serem utilizadas no pré-sal.

Enquanto isso, a estatal tentará com a agência reduzir o porcentual exigido de conteúdo local. A ideia é compensar a redução com o aumento na compra de equipamentos e serviços em outras fases de desenvolvimento das áreas.
A reclamação do setor é que o pré-sal aumentou a demanda da indústria e não será possível manter os patamares atuais de conteúdo local. O tema dominou o debate ontem durante um seminário sobre conteúdo local, promovido pela Câmara Britânica de Comércio, no Rio.

 

Aposta

28  embarcações foram contratadas no Brasil pela Petrobras, para serem utilizadas no pré-sal.

55% a 65%  foi o porcentual de compras de equipamentos e serviços no Brasil com o qual a Petrobras se comprometeu em 2005.

A diretora-geral da agência, Magda Chambriard, respondeu às reivindicações com firmeza. Qualquer mudança na política atual será para aumentar ainda mais as exigências, disse ela. “Ajustes poderão vir para reforçar a política. Cabe às empresas desenvolver a sua cadeia de fornecedores”, afirmou.

 

Erros.

A ANP está empenhada, hoje, especialmente em detectar erros cometidos por petroleiras na compra de equipamentos para desenvolver áreas adquiridas há nove anos, na sétima rodada. Magda conta que foram encontradas irregularidades em relatórios trimestrais de investimento das companhias.

A executiva avalia que não houve má-fé das petroleiras, mas os problemas ocorreram porque os projetos são muito grandes, o que dá mais margem a erros. As irregularidades dizem respeito à Petrobras, produtora majoritária de óleo e gás no País, mas não é só ela, segundo a diretora-geral da autarquia.

Gargalos no setor naval são, atualmente, as principais fontes de preocupação entre investidores e governo, que vê no setor uma oportunidade de geração de renda e emprego.

O secretário executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Sérgio Leal, diz que casos de atrasos na entrega de embarcações e de cobrança de preços maiores do que os internacionais são pontuais e “estão sendo resolvidos pelo mercado”.

Ele atribui o problema à carência na escolaridade da mão d e obra e, consequentemente, à baixa produtividade durante a fabricação de navios nos estaleiros.

O mais recente caso é o do Estaleiro Ilha S.A. (Eisa), no qual 2,5 mil funcionários estão em casa, sem receber salários.

 

Produção de junho cresce 6,9% e é recorde

Com novo aumento de produção no pré-sal, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) registrou recorde na produção de junho.

O volume total de óleo foi de 2,246 milhões de barris diários, uma alta de 6,9% em relação ao ano passado. O volume é o maior do País, superando o recorde de janeiro de 2012.

No total, a produção de óleo e gás natural atingiu 2,79 milhões de barris de óleo equivalente -alta de 2,5% ante maio. A Petrobras foi responsável por 90,4% dessa produção, e sua operação nas áreas do pré-sal foi um dos destaques para o resultado.

A alta na produção em águas profundas foi de 6,2% em junho na comparação com o mês anterior, superando os 580 mil barris de óleo produzidos diariamente.

Ao todo, foram 33 poços em produção no pré-sal, com destaque para os campos de Sapinhoá, Lula e Baleia Azul.

A produção é o calcanhar de Aquiles da estatal, que tem nos resultados operacionais sua maior possibilidade de aliviarsua situação de caixa, pressionada pela defasagem do preço dos combustíveis.

Em junho, os resultados foram obtidos graças à entrada em operação de novos poços na plataforma P-62, no campo de Roncador, na Bacia de Santos.

Os números da ANP revelam ainda que a produção de gás natural somou 86,6 milhões de metros cúbicos em junho. O volume representa um aumento de 2,4% em relação a maio e de 8,2% sobre junho de 2013.

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