Sustentabilidade

PCH Santa Laura recebe troféu Fritz Müller na segunda

As técnicas alternativas aplicadas na recuperação de áreas degradadas na região da Pequena Central Hidrelétrica Santa Laura renderam o segundo prêmio Fritz Müller consecutivo ao empreendimento. Localizada no Rio Chapecozinho, entre Ouro Verde e Faxinal dos Guedes, a PCH foi inaugurada no dia

Assessoria
05/09/2008 09:56
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As técnicas alternativas aplicadas na recuperação de áreas degradadas na região da Pequena Central Hidrelétrica Santa Laura renderam o segundo prêmio Fritz Müller consecutivo ao empreendimento. Localizada no Rio Chapecozinho, entre Ouro Verde e Faxinal dos Guedes, a PCH foi inaugurada no dia 12 de agosto e é conhecida como modelo de preservação ambiental.

 

O empreendimento pertence à Engevix e tem potência instalada de 15 MW. No dia 8 de setembro, a Santa Laura recebe o troféu na categoria Recuperação de Áreas Degradadas em evento no Morro das Pedras Praia Hotel, em Florianópolis. A PCH exigiu investimentos de R$ 70 milhões, sendo R$ 40,8 milhões por meio de financiamento do BNDES. As obras foram iniciadas em abril de 2006 e desde outubro de 2007 a usina está interligada ao Sistema Integrado Nacional (SIN). “A obra foi executada em prazo recorde de 17 meses”, destaca Ronaldo Bordinhão, diretor da Desenvix, empresa encarregada pela gestão da implantação dos empreendimentos da Engevix.

 

Durante a construção, foram gerados 350 empregos diretos e 600 indiretos e foram movimentados na região cerca de R$ 60 milhões, entre compra de equipamentos, obras civis, montagens e compra de terras. “Se considerarmos que para cada R$ 1 investido temos pelo menos R$ 2 agregados na economia da região, temos pelo menos R$ 120 milhões. De tributos, só de ISS, que fica com as prefeituras, são cerca de R$ 1,5 milhão”, explica Álvaro Sardinha, Diretor Superintendente da Desenvix.

 

A Engevix Engenharia S.A. foi responsável pelos estudos de viabilidade e pelo projeto básico do empreendimento. Posteriormente, foi contratada para implantar a usina na modalidade EPC, incluindo otimização do projeto básico, projeto executivo, obras civis, fornecimento de equipamentos, montagem e comissionamento dos equipamentos eletromecânicos.

 

O trabalho de recuperação foi implementado com dois focos: recuperar regiões degradadas por lavouras e pastagens, consolidando uma Área de Preservação Permanente de 152 hectares – o equivalente a uma faixa de 100 metros – no entorno do reservatório, além das áreas do canteiro de obras. O princípio utilizado foi o da nucleação, que é a capacidade de uma espécie de melhorar a qualidade do ambiente, aumentando a chance de outras espécies se desenvolverem.

 

Uma das técnicas é a dos poleiros artificiais. Como a área era utilizada por pastagens e lavouras, não havia árvores ou galhos para a utilização de aves e morcegos. Com o objetivo de atrair para a área a fauna local, os galhos das árvores retiradas da limpeza do reservatório foram instalados para serem usados como poleiros. “É uma parceria benéfica: mais de 90 espécies de aves contribuem com a restauração das margens do reservatório porque atuam como disseminadores naturais de sementes”, explica Filipe Koefender, engenheiro sanitarista e ambiental. Hoje, os poleiros beneficiam espécies como asa-branca, pica-pau-do-campo e canário-da-terra, porque podem ser freqüentados na busca por abrigos, alimento e na atividade reprodutiva. aH HCerca de um ano após a aplicação da técnica, já se observa o aumento da regeneração de algumas espécies florísticas, além da presença de sementes no solo que foram carregadas pelos pássaros.

 

Outra ferramenta é o uso da galharia fina das árvores retiradas na limpeza do reservatório. Disposta em montes, ela cria nichos para a fauna terrestre se abrigar até que a vegetação seja recuperada. Várias espécies de roedores utilizam os locais para fazer reserva de alimento, em geral sementes que também acabam germinando. Junto aos galhos, são transportados também raízes e alguns caules com capacidade de rebrota. Com o passar do tempo, esse material se decompõe e fertiliza o solo. “Já é visível o aumento da quantidade de pequenos animais nas áreas que receberam essa técnica”, revela a bióloga Simone Pugues.

 

Além disso, já foram plantadas na região, desde setembro de 2006, 40 mil mudas de cerca de 30 espécies da flora nativa, como bracatinga, jabuticaba, guajuvira e cedro. Até o final do ano, mais 40 mil mudas devem ser plantadas. Algumas foram coletadas na área do reservatório e, em parceria com um viveiro de Faxinal dos Guedes, outras são produzidas a partir de sementes coletadas na região. “Elas garantem a manutenção das características genéticas encontradas no ambiente local”, destaca Marcos Krieger, engenheiro agrônomo. O replantio de araucárias também recebeu atenção especial – até agora, foram plantadas mais de 5 mil mudas. Além disso, foi feito o plantio direto de pinhão.

 

Sobre a Engevix

 

A Engevix é referência em engenharia consultiva do Brasil, com faturamento anual superior a R$ 900 milhões e mais de 40 anos de experiência. Está presente em seis países da América do Sul, América Central e África, e atua, principalmente, nas áreas de óleo e gás, energia, siderurgia, mineração, papel e celulose e infra-estrutura. Com mais de 2.300 colaboradores, a Engevix tem compromisso com o desenvolvimento sustentável. Foi a primeira empresa de engenharia consultiva brasileira a obter a tríplice classificação em sistemas de gestão da qualidade, meio ambiente, saúde e segurança do trabalho. Esta vocação também se reflete nos projetos sociais desenvolvidos pelo Instituto Engevix.

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