Maranhão

Pacote da União vai impulsionar Itaqui

Porto é o quinto em movimentação dentre os portos públicos nacionais.

Valor Econômico
15/04/2014 10:31
Pacote da União vai impulsionar Itaqui Imagem: Divulgação Visualizações: 1363

 

O porto do Itaqui (MA), o quinto em movimentação dentre os portos públicos nacionais, se prepara para uma reformulação de infraestrutura. Com 12 áreas a serem licitadas no terceiro bloco de arrendamentos do governo federal, o porto maranhense pretende deslanchar os investimentos em infra e superestrutura para alcançar o objetivo definido em seu planejamento estratégico, de 2012. A meta é multiplicar em 10 vezes o volume de cargas até 2030, saindo de atuais 15 milhões de toneladas para 150 milhões de toneladas.
Alguns empreendimentos estão prestes a entrar em operação, como o Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), com capacidade para até 10 milhões de toneladas por ano. Outros ainda sairão do papel e dependem da velocidade do pacote federal de arrendamentos portuários, cuja primeira etapa ainda está em análise no Tribunal de Contas da União (TCU).
Antes da reforma no setor, a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), administradora do porto, desenvolveu os estudos técnicos para construção e exploração de dois novos berços e terminais estratégicos: um para celulose e carga geral e outro para fertilizantes. Mas a reforma portuária centralizou o planejamento e as licitações em Brasília. A expectativa, agora, é que os dois novos empreendimentos constem do pacote de licitações do governo federal para o porto. "Nossa interligação com a SEP [Secretaria de Portos] e com a Antaq [Agência Nacional de Transportes Aquaviários] é direta", diz Luiz Carlos Fossati, presidente da Emap, ligada ao governo do Estado do Maranhão.
A SEP informou que as duas demandas foram detectadas e estão sendo consideradas nos estudos do governo. Mas que o processo está numa fase preliminar.
Pelo planejamento da Emap, o futuro berço nº 98 mais o terminal serão dedicados ao escoamento de fertilizantes, com capacidade para 5 milhões de toneladas por ano. O investimento é de R$ 700 milhões. "Estamos crescendo de 30% a 40% em fertilizantes por ano. O estudo que está na SEP não é só para fazer o terminal, mas toda a área de estocagem e manuseio, similar ao consórcio feito pelo Tegram", disse Fossati.
O berço nº 99 e o terminal serão especializados em celulose, para 1,5 milhão de toneladas por ano. Estão orçados em R$ 640 milhões. A estrutura dedicada à celulose é estratégica especialmente devido à nova fábrica da Suzano, em Imperatriz (MA), a 600 quilômetros do porto, e cuja previsão de movimentação é de 1,5 milhão de toneladas por ano, explica o executivo. O primeiro embarque teste foi feito em fevereiro em uma instalação temporária.
Os investimentos públicos e privados em Itaqui somam R$ 1,3 bilhão e incluem desde o Tegram até acesso ferroviário, passando por novos berços de atracação, reforma de píer, entre outros. De 2015 até 2020, serão mais R$ 550 milhões para novos cais, sem contar os terminais para celulose e fertilizantes, caso saiam do papel.
"Essa nova infraestrutura será suficiente para movimentar dez vezes mais o que fazemos hoje, porque temos feito melhorias e a produtividade será maior", diz Fossati. Neste ano, o porto deve encerrar com 17 milhões de toneladas, alta de 11% sobre 2013.
Outro investimento no radar da Emap é um terminal especializado para escoar contêineres, carga que deve dobrar de volume neste ano, chegando a 20 mil unidades.

O porto do Itaqui (MA), o quinto em movimentação dentre os portos públicos nacionais, se prepara para uma reformulação de infraestrutura. Com 12 áreas a serem licitadas no terceiro bloco de arrendamentos do governo federal, o porto maranhense pretende deslanchar os investimentos em infra e superestrutura para alcançar o objetivo definido em seu planejamento estratégico, de 2012. A meta é multiplicar em 10 vezes o volume de cargas até 2030, saindo de atuais 15 milhões de toneladas para 150 milhões de toneladas.

Alguns empreendimentos estão prestes a entrar em operação, como o Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), com capacidade para até 10 milhões de toneladas por ano. Outros ainda sairão do papel e dependem da velocidade do pacote federal de arrendamentos portuários, cuja primeira etapa ainda está em análise no Tribunal de Contas da União (TCU).

Antes da reforma no setor, a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), administradora do porto, desenvolveu os estudos técnicos para construção e exploração de dois novos berços e terminais estratégicos: um para celulose e carga geral e outro para fertilizantes. Mas a reforma portuária centralizou o planejamento e as licitações em Brasília. A expectativa, agora, é que os dois novos empreendimentos constem do pacote de licitações do governo federal para o porto. "Nossa interligação com a SEP [Secretaria de Portos] e com a Antaq [Agência Nacional de Transportes Aquaviários] é direta", diz Luiz Carlos Fossati, presidente da Emap, ligada ao governo do Estado do Maranhão.

A SEP informou que as duas demandas foram detectadas e estão sendo consideradas nos estudos do governo. Mas que o processo está numa fase preliminar.

Pelo planejamento da Emap, o futuro berço nº 98 mais o terminal serão dedicados ao escoamento de fertilizantes, com capacidade para 5 milhões de toneladas por ano. O investimento é de R$ 700 milhões. "Estamos crescendo de 30% a 40% em fertilizantes por ano. O estudo que está na SEP não é só para fazer o terminal, mas toda a área de estocagem e manuseio, similar ao consórcio feito pelo Tegram", disse Fossati.

O berço nº 99 e o terminal serão especializados em celulose, para 1,5 milhão de toneladas por ano. Estão orçados em R$ 640 milhões. A estrutura dedicada à celulose é estratégica especialmente devido à nova fábrica da Suzano, em Imperatriz (MA), a 600 quilômetros do porto, e cuja previsão de movimentação é de 1,5 milhão de toneladas por ano, explica o executivo. O primeiro embarque teste foi feito em fevereiro em uma instalação temporária.

Os investimentos públicos e privados em Itaqui somam R$ 1,3 bilhão e incluem desde o Tegram até acesso ferroviário, passando por novos berços de atracação, reforma de píer, entre outros. De 2015 até 2020, serão mais R$ 550 milhões para novos cais, sem contar os terminais para celulose e fertilizantes, caso saiam do papel.

"Essa nova infraestrutura será suficiente para movimentar dez vezes mais o que fazemos hoje, porque temos feito melhorias e a produtividade será maior", diz Fossati. Neste ano, o porto deve encerrar com 17 milhões de toneladas, alta de 11% sobre 2013.

Outro investimento no radar da Emap é um terminal especializado para escoar contêineres, carga que deve dobrar de volume neste ano, chegando a 20 mil unidades.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Posicionamento IBP
Conflito no Oriente Médio
03/03/26
Terminais
Leilões de três terminais portuários garantem mais de R$...
27/02/26
Exportações
Vast bate recorde de embarques de óleo cru para exportaç...
26/02/26
Apoio Marítimo
Svitzer Cassino chega para impulsionar operações no Port...
26/02/26
Royalties
Valores referentes à produção de dezembro para contratos...
25/02/26
Concessões
Ministério de Portos e Aeroportos envia à Antaq projeto ...
25/02/26
Macaé Energy
Macaé recebe feira estratégica de energia voltada à gera...
23/02/26
PPSA
Produção de petróleo e de gás natural da União dobra em ...
20/02/26
Portos
Fundo da Marinha Mercante aprova projetos portuários com...
13/02/26
Pré-Sal
Plataforma da Petrobras, P-79, chega ao campo de Búzios
12/02/26
PPSA
MME e MMA liberam setores estratégicos do pré-sal e viab...
12/02/26
Resultado
Portos brasileiros movimentam 1,4 bilhão de toneladas em...
10/02/26
Sustentabilidade
Camorim amplia ações de sustentabilidade com projeto par...
06/02/26
Resultado
Produção dos associados da ABPIP cresce 22,8% em 2025 e ...
05/02/26
Resultado
Com 4,897 milhões boe/d, produção de petróleo e gás em 2...
03/02/26
Pré-Sal
Três FPSOs operados pela MODEC fecharam 2025 entre os 10...
03/02/26
Apoio Offshore
Wilson Sons lança rebocador da nova série para atender d...
30/01/26
Internacional
Petrobras amplia venda de petróleo para a Índia
29/01/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 terá programação diversa e foco na pro...
29/01/26
Offshore
Projeto Sergipe Águas Profundas tem plano de desenvolvim...
28/01/26
Royalties
Valores referentes à produção de novembro para contratos...
28/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23