Pesquisa e Desenvolvimento

P,D&I terão investimentos de R$ 30 bilhões

Superação dos desafios tecnológicos do pré-sal.

Valor Online
25/08/2014 10:16
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Estudo da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indica que nos próximos 10 anos serão aplicados mais de R$ 30 bilhões em investimentos obrigatórios em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I) nas áreas de petróleo e gás. O objetivo de muitas dessas pesquisas é de superar os desafios tecnológicos do pré-sal, cujos reservatórios estão a até 7 mil metros da lâmina d'água sob camadas ainda não conhecidas de rochas e sal, altíssima pressão e temperaturas muito baixas ou muito elevadas.
O ambiente é inóspito e diferente dos campos já conhecidos, com gases altamente corrosivos e nocivos, como o H2S (gás sulfídrico) e o CO2, o que requer o desenvolvimento de novos materiais. Há ainda os desafios logístico e energético, em função das longas distâncias da costa, podendo chegar a até 300 km. Outras demandas visam a aumentar o fator de recuperação dos campos e também levar para o fundo do mar parte do processamento que hoje é feito nas plataformas de petróleo, por meio da construção das subsea factories. A meta é que o processamento submarino substitua o FSPO (Floating Production, Storage and Offloading) com segurança e eficiência.
Alguns desses temas são estudados na maior parte dos 12 centros de pesquisa e desenvolvimento do Parque Tecnológico da UFRJ que abriga as empresas como a Schlumberger, Baker Hughes, FMC Technologies, Halliburton, Tenaris Confab, BG, EMC, Siemens, Georadar, GE, Vallourec e BR Distribuidora. A FMC é uma das empresas que aposta no subsea e desenvolveu para a Petrobras o Separador Submarino Água/Óleo (SSAO), que, segundo a empresa, é o maior sistema de processamento submarino do mundo. Trata-se do primeiro projeto do Centro de Tecnologia FMC, para o Campo de Marlim, na Bacia de Campos. O equipamento separa - ainda no fundo do oceano - a areia, água, óleo e gás, substituindo o processo que hoje é feito na superfície nos FSPOs.
Segundo Paulo Couto, vice-presidente de tecnologia da FMC, a empresa está concentrada, atualmente, em reinventar a forma como o subsea é desenvolvido. Um dos objetivos das pesquisas é aumentar o fator de recuperação dos poços. "Estamos empenhados em desenvolver sistemas de bombeio, separadores água/óleo/gás e robótica para prover sistemas com grau de automação maior do que se têm hoje", explica Couto.
A BG conduz com o Senai Cimatec, no modelo tripartite da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), o projeto Surdo, que conta, ainda, com parceria com a norueguesa Petroleum Geo-Services (PGS). Segundo a empresa, o Surdo é um equipamento que poderá revolucionar a aquisição e processamento de dados sísmicos, o que resultaria em uma melhoria significativa no imageamento da subsuperfície submarina. Os objetivos são a redução dos riscos exploratórios e uma melhor caracterização de reservatórios em produção
Segundo Giancarlo Ciola, gerente de inovação do BG Group no Brasil, o Surdo gera ondas acústicas no ambiente marinho de maneira inovadora, aumentando a frequência da banda e melhorando a forma como se adquirem, processam e interpretam os dados sísmicos. O projeto é parte integrante de três iniciativas nessa linha, que incluem, ainda, o processamento em supercomputador - para desenvolver um algoritmo de inversão de onda completa para processar dados sísmicos em 3D e 4D - e o desenvolvimento de sensores.
Após três anos desenvolvendo novas tecnologias, a GE Oil & Gas lançou tubos flexíveis específicos para exploração no pré-sal da Bacia de Santos (SP). O produto apresenta avanços no material para lidar com correntes, temperaturas, pressões extremas e ambiente mais ácido, e, mesmo assim, é capaz de garantir o transporte seguro e confiável de petróleo e gás. A GE está criando um laboratório de petróleo e gás dedicado ao desenvolvimento de soluções para a camada do pré-sal no centro de pesquisas global da empresa, no Parque Tecnológico da UFRJ.
Outra inovação é o software SeaLytics BOP Advisor, que monitora a operação do blowout preventer (BOP) por meio da transmissão de informações sobre o desempenho do equipamento. Segundo Antonio Primo é diretor da GE Oil & Gas, o objetivo é melhorar a gestão da máquina, evitar paradas não programadas e agilizar a manutenção de paradas programadas. A empresa também desenvolveu uma nova geração de BOP, que atingirá 20 mil libras força por polegada quadrada (20 ksi) - medida de pressão utilizada pela indústria que equivale a aproximadamente 8 mil metros em profundidade.
Entre as inovações da Coppe está o duto sanduíche, que gerou uma patente e é formado por uma camada de aço, outra de cimento com fibra polimétrica e uma segunda de aço. De acordo com Segen Stefen, coordenador do laboratório de tecnologia submarina da COPPE/UFRJ, o produto tem grande resistência à pressão e isolamento térmico para resistir às temperaturas excessivas.

Estudo da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indica que nos próximos 10 anos serão aplicados mais de R$ 30 bilhões em investimentos obrigatórios em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I) nas áreas de petróleo e gás.

O objetivo de muitas dessas pesquisas é de superar os desafios tecnológicos do pré-sal, cujos reservatórios estão a até 7 mil metros da lâmina d'água sob camadas ainda não conhecidas de rochas e sal, altíssima pressão e temperaturas muito baixas ou muito elevadas.

O ambiente é inóspito e diferente dos campos já conhecidos, com gases altamente corrosivos e nocivos, como o H2S (gás sulfídrico) e o CO2, o que requer o desenvolvimento de novos materiais. Há ainda os desafios logístico e energético, em função das longas distâncias da costa, podendo chegar a até 300 km. Outras demandas visam a aumentar o fator de recuperação dos campos e também levar para o fundo do mar parte do processamento que hoje é feito nas plataformas de petróleo, por meio da construção das subsea factories. A meta é que o processamento submarino substitua o FPSO (Floating Production, Storage and Offloading) com segurança e eficiência.

Alguns desses temas são estudados na maior parte dos 12 centros de pesquisa e desenvolvimento do Parque Tecnológico da UFRJ que abriga as empresas como a Schlumberger, Baker Hughes, FMC Technologies, Halliburton, Tenaris Confab, BG, EMC, Siemens, Georadar, GE, Vallourec e BR Distribuidora.

A FMC é uma das empresas que aposta no subsea e desenvolveu para a Petrobras o Separador Submarino Água/Óleo (SSAO), que, segundo a empresa, é o maior sistema de processamento submarino do mundo. Trata-se do primeiro projeto do Centro de Tecnologia FMC, para o Campo de Marlim, na Bacia de Campos.

O equipamento separa - ainda no fundo do oceano - a areia, água, óleo e gás, substituindo o processo que hoje é feito na superfície nos FPSOs.

Segundo Paulo Couto, vice-presidente de tecnologia da FMC, a empresa está concentrada, atualmente, em reinventar a forma como o subsea é desenvolvido. Um dos objetivos das pesquisas é aumentar o fator de recuperação dos poços. "Estamos empenhados em desenvolver sistemas de bombeio, separadores água/óleo/gás e robótica para prover sistemas com grau de automação maior do que se têm hoje", explica Couto.

A BG conduz com o Senai Cimatec, no modelo tripartite da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), o projeto Surdo, que conta, ainda, com parceria com a norueguesa Petroleum Geo-Services (PGS).

Segundo a empresa, o Surdo é um equipamento que poderá revolucionar a aquisição e processamento de dados sísmicos, o que resultaria em uma melhoria significativa no imageamento da subsuperfície submarina.

Os objetivos são a redução dos riscos exploratórios e uma melhor caracterização de reservatórios em produção.

Segundo Giancarlo Ciola, gerente de inovação do BG Group no Brasil, o Surdo gera ondas acústicas no ambiente marinho de maneira inovadora, aumentando a frequência da banda e melhorando a forma como se adquirem, processam e interpretam os dados sísmicos.

O projeto é parte integrante de três iniciativas nessa linha, que incluem, ainda, o processamento em supercomputador - para desenvolver um algoritmo de inversão de onda completa para processar dados sísmicos em 3D e 4D - e o desenvolvimento de sensores.

Após três anos desenvolvendo novas tecnologias, a GE Oil & Gas lançou tubos flexíveis específicos para exploração no pré-sal da Bacia de Santos (SP). O produto apresenta avanços no material para lidar com correntes, temperaturas, pressões extremas e ambiente mais ácido, e, mesmo assim, é capaz de garantir o transporte seguro e confiável de petróleo e gás.

A GE está criando um laboratório de petróleo e gás dedicado ao desenvolvimento de soluções para a camada do pré-sal no centro de pesquisas global da empresa, no Parque Tecnológico da UFRJ.

Outra inovação é o software SeaLytics BOP Advisor, que monitora a operação do blowout preventer (BOP) por meio da transmissão de informações sobre o desempenho do equipamento.

Segundo Antonio Primo é diretor da GE Oil & Gas, o objetivo é melhorar a gestão da máquina, evitar paradas não programadas e agilizar a manutenção de paradas programadas.

A empresa também desenvolveu uma nova geração de BOP, que atingirá 20 mil libras força por polegada quadrada (20 ksi) - medida de pressão utilizada pela indústria que equivale a aproximadamente 8 mil metros em profundidade.

Entre as inovações da Coppe está o duto sanduíche, que gerou uma patente e é formado por uma camada de aço, outra de cimento com fibra polimétrica e uma segunda de aço. De acordo com Segen Stefen, coordenador do laboratório de tecnologia submarina da COPPE/UFRJ, o produto tem grande resistência à pressão e isolamento térmico para resistir às temperaturas excessivas.

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