Negócios

Petrobras pode entrar em projeto portuário de R$ 5 bi

A petroleira estuda participar da construção dos Terminais de Ponta Negra (TPN), na Praia de Jaconé, Maricá, região metropolitana do Rio de Janeiro. O projeto, desenvolvido pela empresa de logística portuária DTA Engenharia, prevê investime

Valor Econômico
02/05/2012 10:24
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A Petrobras estuda participar da construção dos Terminais de Ponta Negra (TPN), na Praia de Jaconé, Maricá, região metropolitana do Rio de Janeiro. O terminal, desenvolvido pela empresa de logística portuária DTA Engenharia, prevê investimentos de R$ 5 bilhões até 2015, dos quais R$ 1,5 bilhão seriam empenhados pela DTA, na construção da infraestrutura marítima e terrestre, e R$ 3,5 bilhões por outras empresas que podem se instalar no local. Há cerca de 15 dias, o agora ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, confirmou ao 'Valor' que a companhia está em negociação com a DTA há seis meses.

O presidente da DTA Engenharia, João Acácio de Oliveira Neto, afirmou que a expectativa é de que a Petrobras construa um dos dois terminais de granéis líquidos que serão erguidos no empreendimento. Outras dez unidades de negócios estão previstas para serem instaladas e também são estudadas pela estatal, assim como por outras companhias. "Estamos avaliando as oportunidades em relação à parte de tancagem, à parte de ter até um estaleiro de reparos, e em relação à chegada do gás que vem do pré-sal", disse Costa.

O local escolhido pela DTA fica próximo à Rota 3, trajeto pelo qual passará o gasoduto que ligará os blocos BM-S-9 e BM-S-11 da bacia de Santos ao Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí. O que está em pauta é a ligação do gasoduto ao TPN. "Existe hoje um memorando de confidencialidade e estamos avaliando isso tudo", disse Costa. Com capacidade para receber cerca de 1 milhão de barris de petróleo por dia, o TPN terá como principal objetivo atender a demanda do pré-sal. "É uma área muito promissora. Eu preciso receber o petróleo para o Comperj", afirmou Costa.

O terminal terá também estrutura de apoio "offshore" e um "bunker", para abastecimento de embarcações. Oliveira Neto afirmou que quase 50% da capacidade do terminal para receber granéis líquidos deverão ser utilizados pela Petrobras. "É uma estimativa nossa, isso está sendo conversado ainda em fase de estudo", ponderou Oliveira Neto. O terreno para a construção do terminal, de 5,6 milhões de m², foi adquirido pela DTA em julho de 2011 e terá 65% de sua área transformada em reserva ambiental. Somando os aterros, o terminal terá ao todo 2,8 milhões de m².

As obras do terminal devem começar em 2013 e o início da operação está previsto para o fim de 2015. Os estudos ambientais estão sendo elaborados pela empresa Arcadis Logos, contratada pela DTA. Oliveira Neto espera dar entrada no pedido de licença ambiental, junto ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea), em meados do ano. Do investimento que será feito pela DTA, uma parte será de capital próprio e a outra financiada por bancos ou fundos. Segundo o executivo, o projeto será apresentado ao BNDES assim que estiver pronto. A estrutura financeira está nas mãos da gestora de recursos Vinci Partners, contratada em janeiro, que participa das negociações com empresas que estudam o projeto, como a Petrobras.

O diretor de política industrial e novos negócios da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), Alexandre Gurgel, afirmou que o projeto foi apresentado oficialmente no fim de 2011 e tem total apoio do estado. "O projeto, no nosso entendimento, agrega valor à cadeia produtiva de petróleo e gás", afirmou Gurgel. Segundo o diretor da Codin, o empreendimento será ligado ao arco metropolitano, autoestrada que fornecerá acesso ao Porto de Itaguaí e ao Comperj.

Oliveira Neto acredita que o terminal venha gerar cerca de 12 mil empregos diretos e indiretos na construção e 9 mil quando entrar em operação. O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, vem batalhando para a integração definitiva da cidade no circuito do pré-sal. A cidade, segundo o prefeito, tem quase 50% de confrontação com o campo de Lula, ex-Tupi, marco da produção do pré-sal. "Quando eu assumi a prefeitura, estava no início de produção do teste de longa duração de Lula. O pré-sal estava começando", disse Quaquá. A prefeitura, segundo ele, estuda também a privatização do aeroporto da cidade, até o fim do ano, para dar apoio aos helicópteros que vêm das plataformas "offshore".

Também de olho nas oportunidades do pré-sal, a prefeitura de Angra dos Reis, Sul do estado, lidera campanha pela ampliação do Terminal da Baía da Ilha Grande (Tebig), da Petrobras. Costa confirmou ao 'Valor', antes de deixar a diretoria da abastecimento, que a ampliação do Tebig está prevista, mas não estimou data ou investimentos. O controlador-geral de Angra, Luiz Gustavo Nunes, afirmou que a Petrobras "prevê US$ 1,4 bilhão em obras e serviços e US$ 600 milhões na aquisição de equipamentos". Nunes teme que, com a criação do TPN em Maricá, a ampliação do Tebig, em Angra, perca importância. "O assunto Tebig não tem nada a ver com o assunto Maricá. São coisas independentes e eu preciso das duas", frisou Costa.
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