Bolívia

Petrobras nega investimento de US$ 5 bi

Segundo a empresa, o valor refere-se ao total de investimentos estimados no país andino incluindo a participação de parceiros privados e da petroleira estatal boliviana, além da Petrobras.

Redação
15/02/2006 00:00
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A Petrobras contesta a informação de que investiria US$ 5 bilhões na Bolívia, conforme foi veiculado na imprensa nacional e internacional. Segundo a empresa, o valor refere-se ao total de investimentos estimados no país andino incluindo a participação de parceiros privados e da petroleira estatal boliviana, além da Petrobras.

"Por investimentos totais entenda-se a soma do que poderá ser investido pela Petrobras e seus parceiros, pela YPFB e por diversas empresas privadas - de petróleo, petroquímica, siderurgia e metalurgia, entre outras – envolvidas nos diversos projetos", esclarece a estatal em nota

A estatal brasileira informa que só anunciará investimentos depois de avaliada a viabilidade dos vários projetos e ressalta que as decisões da empresa em relação a investimentos na Bolívia têm motivações técnicas e econômicas, como todas as decisões da companhia.

Em reunião com as autoridades bolivianas, na última sexta-feira (10/02), a direção da Petrobras anunciou a assinatura de um Memorando de Entendimentos apra a associação da Petrobras e da YPFB em empreendimentos de interesse mútuo até o final de fevereiro.

Os empreendimentos compreendem projetos de cooperação e associação nas áreas de Refino, Exploração e Produção, Biocombustíveis, Distribuição de gás na Bolívia, além do complexo industrial da fronteira, que incluíra um Pólo Gás Químico, atividades de geração térmica e produção de fertilizados. A associação entre as duas empresas também inclui cooperação na área de gás natural e formação de recursos humanos bolivianos em tecnologia de petróleo e gás.

Preço do gás - Na mesma nota, a Petrobras esclarece que o preço do gás natural boliviano consumido no Brasil não sofreu reajustes em função do aumento dos royalties na Bolívia e, sim, em razão das regras do contrato em vigor desde 1999.

"O que determina o reajuste do preço do gás importado pela Petrobras,  conforme o contrato, é a variação trimestral de preços de uma cesta de óleos combustíveis no mercado internacional. O preço do transporte do gás é reajustado apenas uma vez ao ano, com  base na variação do câmbio e parcela da inflação americana, também de acordo com contrato em vigor", informa a empresa.

O aumento de 18% aplicado ao gás natural boliviano no ano passado foi decorrente destes critérios contratuais e foi, inclusive, inferior ao aumento internacional devido a apreciação do real frente ao dólar. Segundo a Petrobras, a variação do preço do gás natural, em dólares, para entrega às distribuidores foi de cerca de 40% em 2005.

Por outro lado, como os royalties são pagos pelos produtores de gás na Bolívia, a Petrobras Bolívia, que responde por cerca de 25% do produto vendido pela YPFB ao Brasil, para a conta do aumento dos royalties. "As regras contratuais não permitem, porém, que o aumento de royalties pagos na produção do gás seja repassado ao preço de importação", afirma a empresa.

Investimentos no gás natural brasileiro

Com o objetivo de reduzir a dependência em relação ao produto importado, a Petrobras investe na área de gás natural. Nos próximos 10 anos, a Companhia investirá entre US$ 10 bilhões e US$ 12 bilhões em projetos de desenvolvimento da produção de gás natural na Bacia de Santos.

Além disso, o Plano de Negócios prevê, até 2010, investimentos de aproximadamente US$ 16 bilhões na cadeia de gás, envolvendo projetos que vão desde a exploração e produção de gás natural até a ampliação e construção de redes de gasodutos.

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