Gás natural
O Povo - CE
O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, na presença do governador Lúcio Alcântara, firmará hoje no Complexo Portuário do Pecém um acordo assegurando o fornecimento do gás natural (1,8 milhão de metros cúbicos/dia) para a Usina Siderúgica do Ceará (USC). A informação é do deputado federal José Pimentel (PT-CE) e foi confirmada pelo procurador-geral do Estado, Wagner Barreira.
As obras da USC devem começar ainda este ano, sendo que já estavam certos o abastecimento de água bruta, água tratada e energia elétrica, faltando apenas a garantia do fornecimento de gás natural. A usina possuía um pré-contrado com a Petrobras, sendo que agora é oficial.
No programa de Gabrielli consta o fechamento do acordo e o anúncio do empreendimento, que vem sendo articulado pelo Governo cearense desde a segunda gestão Tasso Jereissati. A futura siderúrgica nasce de um consórcio formado pela Dong Kuk, da Coréia, Danielli, da Itália, e a brasileira Vale do Rio Doce, com investimento superior a US$ 750 milhões, com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e também Banco do Nordeste.
O deputado federal José Pimentel, membro da cúpula do PT nacional e integrante do grupo duro do governo Lula, em Brasília, afastou, de imediato, a tese de que a siderúrgica está saindo como compensação para o Ceará, que extra-oficialmente perdeu a refinaria de petróleo para Pernambuco. ``Isso não existe. Houve uma decisão da parte do Governo Federal, com respaldo do sócio, a PDVSA, da Venezuela.``
Pimentel explica que, em 1999, o Ceará chegou a contar com o projeto da siderúrgica já elaborado, mas na época não houve a formação da engenharia financeira necessária para tocá-lo. Além disso, havia o impasse quanto à liberaçao do gás natural, o que está sendo possível em razão da ampliação do
gasoduto Guamaré-Fortaleza, com extensão até o Complexo Portuário do Pecém.
Ontem, no Rio de Janeiro, na sede da Petrobras, os secretários José Maria Mendes (da Fazenda), Régis Dias ( do Desenvolvimento Econômico) e Wagner Barreira, procurador-geral, buscaram fechar os detalhes burocráticos a respeito do acordo a ser firmado entre a Petrobras, o Governo do Estado e o consórcio de investidores. O aspecto básico diz respeito ao fornecimento do gás natural.
``Nós estamos confiantes de que a gente feche os detalhes``, afirmava, antes do embarque, o secretário Régis Dias, evitando maiores detalhes. Já o procurador-geral Wagner Barreira anunciava de imediato a vinda do presidente da Petrobras, enquanto José Maria Mendes desabafava: ``Ainda bem que essa negociação está chegando ao fim.`` Só neste ano, foram várias rodadas de conversações em torno do repasse do gás para a futura siderúrgica.
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