Economia

Petrobras prevê petróleo acima dos US$ 100

Valor Econômico
11/08/2011 09:59
Visualizações: 284
O recuo das cotações do petróleo para menos de US$ 100 o barril quando estourou a crise da dívida americana e a zona do euro entrou em turbulência foi apenas temporário, afirmou Paulo Roberto Costa, diretor de abastecimento da Petrobras. Para Costa, responsável por toda compra e venda de combustível da estatal, o preço médio do petróleo ficará entre US$ 100 e US$ 110 o barril nos próximos dois a três anos, sustentado por uma demanda que continuará crescendo e pela queda natural da produtividade nos campos de produção da commodity.

Costa informou que a previsão é que a demanda mundial de petróleo vai crescer dos atuais 88,5 milhões a 89 milhões para 110 milhões de barris por dia em 2020, mesmo que as economias avançadas patinem, puxada pelos mercados emergentes. Os maiores consumidores são, atualmente, os Estados Unidos, com 20 milhões de barris por dia, dos quais 9 milhões para gasolina, e a China, com 9 milhões barris por dia, dos quais produz apenas um terço e importa todo o restante e é um dos principais compradores do produto brasileiro. O Brasil, atualmente oitavo maior consumidor mundial, com 2,15 milhões de barris por dia, dos quais 1,15 milhão são produzidos internamente, passará a quarto maior em 2020, com consumo de 3,2 milhões de barris por dia. Esse é um dos motivos pelos quais a Petrobras está construindo cinco novas refinarias no país, afirmou Costa.

No Brasil, contou o executivo, o consumo de derivados líquidos tradicionalmente sempre cresceu menos do que a economia - cerca da metade - até que essa correlação foi quebrada em 2010, quando o crescimento da classe C aumentou as compras de automóveis e as viagens aéreas. Em 2010, quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,5%, o consumo de derivados líquidos de petróleo aumentou 10%; o de gasolina, 19%; e o de querosene de avião, 17%. No primeiro semestre deste ano, o consumo de derivados líquidos de petróleo cresceu 6,6% enquanto a previsão para o PIB foi de variação ao redor de 4%.

O preço do petróleo teve forte alta ontem em Nova York e em Londres com o relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) de que a demanda da commodity pode cair e com os investidores acompanhando as turbulências nos mercados internacionais, com importantes baixas nas bolsas de valores.

Em Nova York, o WTI para setembro registrou alta de US$ 3,59, para US$ 82,89. O vencimento de outubro ficou em US$ 83,25, expansão de US$ 3,58. Em Londres, o Brent para setembro subiu US$ 4,11, cotado a US$ 106,68. O contrato de outubro teve alta de US$ 4,10, saindo a US$ 106,62.

A agência de energia notou que a debilidade econômica pode diminuir o consumo de petróleo. A agência citou, por exemplo, as preocupações com os altos níveis de endividamento na Europa e nos Estados Unidos.

Também nesta jornada, o governo americano mostrou que as reservas de petróleo do país recuaram em 5,2 milhões de barris na semana passada, em relação à anterior, para 349,8 milhões de barris. Os estoques de gasolina caíram em 1,6 milhão de barris e os de destilados, em 700 mil barris.

A alta do petróleo seguiu na contramão da nova queda dos mercados de ações, em especial nos principais pregões da Europa.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Posicionamento IBP
Importação de biodiesel
16/01/26
Bacia de Campos
Brava Energia anuncia aquisição de 50% de participação n...
16/01/26
Biocombustíveis
Com R$ 6,4 bi em 2025, BNDES faz aprovação recorde de cr...
16/01/26
Créditos de Carbono
Edital ProFloresta+ supera expectativas e recebe 16 prop...
16/01/26
iBEM26
Inteligência Artificial faz aumentar demanda por energia...
16/01/26
Resultado
Em 2025 a Petrobras produziu 2,40 milhões de barris de ó...
16/01/26
Pré-Sal
Equinor arremata primeira carga de petróleo da União do ...
15/01/26
REFAP
Produção de gasolina e diesel S-10 tem recorde de produç...
15/01/26
Internacional
Petrobras amplia presença no mercado internacional com v...
15/01/26
Resultado
Ministério de Portos e Aeroportos realizou 21 leilões em...
14/01/26
Combustíveis
Diesel Podium e Diesel Verana são os novos combustíveis ...
14/01/26
Pré-Sal
Campo de Tupi/Iracema volta a atingir produção de 1 milh...
13/01/26
Gás Natural
Tarifas da Naturgy terão redução em fevereiro
13/01/26
Fertilizantes
FAFENs Bahia e Sergipe entram em operação
13/01/26
Pré-Sal
Cinco empresas estão habilitadas para disputar leilão de...
13/01/26
Inteligência Artificial
PRIO usa tecnologia para acelerar a produção audiovisual...
13/01/26
Posicionamento IBP
Sanção do PLP 125/22 fortalece o mercado legal de combus...
13/01/26
Resultado
Portos do Sudeste movimentam 635 milhões de toneladas at...
12/01/26
Negócio
Vallourec conquista contrato expressivo com a Shell no B...
12/01/26
Brasil e Venezuela
Petróleo venezuelano vira peça-chave da disputa geopolít...
12/01/26
Combustíveis
Etanol mantém trajetória de alta no início de 2026, apon...
12/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.