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Petrobras e Statoil podem criar consórcio para produzir na Venezuela

STAVANGER - De olho na meta de ampliação da produção petrolífera no exterior dos atuais 270 mil barris por dia para 613 mil barris, a Petrobras já começou a negociar com a norueguesa Statoil a formação de um consórcio de empresas para disputar a licitação de áreas exploratórias na Vene


24/08/2004 00:00
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STAVANGER - De olho na meta de ampliação da produção petrolífera no exterior dos atuais 270 mil barris por dia para 613 mil barris, a Petrobras já começou a negociar com a norueguesa Statoil a formação de um consórcio de empresas para disputar a licitação de áreas exploratórias na Venezuela, que ocorrerá provavelmente até o fim deste ano.
Os entendimentos, conduzidos pelo gerente executivo da área Internacional da empresa, João Carlos de Araújo Figueira, deverão envolver outras operadoras estrangeiras e foram detalhados em uma reunião com executivos das principais petroleiras mundiais, na cidade norueguesa de Stavanger.
Promovida pela Intsok, espécie de Onip (Organizacão Nacional da Indústria do Petróleo) local, a reunião ocorreu paralelamente à Offshore Northern Seas (ONS), uma das principais feiras mundiais do setor, cuja abertura ocorreu nesta terça-feira (24/08).
Segundo Figueira, a maior petroleira da América do Sul também mantém como meta prioritária saltar para a condição de grande operadora no Golfo do México, onde produz atualmente um máximo de 7 mil barris por dia.
Na Venezuela, a empresa mantém uma produção de 50 mil barris por dia, herdada com a aquisição, em 2002, da antiga petroleira argentina Perez Companc, atual Petrobras Energia.
Uma das parceiras mundiais com quem a Petrobras apresenta maior sinergia, a Statoil mantém com a petroleira brasileira um campo em águas profundas na Nigéria e outro na Venezuela. Na
próxima licitação venezuelana, revelou Figueira, o objetivo da Petrobras é disputar um bloco localizado no Golfo da Venezuela, ao norte do Lago Maracaibo. Na última semana, o gerente executivo da Petrobras reuniu-se pela primeira vez com o recém-empossado presidente da Statoil, Helge Lund, com quem pretende intensificar a cooperação principalmente tecnológica. Segundo Figueira, interessa à Petrobras um maior intercâmbio na área de gás natural, onde a companhia norueguesa desenvolveu importante experiência.
A participacão em licitações no exterior tornou-se rotina para a empresa, que deverá intensificar sua presença nos "bids" internacionais. Para disputar áreas na Venezuela, a companhia aguarda a publicação do edital de licitação, o que segundo Figueira ocorrerá provavelmente na próxima semana.
Na última semana, a Petrobras encerrou em terceiro lugar sua participação em uma licitação para exploração de áreas na porção americana do Golfo do México, segundo o critério de companhias que mais apresentaram propostas. Ao todo, revelou, foram desembolsados US$ 12 milhões para arrematar 37 blocos.
Na Nigéria, onde mantém expectativa de começar a produzir em 2007, a companhia também deverá disputar em 2005 uma concorrência para novos blocos. O gerente executivo da Petrobras revelou que também aguarda novas oportunidades para explorar óleo e gás na porção mexicana do Golfo do México, onde mantém apenas um contrato múltiplo de serviços com a estatal Pemex. A expectativa em relação àquele país, e por todo o Golfo do México, segundo ele, se justifica pela alta demanda principalmente de gás natural no mercado norte-americano, o que garante à empresa um fluxo de caixa rápido e contínuo.
Na porção americana, por exemplo, a companhia tem a vantagem, ainda, de contar com uma infra-estrutura de escoamento já instalada e compartilhada por outras operadoras que lá se encontram.

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