Rio Oil&Gas

Petrobras paga mal pelo petróleo das pequenas

A Petrobras paga mal pelo petróleo que compra das operadoras de campos marginais. A PetroRecôncavo recebe menos de US$ 40 pelo barril do petróleo vendido, segundo informou o diretor da companhia, Eduardo Cintra Santos, durante a Rio Oil&Gas, nesta quinta-feira (07/10).


08/10/2004 00:00
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A Petrobras paga mal pelo petróleo que compra das operadoras de campos marginais. A PetroRecôncavo recebe menos de US$ 40 pelo barril do petróleo vendido, segundo informou o diretor da companhia, Eduardo Cintra Santos, durante a Rio Oil&Gas, nesta quinta-feira (07/10).
O executivo explicou que a PetroRecôncavo tem dois tipos de operação, uma de prestação de serviços para a Petrobras com o valor do barril pré-definido em contrato acordado entre as duas empresas. O problema está na operação que a companhia faz para si mesma e que vende o seu petróleo para a estatal. "Como não há um mercado livre, precisa haver uma sensibilização da Petrobras para que este assunto seja mais debatido e haja uma evolução sobre a questão", argumentou Santos.
A PetroRecôncavo opera dois blocos marginais na região do Recôncavo Baiano sob contrato de prestação de serviços para a Petrobras e um bloco para a própria empresa, com venda do petróleo para a Petrobras. A produção total da PetroRecôncavo é de cerca de 3.300 barris por dia, 3.200 para a Petrobras em contrato de prestação de serviços e uma média entre 100 e 150 barris diários livres de contrato.
Durante a conferência sobre campos maduros, o empresário destacou ainda que a custo de produção de petróleo em campos marginais está cerca de 50% acima dos US$ 4 por barril. O investimento da companhia desde 1999 até hoje foi de US$ 13 milhões, muito acima do compromisso de investimentos de US$ 4 milhões firmado antes da concessão dos blocos. A empresa tem 334 poços perfurados e 5 serão perfurados no começo de 2005. O incremento de produção de óleo foi de 40% e passou de 2.381 barris por dia para os atuais 3.300 barris diários. No setor de gás a produção subiu 56%.

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