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Petróleo

Países produtores já temem queda na sua receita

10/12/2009 | 11h35

Enquanto alguns países cujo consumo de petróleo mais cresce no mundo estão sob pressão para cortar suas emissões de carbono, países que são grandes produtores de petróleo estão começando a temer uma queda de longo prazo em sua receita relacionada a combustíveis.

 

Por anos, os países produtores de petróleo se preocuparam com a possibilidade de países ricos como os EUA reduzirem seu consumo de energia por meio de medidas de eficiência energética e de aumento do uso de alternativas não petrolíferas, como etanol e outros biocombustíveis.

 

Mas a Arábia Saudita e outros grandes países do Golfo Pérsico agora começam a temer que mercados emergentes, como a China, o maior país propulsor por trás do crescimento no consumo mundial de petróleo, também possam começar a desacelerar a demanda pelo petróleo, à medida que dezenas de países em Copenhague tentam consolidar um novo pacto global para reduzir as emissões de carbono.

 

Esses temores e o impacto potencial sobre a receita governamental futura poderão afetar negativamente o apoio estendido pelos países do Golfo a qualquer acordo em Copenhague, disseram autoridades da região.

 

Na verdade, essas promessas de reduzir a "intensidade de carbono" equivalem aos compromissos assumidos por essas economias em franco crescimento, de tornar suas fábricas, usinas elétricas e carros substancialmente mais eficientes.

 

China e Índia anunciaram recentemente planos para reduzir a "intensidade" da energia, ou a quantidade de emissões de carbono por unidade de PIB, das suas economias ao longo da próxima década. A China, que elevou as normas de eficiência de combustível veicular em anos recentes, quer reduzir até 2020 sua intensidade de carbono em até 45% em relação aos níveis de 2005, enquanto a Índia estabeleceu como meta uma redução de até 25% ante os níveis de 2005 ao longo da próxima década.

 

Amy Myers Jaffe, pesquisadora sênior em estudos de energia no Baker Institute, na Universidade Rice, avalia que 4,5 milhões de barris/dia da demanda de petróleo apenas da China podem não se concretizar ao longo das próximas duas décadas, se o país obtiver grandes progressos na melhora da eficiência energética e usar mais recursos energéticos alternativos.

 

Para a Arábia Saudita, maior país exportador de petróleo do mundo, um desdobramento dessa natureza poderia reduzir a receita futura do petróleo, disse Mohammad Al Sabban, principal negociador do reino para questões de mudança climática.

 

A Arábia Saudita estima que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), da qual o reino é o maior membro, está na iminência de perder pelo menos US$ 6 trilhões em receita de petróleo ao longo das próximas duas décadas, se um acordo de Copenhague eficaz entrar em vigor, disse Al-Sabban, em mensagem por e-mail. Ele diz que essas cifras poderão ser ainda mais elevadas, dependendo de "se essas políticas [para reduzir a demanda do petróleo] continuarem sendo seletivas e tendenciosas contra derivados de petróleo".

 

Analistas dizem que é possível essas estimativas até podem ser exageradas, mas que esse tipo de projeção ainda poderá prejudicar investimentos futuros na capacidade de produção de petróleo na Arábia Saudita e outros países produtores de petróleo do Golfo. "Se avaliarmos que essa demanda não existirá, por que deveríamos investir enormes quantias do nosso dinheiro", disse uma autoridade graduada de um país produtor de petróleo do Golfo Pérsico.

 

A autoridade acrescentou que o apoio dos países do Golfo a um acordo em Copenhague também poderá ser retirado se eles não receberem garantias de bilhões de dólares em compensação financeira. "Nós protegeremos os nossos interesses, como todos os demais", disse a autoridade.

 



Fonte: Valor Econômico
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