Mercado

Petrobras quer manter trabalhadores

A Petrobras vai fazer um trabalho com médias e grandes construtoras para que as empresas do setor identifiquem e retenham profissionais qualificados em cursos da indústria de petróleo e gás. Boa parte dessa mão de obra está migrando, depois de formada, para

Valor Econômico
11/12/2012 10:01
Visualizações: 842
A Petrobras vai fazer um trabalho com médias e grandes construtoras para que as empresas do setor identifiquem e retenham profissionais qualificados em cursos da indústria de petróleo e gás. Boa parte dessa mão de obra está migrando, depois de formada, para outras áreas de atividade. A evasão de profissionais preocupa a Petrobras e vai forçar uma discussão com construtoras, fornecedoras de bens e serviços da estatal, sobre formas de manter os melhores talentos que saem dos cursos gratuitos do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp).
 

No começo de 2013, deverá haver reunião para discutir o tema entre a Petrobras e construtoras na Associação Brasileira de Engenharia Industrial (Abemi). "Estamos qualificando pessoas que têm migrado para outras indústrias como papel e celulose e bebidas e para projetos de infraestrutura. Vamos conversar com os grandes contratadores [de mão de obra] para que os melhores quadros saídos do Prominp permaneçam na indústria de petróleo e gás", disse Paulo Alonso, coordenador-executivo do programa. Ele disse que a indústria de petróleo está perdendo 40% da mão de obra qualificada para outros setores, incluindo grandes projetos de infraestrutura da Copa do Mundo de 2014.
 
 
O Prominp tem como missão aumentar a participação dos fornecedores de bens e serviços brasileiros nos projetos de petróleo e gás no Brasil e no exterior. Mas nos primeiros anos do programa grande parte dos esforços foram dirigidos para qualificação profissional pois havia gargalos de mão de obra para atender às demandas da indústria de petróleo e gás, disse Alonso. Desde 2003, quando foi criado, o Prominp qualificou 90 mil trabalhadores por meio de cursos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), do Centro Nacional de Educação tecnológica (Cefet) e de universidades.
 
 
Essa primeira fase de qualificação demandou investimentos de R$ 252 milhões. Até 2016 será preciso qualificar mais 200 mil trabalhadores, o que vai exigir R$ 300 milhões em investimentos. Alonso disse que a Petrobras entrou com pedido na Agência Nacional do Petróleo (ANP) para utilizar esses recursos. O dinheiro solicitado à agência tem origem na parcela de 1% desembolsada pela Petrobras sobre o faturamento dos campos de petróleo que pagam participação especial (PE), os quais produzem mais de 20 mil barris por dia. O percentual arrecadado nesses campos destina-se a atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D).
 

Joaquim Passos Maia, diretor da Abemi, disse que a entidade vai liderar o desenvolvimento de um programa de certificação profissional que deverá estar pronto para ser implantado dentro de oito meses. Esta certificação poderá contribuir para limitar a evasão de profissionais, disse Maia. O programa de certificação será feito em parceria com o Senai e com a Associação Brasileira de Manutenção e Gestão de Ativos (Abraman) e irá se apoiar em conhecimentos do Centro Nacional para Construção, Educação e Pesquisa (NCCER, na sigla em inglês). A certificação foi um dos projetos definidos no 9º Encontro Nacional do Prominp, realizado na semana passada, em Belo Horizonte (MG), disse Maia.
 

Ele afirmou que o Brasil vive o paradoxo do pleno emprego com baixa produtividade. Em segmentos profissionais da indústria do petróleo, como soldadores, encanadores, eletricistas e montadores, a demanda está aquecida, mas os profissionais muitas vezes não estão qualificados para atender o que se exige.
 
 
No encontro do Prominp na capital mineira, Maia apresentou gráfico, com base em dados da consultora ManPower, segundo o qual o Brasil é o segundo país do ranking em termos de dificuldades para se preencher postos de trabalho. A razão para o país ocupar esta posição está na falta de competência técnica da força de trabalho. O primeiro país da lista é o Japão, mas por razões bem diferentes das encontradas no Brasil: entre os japoneses, há falta de trabalhadores disponíveis para ocupar postos menos qualificados, disse Maia.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Descomissionamento
ONIP apresenta ao Governo Federal propostas para transfo...
04/02/26
Pessoas
Daniela Lopes Coutinho é a nova vice-presidente executiv...
04/02/26
Resultado
Com 4,897 milhões boe/d, produção de petróleo e gás em 2...
03/02/26
Pré-Sal
Três FPSOs operados pela MODEC fecharam 2025 entre os 10...
03/02/26
Pré-Sal
Shell dá boas-vindas à KUFPEC como parceira no Projeto O...
03/02/26
Gás Natural
GNLink recebe autorização da ANP e inicia operação da pr...
02/02/26
Gás Natural
Firjan percebe cenário positivo com redução nos preços d...
02/02/26
Etanol
Anidro e hidratado fecham mistos na última semana de jan...
02/02/26
GNV
Sindirepa: preço do GNV terá redução de até 12,5% no Rio...
30/01/26
Descomissionamento
SLB inaugura Centro de Excelência em Descomissionamento
30/01/26
Apoio Offshore
Wilson Sons lança rebocador da nova série para atender d...
30/01/26
Gás Natural
Firjan lança publicação e promove debate sobre futuro do...
28/01/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 terá programação diversa e foco na pro...
28/01/26
Internacional
Petrobras amplia venda de petróleo para a Índia
28/01/26
Offshore
Projeto Sergipe Águas Profundas tem plano de desenvolvim...
28/01/26
Royalties
Valores referentes à produção de novembro para contratos...
28/01/26
Gás Natural
Petrobras reduz preços do gás natural para distribuidoras
28/01/26
Gás Natural
Renovação das concessões de gás no Rio exige transparênc...
28/01/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 antecipa grandes debates e inicia cont...
27/01/26
Gás Natural
Firjan: Rio de Janeiro consolida papel de "hub do gás" e...
27/01/26
Combustíveis
Petrobras reduz preços de gasolina em 5,2% para distribu...
26/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.