Biodiesel

Paraná terá a maior indústria do mundo

Agência Estado
16/10/2008 04:50
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O Paraná terá a maior indústria integrada de biodiesel do mundo. O anúncio foi feito ontem de manhã pela Companhia Brasileira de Energias Alternativas e Renováveis (CBEAR), durante a Escola de Governo, em Curitiba.


Com investimentos da ordem de 300 milhões de euros no município de Santa Maria do Oeste, região Centro-Sul do Estado, a empresa terá capacidade de produção de 600 mil toneladas de biodiesel por ano.


Para a diretora-executiva da empresa, Christianne Fullin, com uma produção similar registrada só na Espanha, a CBEAR do Paraná será a maior do planeta por reunir toda a cadeia produtiva do setor.


Com data de funcionamento prevista para fevereiro de 2010, a produção de biodiesel será feita a partir de oleaginosas como a canola e o girassol - culturas cultiváveis em período de entressafra nas propriedades rurais -, e também do tungue, oleagionosa de cultura perene e que pode ser implementada em locais onde não existe aproveitamento do solo para cultivos tradicionais.
“Ao promover uma rotatividade maior de culturas como o milho e a soja, o agricultor terá uma importante e nova fonte de renda”, explica a diretora da empresa Christianne Fullin. A produção será voltada ao mercado externo e deve atender ao mercado interno caso exista demanda.


A empresa deverá firmar convênios com diversos órgãos governamentais do Estado, como as Secretarias da Indústria e Comércio, Agricultura e Abastecimento, Ciência e Tecnologia, Fazenda, Meio Ambiente, além da Emater, IAP, Iapar, Ferroeste, Tecpar e Lactec.


Desde a pesquisa e escolha da melhor variedade de oleaginosa, até a logística para o transporte das matérias-primas, desenvolvimento tecnológico e ambiental, o governo estadual foi parceiro para viabilizar economicamente o projeto.


Convênios


Outro ponto destacado é a instalação da empresa numa região carente de investimentos privados e de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). “Conceitos ambientais e de sustentabilidade, além da mínima agressão ao solo e do uso de alta tecnologia serão objetivos aplicados pela empresa”, acrescentou Christianne Fullin.

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