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Petrobras negocia venda de 15% do campo de Jubarte

Gazeta Mercantil
14/10/2005 00:00
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 Mitsui, Mitsubishi e Sumitomo disputam a participação na reserva de 600 milhões de barris. A Petrobras planeja vender uma participação de 15% no gigantesco campo de petróleo de Jubarte e as tradings japonesas Mitsui e Sumitomo estão superando a oferta da Mitsubishi na corrida pelo negócio, informou o gerente-geral do escritório da estatal em Tóquio, Osvaldo Kawakami. As três companhias estão também fazendo ofertas para o financiamento e o desenvolvimento da segunda fase do projeto Jubarte, disse Kawakami em entrevista á Reuters. O campo tem reservas estimadas de cerca de 600 milhões de barris de petróleo pesado.

"Temos uma lista de pré-selecionados e estamos analisando três propostas. O Mitsubishi pode ter menos chances. A proposta dele é diferente da feita pelo Mitsui e pelo Sumitomo", afirmou o executivo da Petrobras. A empresa compradora ficará com a participação de 15% no campo e os 85% restantes serão da Petrobras.

A petrolífera brasileira convidou apenas empresas japonesas para realizarem ofertas por Jubarte. "Acreditamos que elas têm a capacidade de fazerem financiamentos sob condições competitivas de mercado", disse Kawakami. Ele não comentou o valor específico de um possível acordo. No início de outubro, o presidente-executivo da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, informou que os investimentos no campo Jubarte, localizado na bacia de Campos, poderiam chegar a cerca de US$ 3 bilhões.

Empresas japonesas de investimentos têm injetado bilhões de dólares em ativos de produção de gás e petróleo ao redor do mundo e seus lucros têm sido recordes por causa de sua elevada exposição em recursos naturais, o que inclui metais e carvão.

Kawakami informou que a Petrobras vai precisar de mais tempo para fechar o negócio por causa das diferentes avaliações de Jubarte. "Vemos grandes diferenças nas avaliações deles e nossas. Cerca de US$ 6 a US$ 7 (por barril), até US$ 10", disse o executivo. "Neste momento, é difícil para nós e para as empresas japonesas solucionar a diferença porque o preço do petróleo não está muito estável."

O indicador de preços futuros do petróleo nos Estados Unidos tem passado por grande volatilidade nos últimos anos. Os preços subiram para um recorde de quase US$ 71 o barril no final de agosto e desde então caíram mais de US$ 6. Apesar disso, ainda estão 50% mais altos que no final de 2004.

Uma avaliação em termos de dólar por barril de Jubarte pode ser menor do que em outros campos porque o petróleo na região é pesado, disse Kawakami, sem informar o nível de densidade do óleo do local.

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