Bolívia

Para engenheiros, Petrobras está no rumo certo

Agência Brasil
17/02/2006 00:00
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A Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) considera que a Petrobras está no rumo certo ao negociar a expansão dos investimentos na Bolívia. Segundo o presidente da entidade, Heitor Pereira, diante da política do novo governo, a estatal brasileira é, entre as empresas estrangeiras, a que está em uma situação menos desfavorável em solo boliviano.

"A Petrobras, ao contrário dos outros países, não declarou guerra ao governo boliviano, muito pelo contrário: partiu para as negociações. É claro que é melhor negociar do que brigar. Agora, não se pode ferir a soberania boliviana, querer impor uma situação que vai contra os interesses do país", alerta Pereira.

Normalmente, a associação é contrária às atividades da Petrobras no exterior. Os engenheiros defendem o monopólio do petróleo no Brasil e até criticam a participação de multinacionais nos leilões de áreas para exploração. "Por coerência", a entidade também se mostrou favorável à política do atual governo boliviano de retomada do monopólio energético.

"Hoje, os bolivianos não tem nada a ver com a exploração de seus hidrocarbonetos. São as empresas internacionais, notadamente as anglo-saxônicas e a Petrobras que dominam a atividade no país. No caso da Petrobras, há ainda monopólio do refino naquele país", critica o presidente da Aepet.

Para ele, na atual conjuntura, o Brasil vive uma incoerência em termos de política internacional: "Somos contrários e críticos ao imperialismo no plano interno, onde defendemos uma posição, e quando vamos para a Venezuela, Uruguai ou Bolívia, adotamos outra".

Heitor Pereira acredita que a Petrobras atende a uma política de globalização determinada pela oligarquia financeira internacional, liderada pelos norte-americanos. "Eles agora adotam o seguinte argumento: se vocês estão indo para a Nigéria e para a Bolívia, porque nós não podemos ir para o Brasil?"

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