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P-50 deixa o Mauá-Jurong e inicia testes na Baía de Guanabara

Entrada em operação no campo de Albacora Leste é esperada para o início de abril. Em outubro a unidade atingirá a sua capacidade plena de produção, de 180 mil barris de petróleo e seis milhões de metros cúbicos de gás.

Redação
10/02/2006 00:00
Visualizações: 4269

A plataforma P-50 deixou nesta sexta-feira (10/2) o estaleiro Mauá-Jurong, em Niterói (RJ), para complementar os testes necessários para sua liberação definitiva, antes de seguir para o campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos, a 112 quilômetros do Cabo de São Tome (RJ). A previsão de entrada em operação é para início de abril. A plataforma, com capacidade para processar e produzir diariamente 180 mil barris de petróleo e seis milhões de metros cúbicos de gás, vai garantir a auto-suficiência sustentável em petróleo para o Brasil.

A unidade ficará fundeada na Baía de Guanabara por cerca de 15 a 20 dias. Nesse período serão verificados, entre outros aspectos, a estabilidade e as condições de segurança da embarcação. Essa é uma exigência normativa das entidades classificadoras e certificadoras e também da Marinha do Brasil, antes de conceder a autorização e liberação de operação da unidade.

A produção começará logo após a conclusão do processo de ancoragem e o início da interligação dos 14 poços injetores e 16 produtores do campo de Albacora Leste. Cerca de seis meses após o inicio de operação, a unidade atingirá a sua capacidade plena de produção. Esta é a maior plataforma em capacidade de processamento e produção da Petrobras.

Na construção da P-50 foram investidos US$ 634 milhões, de um total de US$ 1,95 bilhão previsto para o desenvolvimento do campo de Albacora Leste. A Petrobras é detentora de 90% de participação e trabalha em parceria com a Repsol-YPF, proprietária dos 10% restantes. O projeto da plataforma gerou 4.200 mil empregos diretos e 12.600 mil indiretos no País, onde foram construídos e integrados ao navio, os diversos módulos de processo e utilidades.

A P-50 é resultado da conversão do petroleiro Felipe Camarão, da frota da Petrobras - Fronape, em um FPSO – unidade flutuante que produz, armazena e transfere petróleo e gás. A P-50 tem uma capacidade de armazenamento de 1.600.000 barris de petróleo. As principais empresas que participaram do projeto da plataforma foram: Jurong Shiapyard, Kvaerner, GE e UTC Projetos e Consultoria S.A.

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