Bolívia

Petrobras deverá arcar com o ônus da liderança política do Brasil na América Latina

Embora o aumento dos impostos de 18% para 50% na Bolívia onere a produção, a Petrobras não deverá sequer reduzir investimentos substancialmente. "Para ser líder regional, o Brasil tem que suportar crises e investir nos países vizinhos", diz analistas.


19/05/2005 00:00
Visualizações: 371

Embora a lei do gás aprovada na Bolívia onere substancialmente os negócios de petróleo e gás no país, a saída da Petrobras do país andino e mesmo uma redução drástica de investimentos está fora de questão, segundo a opinião do analista do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos, João de Castro Neves.
Neves observa que a petroleira brasileira é a maior empresa da Bolívia, responsável por 15% do PIB do país andino e por grande parte da arrecadação de impostos do governo local. Nessa posição, qualquer movimento muito forte da companhia causaria o caos no país e este seria um efeito antagônico a toda a construção da política externa brasileira, que tem como  principais objetivos a integração sul-americana e a liderança política e econômica do continente.
"O Brasil, que pretende ser líder regional, tem que arcar com os custos dessa liderança. No caso da Bolívia, o país pode até reduzir investimentos, mas a liderança política regional também supõe suportar as crises e investir nos países vizinhos", explica Neves.
O analista destaca, ainda, que no caso da Bolívia, além do aumento de impostos de 18% para 50%, a incerteza permanece na região. O partido do líder cocalero Evo Morales, o MAS (Movimiento al Socialismo), ainda considera pouco o aumento concedido. O objetivo do partido de Morales é estatizar as reservas. Depois eles encontrarão uma forma de transformar esse lucro do petróleo em riqueza. 
Os movimentos indígenas tem se tornado muito fortes nos países andinos, principalmente Bolívia e Equador. Esses movimentos sociais, calcados na insatisfação devido a uma grande desigualdade econômica, adotam políticas radicais e ao longo dos últimos anos têm deposto todos os governos que não atendia a suas reivindicações.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
BOGE 2026
Bahia reúne indústria, inovação e negócios na abertura d...
28/05/26
Biometano
Equinor, Embrapii, Unicamp e CNPEM lançam projeto para a...
28/05/26
Royalties
Valores referentes à produção de março para contratos de...
28/05/26
BOGE 2026
Expansão do óleo e gás amplia demanda por hubs de transf...
28/05/26
Combustíveis
ANP participa da "Operação Fluxo Oculto" para combater d...
28/05/26
Investimentos
Retomada dos investimentos da Petrobras no Amazonas
27/05/26
BOGE 2026
BRAVA Energia marca presença no Bahia Oil & Gas Energy 2...
27/05/26
IBP
Brasil pode ampliar protagonismo como fornecedor global ...
27/05/26
Etanol de milho
Etanol de milho avança no país e muda a dinâmica de merc...
27/05/26
Parceria
Grupo Bravante anuncia associação à Abeemar e reforça co...
27/05/26
Firjan
No Dia da Indústria 2026, Firjan anuncia medidas para im...
27/05/26
Negócio
Vallourec conquista importantes contratos de line pipe c...
25/05/26
Bahia
Desenvolvimento Econômico impulsiona industrialização e ...
25/05/26
BOGE 2026
John Crane lança Performance Plus™ para otimizar manuten...
25/05/26
BOGE 2026
Começa nesta quarta (27) o maior evento de petróleo e gá...
25/05/26
BOGE 2026
Com produção em alta, independentes lideram debates na B...
25/05/26
Combustível
Etanol fecha a semana em recuperação moderada, mas merca...
25/05/26
ANP
Workshop debate dinamização da exploração de petróleo e ...
22/05/26
BOGE 2026
ANP participa do Bahia Oil & Gas Energy 2026, em Salvador
22/05/26
Etanol
Com aumento na oferta, preço do etanol acelera queda e a...
22/05/26
Negócio
NUCLEP celebra 46 anos com a assinatura de novo contrato...
22/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25