OTC Brasil 2013

Pesquisadores apóiam incentivos à criação de startups e incubadoras

Somente a Petrobras investiu cerca de US$ 2 bilhões.

Redação TN Petróleo/ Ascom OTC Brasil 2013
31/10/2013 13:49
Visualizações: 942

 

Pesquisadores apóiam incentivos à criação de startups e incubadoras
A distância entre as pesquisas universitárias e a aplicabilidade pela indústria ainda é um dos maiores desafios dos pesquisadores que se dedicam ao desenvolvimento de soluções e novas tecnologias para o setor de óleo e gás. No painel “Redes Tecnológicas Brasileiras – Resultados Alcançados”, realizado ontem na OTC Brasil 2013, especialistas dos mais renomados institutos de ensino do país debateram as oportunidades e desafios da produção do conhecimento com a chegada do pré-sal. 
Desde a publicação da Regulação nº 5 da Agência Nacional do Petróleo (ANP), em 2005, que estabelece as regras para aplicação de recursos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) pela indústria de óleo e gás, as empresas têm aumentado os investimentos voltados para instituições de ciência e tecnologia. Somente a Petrobras investiu cerca de US$ 2 bilhões. 
Existe um consenso de, para criar a ponte entre a área acadêmica e a indústria, é necessário permitir o surgimento de empresas incubadoras, startups (com projetos ligados à pesquisa) ou spin-offs (nascidas de grupos de pesquisa). 
“Muitos alunos querem montar suas próprias empresas, mas não têm recursos e nem conseguem financiamento. Apenas a regulação da ANP não é suficiente. Precisamos ressaltar que existe este gap entre as duas pontas: universidades e empresas”, afirma Cristina Maria Quintella, da Universidade Federal da Bahia. 
“Temos todos os ingredientes para o bolo – dinheiro, pesquisadores e oportunidades. Só não temos o cozinheiro. A Petrobras poderia ser um líder neste processo junto ao governo”, afirma o professor Clovis Raimundo Maliska, da Universidade Federal de Santa Catarina. 
Outra grande preocupação dos acadêmicos é como manter pesquisadores e equipes ativos e unidos ao longo dos anos. Maliska acredita que a continuidade dos investimentos em P&D permitirá a obtenção de resultados em 10 anos. 
Para isso, diz ela, é necessário melhorar a infraestrutura das universidades, aumentar as atividades de pesquisa, focar nos estudos em desenvolvimento de tecnologia, reduzir as burocracias para criação de empresas incubadoras, startups e spin offs e, finalmente, manter as equipes. 
“Para garantir a permanência destes profissionais é necessário oferecer uma carreira profissional, salários competitivos, organização, formalização e planejamento”, afirmou o professor Marcelo Gattass, da PUC-RJ. 
Foram apresentados vários exemplos bem-sucedidos de parcerias entre universidades e institutos de pesquisa e a Petrobras. Um deles, o LabOceano da Coppe-UFRJ, chama a atenção pela grandiosidade e inovação. Trata-se do tanque mais profundo do mundo (15 metros), no qual foram feitos mais de 100 ensaios para empresas do Brasil e do exterior.A distância entre as pesquisas universitárias e a aplicabilidade pela indústria ainda é um dos maiores desafios dos pesquisadores que se dedicam ao desenvolvimento de soluções e novas tecnologias para o setor de óleo e gás. No painel “Redes Tecnológicas Brasileiras – Resultados Alcançados”, realizado ontem na OTC Brasil 2013, especialistas dos mais renomados institutos de ensino do país debateram as oportunidades e desafios da produção do conhecimento com a chegada do pré-sal. 

A distância entre as pesquisas universitárias e a aplicabilidade pela indústria ainda é um dos maiores desafios dos pesquisadores que se dedicam ao desenvolvimento de soluções e novas tecnologias para o setor de óleo e gás. No painel “Redes Tecnológicas Brasileiras – Resultados Alcançados”, realizado ontem na OTC Brasil 2013, especialistas dos mais renomados institutos de ensino do país debateram as oportunidades e desafios da produção do conhecimento com a chegada do pré-sal. 

Desde a publicação da Regulação nº 5 da Agência Nacional do Petróleo (ANP), em 2005, que estabelece as regras para aplicação de recursos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) pela indústria de óleo e gás, as empresas têm aumentado os investimentos voltados para instituições de ciência e tecnologia. Somente a Petrobras investiu cerca de US$ 2 bilhões. 


Existe um consenso de, para criar a ponte entre a área acadêmica e a indústria, é necessário permitir o surgimento de empresas incubadoras, startups (com projetos ligados à pesquisa) ou spin-offs (nascidas de grupos de pesquisa). 


“Muitos alunos querem montar suas próprias empresas, mas não têm recursos e nem conseguem financiamento. Apenas a regulação da ANP não é suficiente. Precisamos ressaltar que existe este gap entre as duas pontas: universidades e empresas”, afirma Cristina Maria Quintella, da Universidade Federal da Bahia. 


“Temos todos os ingredientes para o bolo – dinheiro, pesquisadores e oportunidades. Só não temos o cozinheiro. A Petrobras poderia ser um líder neste processo junto ao governo”, afirma o professor Clovis Raimundo Maliska, da Universidade Federal de Santa Catarina. 


Outra grande preocupação dos acadêmicos é como manter pesquisadores e equipes ativos e unidos ao longo dos anos. Maliska acredita que a continuidade dos investimentos em P&D permitirá a obtenção de resultados em 10 anos. 


Para isso, diz ela, é necessário melhorar a infraestrutura das universidades, aumentar as atividades de pesquisa, focar nos estudos em desenvolvimento de tecnologia, reduzir as burocracias para criação de empresas incubadoras, startups e spin offs e, finalmente, manter as equipes. 


“Para garantir a permanência destes profissionais é necessário oferecer uma carreira profissional, salários competitivos, organização, formalização e planejamento”, afirmou o professor Marcelo Gattass, da PUC-RJ. 


Foram apresentados vários exemplos bem-sucedidos de parcerias entre universidades e institutos de pesquisa e a Petrobras. Um deles, o LabOceano da Coppe-UFRJ, chama a atenção pela grandiosidade e inovação. Trata-se do tanque mais profundo do mundo (15 metros), no qual foram feitos mais de 100 ensaios para empresas do Brasil e do exterior.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Gás Natural
Gas Release pode atrair novos supridores e criar competi...
11/03/26
Resultado
PRIO registra receita de US$ 2,5 bilhões em 2025 com exp...
11/03/26
Bacia de Santos
Brasil: Início da Operação de Lapa Sudoeste
11/03/26
Pré-Sal
Seatrium impulsiona P-78 à injeção do primeiro gás após ...
11/03/26
PPSA
Assinatura de contratos de Mero e Atapu consolida result...
11/03/26
Empresas
Justiça suspende aumento de IRPJ e CSLL e decisão pode i...
10/03/26
Biodiesel
Setor de Combustíveis Defende Liberação da Importação de...
10/03/26
Macaé Energy
No Macaé Energy 2026, Firjan promove edição especial do ...
09/03/26
Dia Internacional da Mulher
Dia da Mulher: elas contribuem para avanços no setor ene...
09/03/26
FEPE
PRECISAMOS DE P&D DE LONGO PRAZO - Entrevista com Isabel...
09/03/26
Internacional
Efeitos de preços do petróleo sobre a economia brasileira
09/03/26
Dutos
Transpetro aplica tecnologia com IA para ampliar eficiên...
09/03/26
Dia Internacional da Mulher
Constellation amplia em mais de 300% a presença feminina...
09/03/26
Combustível
Etanol volta a subir no indicador semanal
09/03/26
Resultado
Com um aumento de 11% na produção total de petróleo e gá...
06/03/26
FEPE
EMPREENDER DEMANDA RELAÇÕES DE CONFIANÇA - Entrevista co...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
IBP amplia agenda de equidade de gênero com segundo cicl...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
Repsol Sinopec Brasil tem 38% de mulheres na liderança e...
06/03/26
Indústria Naval
SPE Águas Azuis realiza entrega da Fragata "Tamandaré" -...
06/03/26
Economia
Indústria volta a crescer em janeiro, mas Firjan alerta ...
06/03/26
Transpetro
Lucro líquido é 22% superior a 2024 e reflete novo momen...
06/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23