Cessão Onerosa

Petrobras fica os campos de Búzios e Itapu e confirma sua posição de liderança no pré-sal brasileiro

Redação/Agência Petrobras
06/11/2019 17:26
Petrobras fica os campos de Búzios e Itapu e confirma sua posição de liderança no pré-sal brasileiro Imagem: TN Petróleo Visualizações: 1794

A Petrobras informa que o consórcio no qual será operadora, com participação de 90%, em parceria com as empresas CNODC Brasil Petróleo e Gás Ltda. e CNOOC Petroleum Brasil Ltda., cada uma com participação de 5%, adquiriu hoje o direito de exploração e produção do volume excedente ao Contrato de Cessão de Cessão Onerosa do campo de Búzios.

Além disso, a Petrobras adquiriu integralmente o direito de exploração e produção relativo ao volume excedente do campo de Itapu.

Com os resultados do leilão de hoje, a Petrobras assegura a manutenção da operação nesses campos, para os quais já havia exercido o direito de preferência, conforme comunicado divulgado ao mercado em 21/05/2019, e confirma sua posição de liderança no pré-sal brasileiro, de forma consistente com a sua estratégia de concentrar-se na exploração e produção de ativos offshore de classe mundial.

“Nós estamos construindo o futuro para a Petrobras. O campo de Búzios é sem dúvida nenhuma um ativo de classe mundial. É o maior campo de petróleo offshore do mundo, com substanciais reservas, baixo custo de extração, baixo preço de equilíbrio, ou seja, tem alto retorno sobre capital empregado”, destacou o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco (foto).

O campo de Búzios, que iniciou sua produção em abril de 2018 e já produziu cerca de 100 milhões de barris de óleo e gás equivalentes (boe), é o maior campo em águas profundas descoberto no mundo. Trata-se de óleo leve e com poços de produtividade comprovadamente elevada.

A aquisição do direito sobre a exploração e produção do excedente da cessão onerosa de Búzios é consistente com o foco estratégico em investimentos em que a Petrobras é a dona natural. O conhecimento adquirido ao longo de cerca de 10 anos na área e seu grande potencial, aliado às condições de aquisição do ativo, com bônus de assinatura de R$ 68,194 bilhões, compatível com o valor do campo, e o óleo lucro de 23,24%, no patamar mínimo, ampliam a atratividade de Búzios para o consórcio liderado pela Petrobras.

A produção média diária do campo já chegou a atingir 600 mil boed, considerando as quatro unidades instaladas (P-74, P-75, P76 e P-77). Uma quinta unidade, prevista para entrar em produção no 2º semestre de 2022, já está em construção. Novas unidades serão instaladas no campo para produzir o volume excedente da cessão onerosa, sendo o número e porte estabelecidos com a formalização do acordo de coparticipação entre os participantes do consórcio.

O acordo de coparticipação deverá ser finalizado até setembro de 2021, sendo que, até esta data, as parceiras da Petrobras no consórcio têm o direito de adquirir mais 5% de participação cada ou, na data limite, caso o acordo não tenha sido assinado com a Pré-sal Petróleo S.A. (PPSA), de deixar o consórcio.

Para Itapu, a Petrobras entende que unidade para qual iniciou processo de contratação em julho deste ano será responsável tanto pela produção do volume previsto no Contrato de Cessão Onerosa quanto pelo excedente, o que tornou a aquisição integral da área extremamente atrativa economicamente, tendo em vista os baixos investimentos adicionais e as condições de aquisição, correspondentes a um bônus de assinatura de R$ 1,766 bilhão e um óleo lucro no patamar mínimo de 18,15%.

O valor total do bônus de assinatura, correspondente a participação da Petrobras nos dois ativos, de R$ 63,14 bilhões, deverá ser pago à União até 27/12/2019, mesma data em que ingressará no caixa da Companhia o ressarcimento da revisão do Contrato de Cessão Onerosa, que soma R$ 34,1 bilhões (referidos a 30 de setembro de 2019).

A necessidade adicional de recursos não altera o patamar da dívida da companhia, em 30 de setembro de 2019, e será suportada pela atual disponibilidade de caixa e pela geração de caixa no 4T19.

Institucional

Ao mesmo tempo, a companhia continuará a perseguir a meta de desalavancagem para 2020 (Dívida Líquida/EBITDA de 1,5x), através da gestão ativa de portfólio, como tem feito ao longo deste ano e utilizará os recursos provenientes do pagamento do diferimento do excedente da cessão onerosa para contribuir para manutenção da sua trajetória de redução do endividamento.

A participação no leilão dos volumes excedentes ao Contrato de Cessão Onerosa está alinhada à estratégia de longo prazo da Companhia e fortalece o perfil da Petrobras de principal operadora global de campos gigantes de petróleo localizados em águas ultra profundas.

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