Estatal pagou R$ 160,175 milhões no S-M-508, considerado de elevado potencial. Shell e Repsol YPF também tiveram propostas individuais vencedoras no mesmo setor.
A Petrobras pagou na manhã desta terça-feira (18/10) o maior bônus de assinatura registrado até agora na Sétima Rodada da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A oferta, de R$ 160,175 milhões, foi feita durante a disputa do bloco S-M-508 (bacia de Santos), localizado no setor SS-AP2, e representou um ágio de 967% sobre o bônus mínimo exigido. A proposta ultrapassou em 342% o valor apresentado pelo consórcio operado pela Newfield / Amerada Hess. Os demais lances vencedores foram Shell (S-M-518) e Repsol YPF (S-M-506), que apresentaram ofertas individualmente.
Dos 13 blocos oferecidos no setor classificado como de elevado potencial , seis foram arrematados, sendo quatro pela estatal brasileira. No S-M-508 a Petrobras disputou como operadora do consórcio formado com a BG Energy Holdings Limited. Em outro consórcio, também com participação da BG (20%) e da Repsol YPF (20%) a estatal levou o S-M-623, com bônus de assinatura de R$ 26,150 milhões. No S-M-619, a companhia participou apenas com a Repsol YPF. A única participação individual no setor ocorreu no S-M-405. A Shell também levou sozinha o S-M-518.
Logo após o leilão, Francisco Nepomuceno, gerente de Exploração e Produção da Petrobras, explicou que o interesse da companhia no S-M-405 se deve ao fato de o bloco ser uma extensão do campo de Cedro, com grande potencial de gás natural. Já o fator decisivo para a oferta do S-M-508 foi a formação de pré-sal na região, que é considerada pela estatal um indício de reservatório de óleo leve e gás natural.
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