Gás

Petrobras prevê 10 milhões m³/ dia de gás este ano

A Petrobras estima fechar o ano com sobra de cerca de 10 milhões de metros cúbicos por dia de gás. A oferta, ao longo do ano, deverá ficar em torno dos 106 milhões de metros cúbicos por dia, para uma demanda de aproximadamente 96 milhões de metros c&u

Redação/ Maria Fernanda Romero
10/08/2011 09:19
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A Petrobras estima fechar o ano com sobra de cerca de 10 milhões de metros cúbicos por dia de gás. A oferta, ao longo do ano, deverá ficar em torno dos 106 milhões de metros cúbicos por dia, para uma demanda de aproximadamente 96 milhões de metros cúbicos diários. A afirmação foi dada ontem (9) pela diretora de gás e energia da Petrobras, Graça Foster, durante detalhamento das áreas de gás natural, energia elétrica e fertilizantes do atual plano de negócios da Petrobras.
 
 

Segundo a diretora em 2015, está previsto o fornecimento, por parte da área de exploração e produção da estatal, de 78 milhões de m³ por dia. Esse volume, em função do crescimento da produção de óleo e gás previsto pela empresa, subirá para 102 milhões m³ por dia em 2020. 
 
 

A executiva lembrou que para o período 2007-2011, a Petrobras contou com US$15 bilhões de investimentos na área de infraestrutura de transporte. Já no atual plano de negócios da estatal, a área de gás e energia fica com US$13,2 bilhões, sendo que US$300 milhões destinados para a área internacional.
 
 

"Nós efetivamente neste período (2007-2011) construímos a malha de gasodutos no Brasil. De 2007 para 2011 foram quase 5 mil kilômetros de gasodutos, dois terminais, 17 estações de compressões, 43 pontos de entrega. Então agora o que tenho que fazer é tirar o máximo de resultados dessa malha flexível de gasodutos", disse.
 
 

Demanda de siderúrgicas faz consumo subir 
 
 

Fazendo um comparativo entre os semestres de 2010 e 2011, Foster informou que a estatal importou 3% a mais de gás natural da Bolívia (numa média de 26,4 milhões m³/dia) e que a produção nacional de gás cresceu 24% sobre os primeiros seis meses de 2010 para 31,7 milhões m³/dia.
 
 

"Este crescimento veio atender a um aumento de 10% na demanda por mercado não térmico, com destaque para o crescimento na área siderúrgica. Já o mercado térmico teve um crescimento de 15% sobre o mesmo período de 2010", afirmou a diretora.
 
 

Graça disse que a expectativa da Petrobras é que sejam despachadas menos usinas térmicas tanto no segundo semestre quanto no início do ano que vem, por conta dos reservatórios de hidrelétricas mais elevados.
 
 

Regaseificação menor no 1º semestre
 
 

Com relação ao uso do GNL (Gás Natural Liquefeito), a diretora informou que houve uma redução da entrada dele este ano. A Petrobras importou 13% a menos de GNL no primeiro semestre em relação ao mesmo período no ano passado e explicou: "Para atender a demanda interna, nos primeiros seis meses do ano, fizemos um mix entre importação e exportação, que reduziu a entrada de GNL. Além disso, não tem sido razoável trazer GNL, os preços do combustível variam de US$ 8 a US$ 11 por BTU, o que torna impraticável esta comercialização".
 
 

De acordo com Foster, a expansão da produção interna de gás também favoreceu a diminuição na operação dos terminais (de Pecém e da Baía de Guanabara). 
 
 
Fertlizantes
 
 

Sobre os investimentos na área de fertilizantes, Graça Foster afirmou que eles permitirão ao país alcançar a autossuficência em amônia em 2015 (hoje o Brasil importa 53% do que consome, reduzir a 28% a dependência da ureia importada também em 2015 (atualmente 53% do que é consumido é importado) e a 20%, em 2017, a importação do metanol – hoje 68% do que é consumido no país vem de fora.

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