Petroquímica

Petrobras e M&G: eventos paralelos, mas parceria desfeita

Embora a M&G não seja mais parceira da Petrobras na unidade de PTA, é consumidora natural do ácido de segunda geração para a produção de PET. Nesta quarta-feira (28/02), em Pernambuco, Petrobras e Citene lançam pedra fundamental do Pólo Petroquímico de Suape e M&G inaugura fábrica.


27/02/2007 00:00
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A Petrobras e a Companhia Integrada Têxtil do Nordeste (Citene) lançam a pedra fundamental do Pólo Petroquímico de Suape. No mesmo dia, nesta quarta-feira (28/02), a ex-parceira da Petrobras, a Mossi&Ghisolfi (M&G), inaugura a maior fábrica de PET do mundo, no mesmo complexo Petroquímico, em Pernambuco. O presidente Luís Inácio Lula da Silva comparecerá às duas solenidades, realizadas em horários diferentes. Os representantes das empresas também comparecerão em ambos os eventos, conforme informa a assessoria da M&G.

O Pólo Petroquímico de Suape, no município de Ipojuca, em Pernambuco, será integrado por uma indústria de ácido tereftálico purificado (PTA) e por uma unidade industrial de polímeros e filamentos de poliéster (POY). A Petroquisa, subsidiária da Petrobras, participa com 50% do projeto PTA e com 40% do POY, enquanto as participações restantes pertencem à Citene, companhia que ocupou o espaço deixado com a saída da Mossi&Ghisolfi da negociação, ainda no início de 2006.

O projeto inicial da Petroquisa para a fábrica da PTA foi pensado com a fábrica de PET para garrafa da M&G, conforme declarou na época a ex-presidente da companhia, Maria das Graças Foster. No entanto, com a desistência da empresa italiana, o negócio foi assumido pela Citene que produz PET para fibras têxteis, empreendimento no qual a Petrobras também terá participação.

Já em março, a executiva que estava à frente da Petroquisa considerava a possibilidade da subsidiária da Petrobras participar também da terceira geração petroquímica, o que ocorre agora com a parceria entre Petroquisa e Citene na unidade de POY. Com a expansão da atividade da Petroquisa, o investimento também aumentou: o total será de US$ 862 milhões, sendo US$ 542 milhões na fábrica de PTA e outros US$ 320 na unidade de POY. Inicialmente a estatal considerava apenas o investimento na unidade de PTA.

Embora não haja informação sobre o resultado das negociações para o escoamento da produção de PTA entre as empresas, a M&G é um consumidor natural do ácido de segunda geração que será produzido em Suape. A instalação que inaugurada nesta quarta-feira (28/02) é apontada pela empresa italiana como a maior do mundo, superando em 25% uma outra unidade pertencente a mesma companhia, em Altamira, México, até então a maior produtora do mundo de PET. A capacidade da fábrica brasileira será de 450 mil toneladas por ano.

Para suprir a demanda de matéria-prima para a produção de PTA (ácido de segunda geração e, por sua vez, matéria-prima para a produção do PET), a Petrobras optou por importar o petroquímico básico inicial, o paraxileno. A expectativa da Petrobras, no entanto, é que quando este produto estiver sendo fabricado pelo Complexo Petroquímico do Estado Rio de Janeiro (Comperj), o fornecimento da matéria-prima será nacional.

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, também estará presente ao lançamento da Pedra Fundamental da Pólo Petroquímico de Suape e na mesma ocasião a Petrobras assinará um Termo de Compromisso com o governo de Pernambuco e o Complexo de Suape relacionado com a implantação do Pólo Petroquímico e da Refinaria Abreu e Lima.

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