Plataforma

Petrobras admite assumir obras de conversão e integração da P-53

Diante de impasse judicial com Marítima, empresa estuda possibilidade de se tornar epecista do empreendimento, avaliado em cerca de US$ 1 bilhão pelo mercado. Solução preservaria Rolls Royce e Dresser Rand, já definidas para o projeto, além de empregos e conteúdo nacional.


12/01/2005 00:00
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A diretoria da Petrobras avalia a possibilidade de assumir ela mesma, na condição de epecista, as obras de conversão e integração da plataforma P-53, cuja licitação encontra-se suspensa por causa de um recurso impetrado no ano passado pelo grupo Marítima, do empresário German Efromovich. Tal decisão, que representaria uma alternativa ao cancelamento puro e simples da licitação - outra hipótese estudada -, preservaria não só as duas empresas já classificadas para a obra, a britânica Rolls Royce e a americana Dresser Rand, mas também o conteúdo nacional originalmente previsto para o empreendimento.
Avaliada em cerca de US$ 1 bilhão pelo mercado, a P-53 será uma unidade do tipo FPSO (Floating Production Storage and Offloading) que operará no campo de Marlim Leste, na Bacia de Campos (RJ). Sua construção demandou três licitações pela diretoria da Petrobras. A primeira, para a construção do módulo de geração, vencida pela Rolls Royce; a segunda, para o módulo de compressão, que ficará a cargo da Dresser Rand; e a terceira, que previa a conversão e integração da plataforma, da qual o Marítima foi desclassificado e que se encontra sub júdice.
Se optar pelo cancelamento puro e simples, a Petrobras recorrerá ao afretamento de uma unidade produtiva no exterior, o que poderá gerar um desgaste para a diretoria não só junto à sociedade, mas também perante o governo federal, principal acionista da companhia e que foi eleito em 2002 com a promessa de gerar empregos no país e ampliar o conteúdo nacional dos projetos do setor petrolífero. De qualquer maneira, a decisão deverá sair ainda nos próximos dias, uma vez que da construção da plataforma depende o cronograma de aumento da produção previsto pelo planejamento estratégico da petroleira - e que se encontra atrasado devido justamente ao atraso na construção dessas unidades flutuantes.
Por outro lado, se a Petrobras decidir assumir a responsabilidade pela conversão e integração da plataforma, assumirá na prática a condição de epecista do projeto. Terá, por isso, que contratar por meio de licitação outras empresas para dar continuidade à obra, o que não livrará seu cronograma de novos atrasos. Segundo analistas do setor, essa hipótese também não eliminará o ônus de contratar companhias estrangeiras para essa etapa do projeto, uma vez que nenhum estaleiro nacional estaria em condições, nesse momento, de fazer a integração no país.
Para a integração da plataforma P-51, por exemplo, o estaleiro Brasfels de Angra dos Reis, o antigo Verolme, teve que recorrer à estatal Nuclep por pressões de sindicatos e do governo do estado do Rio de Janeiro junto ao governo federal e à Petrobras. Já ocupadas pela P-51, dizem os especialistas, as instalações da Nuclep não teriam como comportar as obras de integração da P-53. A outra hipótese, do ponto de vista técnico, seria o estaleiro Sermetal, no Caju, que dispõe de uma área útil necessária a essas obras. Para se habilitar ao projeto, no entanto, a unidade depende de investimentos em modernização, o que também demandaria tempo.
Logo, concluem especialistas do setor, a opção terá que ser o exterior, mais especificamente alguma unidade com capacidade ociosa para um empreendimento desse porte. Segundo essas mesmas fontes, nesse caso, um dos favoritos seria o Keppel Fels de Cingapura, entre outras coisas por dispor de capacidade ociosa no atual momento, marcado pelo aquecimento da demanda mundial por unidades flutuantes.
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