Economia

Petrobras fica longe de metas

Redução de dívida, alta na gasolina.

O Globo
12/08/2014 09:37
Visualizações: 799

 

A estatal, que teve queda de 25% no lucro este ano, só alcançará suas metas de redução da dívida se houver uma alta na gasolina, dizem analistas. Ontem, as ações subiram mais de 4% com expectativa de reajuste.
Sem reajuste, Petrobras fica longe de metas
Para analistas, só com alta no preço de gasolina estatal conseguiria reduzir endividamento até 2015.
O reajuste dos preços dos combustíveis é fundamental para a Petrobras retomar seu fluxo de caixa operacional e reduzir seu nível de endividamento até o fim de 2015. Isso ficou claro nas declarações feitas ontem pelo diretor Financeiro da companhia, Almir Barbassa, durante apresentação dos resultados do segundo trimestre a analistas de mercado. Especialistas do setor colocaram em dúvida a capacidade de a empresa atingir as metas definidas para o período sem um reajuste. Sem apresentar data para o aumento dos preços da gasolina e do diesel — e cuidadoso com as declarações —, Barbassa afirmou que a empresa continua “com a meta de alinhar os preços domésticos às métricas internacionais” Na sexta-feira, a estatal divulgou lucro de R$ 10,3 bilhões no primeiro semestre. O resultado representa uma queda de 25% em relação a igual período de 2013.
Diante da perspectiva de novos reajustes, as ações da Petrobras fecharam em alta na Bovespa: os papéis preferenciais (sem direito a voto) avançaram 4,29% e os ordinários (com direito a voto) subiram 3,47%. O comportamento dos papéis levou o Ibovespa, índice de referência do mercado, a avançar 1,87%, aos 56.613 pontos, a maior alta desde o dia 18 de julho.
Apesar de Barbassa lembrar que os reajustes são debatidos mensalmente nas reuniões do Conselho de Administração, analistas questionam a viabilidade de a estatal atingir a meta de 2,5 vezes a relação entre endividamento líquido e geração de caixa operacional, medida pelo Ebtida, até dezembro de 2015. Ao fim de junho, o indicador era de 3,94 vezes.
— Continuamos afirmando que no fim de 2015 vamos chegar com a meta atingida. O crescimento da produção já mostra uma alavanca importante. Continuamos com a meta interna de alinhar os preços domésticos com as métricas internacionais. Data (para o reajuste dos combustíveis) eu não tenho — disse Barbassa.
BARBASSA NEGA INFLUENCIA DA ELEIÇÃO
Indagado se eleição é uma das variáveis para o reajuste, Barbassa negou:
— As variáveis são câmbio, preço do petróleo, demanda interna, produção de petróleo e derivados.
Além de Barbassa, losé Formigli, diretor de Exploração e Produção, frisou que a meta de aumentar a produção em 7,5% este ano, com variação de um ponto percentual para cima ou para baixo, “não tem nada a ver com cenário político” Em julho,
Impasse. Trabalhadores vão para assembleia de funcionários: refinaria Abreu e Lima é aposta da estatal para elevar produção de derivados a companhia produziu 2,049 milhões de barris de petróleo por dia, alta de 2% em relação a junho. O executivo lembrou que na primeira semana de agosto o número subiu para 2,103 milhões de barris diários.
— Não tem nada a ver com cenário político. Se você me perguntar se a curva de 7,5% está apertada, ela tem seu nível de dificuldade intrínseca a qualquer empresa de petróleo, que coloca uma curva de produção elevada —- disse Formigli.
Se de um lado analistas de mercado se mostraram otimistas com relação às perspectivas da melhora dos resultados operacionais, por outro, a falta de perspectiva de um reajuste de preços dos combustíveis continua sendo ponto negativo. Para Cláudio Duhau, da Ativa, um reajuste de preços é fundamental:
— Se não houver um reajuste de preços, vai ficar complicado a Petrobras conseguir reduzir seu nível de endividamento. A “queima” de caixa é muito forte com os elevados investimentos. Vai ter que ter aumento de preços, ou contrair novas dívidas, ou deixar de investir.
William Araújo, da UM Investimentos, ressaltou que o mercado não consegue visualizar uma redução no nível de endividamento da companhia no curto prazo.
Ele lembrou ainda que, com resultados recentes de inflação abaixo das expectativas de mercado, há uma margem maior para o reajuste de combustíveis.
Para André Leite, gestor da Tag Investimentos, o resultado do segundo trimestre aumentou a expectativa em relação a um aumento da gasolina:
— E ainda é um papel que sofre muito com a especulação eleitoral.
Como forma de elevar a geração de caixa, a Petrobras informou que pretende aumentar em 4% a produção de derivados no segundo semestre, para 2,240 milhões de barris por dia, em relação aos primeiros seis meses do ano. Segundo José Carlos Cosenza, diretor de Abastecimento da estatal, isso vai ocorrer com a entrada em novembro da Refinaria Abreu e Lima (ou Refinaria do Nordeste – Rnest), em Pernambuco, e do melhor uso da infraestrutura logística da companhia. A estatal pretende elevar em 51% a exportação de petróleo, para 250 mil barris por dia. Além disso, informou que vai aumentar em 20% a oferta de gás natural, para 48 milhões de metros cúbicos, no 2º semestre deste ano em relação ao início deste ano.

A estatal, que teve queda de 25% no lucro este ano, só alcançará suas metas de redução da dívida se houver uma alta na gasolina, dizem analistas.

Ontem, as ações subiram mais de 4% com expectativa de reajuste.

 

Sem reajuste, Petrobras fica longe de metas

 Para analistas, só com alta no preço de gasolina estatal conseguiria reduzir endividamento até 2015.

O reajuste dos preços dos combustíveis é fundamental para a Petrobras retomar seu fluxo de caixa operacional e reduzir seu nível de endividamento até o fim de 2015.

Isso ficou claro nas declarações feitas ontem pelo diretor Financeiro da companhia, Almir Barbassa, durante apresentação dos resultados do segundo trimestre a analistas de mercado.

Especialistas do setor colocaram em dúvida a capacidade de a empresa atingir as metas definidas para o período sem um reajuste.

Sem apresentar data para o aumento dos preços da gasolina e do diesel — e cuidadoso com as declarações —, Barbassa afirmou que a empresa continua “com a meta de alinhar os preços domésticos às métricas internacionais”.

Na sexta-feira, a estatal divulgou lucro de R$ 10,3 bilhões no primeiro semestre. O resultado representa uma queda de 25% em relação a igual período de 2013.

Diante da perspectiva de novos reajustes, as ações da Petrobras fecharam em alta na Bovespa: os papéis preferenciais (sem direito a voto) avançaram 4,29% e os ordinários (com direito a voto) subiram 3,47%.

O comportamento dos papéis levou o Ibovespa, índice de referência do mercado, a avançar 1,87%, aos 56.613 pontos, a maior alta desde o dia 18 de julho.

Apesar de Barbassa lembrar que os reajustes são debatidos mensalmente nas reuniões do Conselho de Administração, analistas questionam a viabilidade de a estatal atingir a meta de 2,5 vezes a relação entre endividamento líquido e geração de caixa operacional, medida pelo Ebtida, até dezembro de 2015. Ao fim de junho, o indicador era de 3,94 vezes.

— Continuamos afirmando que no fim de 2015 vamos chegar com a meta atingida. O crescimento da produção já mostra uma alavanca importante. Continuamos com a meta interna de alinhar os preços domésticos com as métricas internacionais. Data (para o reajuste dos combustíveis) eu não tenho — disse Barbassa.

 

BARBASSA NEGA INFLUENCIA DA ELEIÇÃO

 Indagado se eleição é uma das variáveis para o reajuste, Barbassa negou:

— As variáveis são câmbio, preço do petróleo, demanda interna, produção de petróleo e derivados.

Além de Barbassa, losé Formigli, diretor de Exploração e Produção, frisou que a meta de aumentar a produção em 7,5% este ano, com variação de um ponto percentual para cima ou para baixo, “não tem nada a ver com cenário político” Em julho,

Impasse. Trabalhadores vão para assembleia de funcionários: refinaria Abreu e Lima é aposta da estatal para elevar produção de derivados a companhia produziu 2,049 milhões de barris de petróleo por dia, alta de 2% em relação a junho. O executivo lembrou que na primeira semana de agosto o número subiu para 2,103 milhões de barris diários.

— Não tem nada a ver com cenário político. Se você me perguntar se a curva de 7,5% está apertada, ela tem seu nível de dificuldade intrínseca a qualquer empresa de petróleo, que coloca uma curva de produção elevada —- disse Formigli.

Se de um lado analistas de mercado se mostraram otimistas com relação às perspectivas da melhora dos resultados operacionais, por outro, a falta de perspectiva de um reajuste de preços dos combustíveis continua sendo ponto negativo. Para Cláudio Duhau, da Ativa, um reajuste de preços é fundamental:

— Se não houver um reajuste de preços, vai ficar complicado a Petrobras conseguir reduzir seu nível de endividamento. A “queima” de caixa é muito forte com os elevados investimentos. Vai ter que ter aumento de preços, ou contrair novas dívidas, ou deixar de investir.

William Araújo, da UM Investimentos, ressaltou que o mercado não consegue visualizar uma redução no nível de endividamento da companhia no curto prazo.

Ele lembrou ainda que, com resultados recentes de inflação abaixo das expectativas de mercado, há uma margem maior para o reajuste de combustíveis.

Para André Leite, gestor da Tag Investimentos, o resultado do segundo trimestre aumentou a expectativa em relação a um aumento da gasolina:

— E ainda é um papel que sofre muito com a especulação eleitoral.

Como forma de elevar a geração de caixa, a Petrobras informou que pretende aumentar em 4% a produção de derivados no segundo semestre, para 2,240 milhões de barris por dia, em relação aos primeiros seis meses do ano.

Segundo José Carlos Cosenza, diretor de Abastecimento da estatal, isso vai ocorrer com a entrada em novembro da Refinaria Abreu e Lima (ou Refinaria do Nordeste – Rnest), em Pernambuco, e do melhor uso da infraestrutura logística da companhia.

A estatal pretende elevar em 51% a exportação de petróleo, para 250 mil barris por dia.

Além disso, informou que vai aumentar em 20% a oferta de gás natural, para 48 milhões de metros cúbicos, no 2º semestre deste ano em relação ao início deste ano.

 

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