Internacional

Petrobras discorda de oferta de indenização do Equador

Valor Econômico
14/07/2011 10:03
Visualizações: 709
Não está sendo fácil para a Petrobras negociar com o Equador uma indenização pela interrupção do contrato de produção de petróleo no país. A empresa pede cerca de US$ 300 milhões e o governo do presidente Rafael Correa fala em US$ 160 milhões, disse o ministro de Recursos Naturais Não Renováveis do Equador, Wilson Pástor.

A estatal decidiu deixar o país em novembro, quando terminou o prazo para que as petroleiras assinassem um novo modelo de contrato exigido pelo governo Correa. As novas condições reduziram a autonomia das empresas, transformando-as em prestadoras de serviços - o que não interessou à Petrobras.

A brasileira quer que o Equador cumpra uma cláusula do contrato que prevê uma indenização por investimento não amortizado (INA). O cálculo dos US$ 300 milhões leva em conta quanto a companhia investiu e previsão de retorno desse investimento com base em um determinado volume de petróleo que seria produzido durante o período da concessão. "Estamos tentando chegar a um acordo", informou uma fonte da empresa no Brasil.

Mas as partes parecem estar longe de um entendimento. Na avaliação do ministro equatoriano, os investimentos não amortizados da Petrobras chegam a US$ 163 milhões e é sobre esse valor que o governo estuda o que, segundo ele, será "o preço justo". Suas declarações foram veiculadas anteontem no site da agência equatoriana estatal de notícias, Andes.

A Petrobras foi a única grande petroleira que não aceitou as novas condições. Andes Petroleum, Petroriental, ENAP, Repsol e Agip todas continuam no país, mas agora como prestadoras de serviço.

O Equador precisa definir um valor de indenização para as empresas que não aceitaram o novo contrato. "Com a Petrobras há uma negociação, mas ela é a que reclama o maior indenização por causa do volume de produção que tinha", disse o ministro.

Por meio da Petrobras Energia S/A (PESA), a Petrobras tinha dois ativos no Equador: o bloco 31, que foi devolvido em 2007, e o bloco 18, onde foi encontrado um campo chamado Palo Azul e onde eram produzidos cerca de 18 mil barris por dia. A Petrobras Energia S/A (PESA) tinha 40% desse ativo. Ele foi devolvido em novembro, depois que a estatal brasileira e seus sócios informaram que não aceitavam migrar o contrato de concessão para o tipo de serviços.

"São US$ 160 milhões de investimento amortizados e [a Petrobras] reclama rentabilidade sobre esses investimentos - sobre o que há divergências", continuou o ministro. "É precisar fazer um cruzamento dos pagamentos tributários, mas esse é o problema menor frente à definição do preço de liquidação." O ministro disse acreditar que a negociação termine no fim do ano.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Workshop
ANP realiza workshop sobre proposta de novo modelo de li...
28/04/26
GLP
Subvenção ao GLP: ANP publica roteiro com orientações ao...
27/04/26
Diesel
Subvenção ao óleo diesel: ANP altera cálculo do preço de...
27/04/26
Combustíveis
E32 reforça estratégia consistente do Brasil em seguranç...
27/04/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente de Partilha (OPP): ANP aprova estudos ...
27/04/26
Royalties
Hidrelétricas da ENGIE Brasil repassam R$ 49,8 milhões e...
23/04/26
BOGE 2026
Maior encontro de petróleo e gás do Norte e Nordeste te...
23/04/26
Oportunidade
Firjan SENAI tem mais de 11 mil vagas gratuitas em quali...
22/04/26
Combustíveis
Etanol aprofunda queda na semana e amplia perdas no acum...
20/04/26
P&D
Centro de pesquisa na USP inaugura sede e impulsiona tec...
17/04/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 182 mil barris por ...
17/04/26
Reforma Tributária
MODEC patrocina debate sobre reforma tributária no setor...
17/04/26
E&P
Revisão de resolução sobre cessão de contratos de E&P é ...
17/04/26
Estudo
Consumo de gás natural cresce 3,8% em 2025 no Brasil
17/04/26
Apoio Marítimo
Mesmo com tensões globais, setor marítimo avança e refor...
17/04/26
Internacional
Petrobras assina participação em novo bloco exploratório...
17/04/26
PPSA
Petrochina arremata carga da União de Bacalhau em leilão...
17/04/26
Rio de Janeiro
Firjan calcula que, só em 2025, estado do Rio acumulou p...
16/04/26
Refino
Refinaria de Mataripe, da Acelen, reduz consumo total de...
16/04/26
Cana Summit
No Cana Summit 2026, ORPLANA e UNICA formalizam revisão ...
16/04/26
Royalties
Firjan anuncia mobilização para defender interesse do RJ...
16/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23