Empresas

OSX faz plano de paralisação das obras

Empresa contratou consultoria Alvarez & Marsal.

Valor Econômico
19/06/2013 14:46
Visualizações: 903

 

Empresa mais problemática do conglomerado de Eike Batista, o estaleiro OSX contratou a consultoria Alvarez & Marsal, que tem entre suas especialidades a reestruturação empresarial. Procurada, a OSX não respondeu até o fechamento dessa edição. Segundo fontes ouvidas pelo 'Valor', o objetivo nesse momento é parar a obra do estaleiro ao menor custo possível. O plano, segundo a fonte, é que esse custo não ultrapasse US$ 380 milhões, que é o valor que Eike Batista terá que injetar na empresa remanescente do direito de venda de novas ações a que o estaleiro tem direito, a ser exercida contra seu controlador até março de 2014.
O investimento total programado no OSX era de US$ 1,7 bilhão, sendo 80% financiados pelo Fundo de Marinha Mercante (FMM). Os repassadores são BNDES e Caixa Econômica Federal (CEF). Segundo o balanço da empresa, uma dívida de R$ 523,14 milhões com o Itaú Nassau vence na sexta-feira, dia 21 de junho. Dia 15 de agosto vence dívida de R$ 492,12 milhões com o BNDES.
No mês passado a empresa informou que iria suspender os investimentos no estaleiro e concentrar o desembolso de caixa na atividade de afretamento de plataformas de exploração e produção. O braço de leasing da OSX afreta para a co-irmã OGX a plataforma OSX-1 que produz no campo de Tubarão Azul. Outras duas plataformas - OSX 3 e OSX 2 - estão em construção na Ásia.
Quando ficar pronta, a OSX-3 irá para o campo de Tubarão Martelo, que agora tem como sócia a malaia Petronas. Se a OSX tiver problemas para pagamento dessa plataforma e de outra, a WHP2, os US$ 500 milhões devidos pela Petronas à OGX como parte da aquisição de Tubarão Martelo serão usados para essa dívida. Isso porque ambas são necessárias para que esse campo entre em produção. A OSX-2 está à venda, como apurou o 'Valor'.
A OSX realizou recentemente uma reestruturação que resultou no enxugamento da força de trabalho e na redução da carteira de encomendas, o que incluiu o cancelamento de um contrato, de R$ 732 milhões com a inglesa Kingfish, para a construção de 11 navios-tanque. Hoje, a demanda confirmada do estaleiro é para construção de um navio PLSV (para instalação de oleodutos) para a Sapura e da integração de dois navios plataforma para a Petrobras, por meio de joint venture na qual a OSX tem 49%.
Ontem (18), o Ministério Público do Trabalho no Rio (MPT-RJ), por meio da Procuradoria do Trabalho no Município (PTM) de Campos dos Goytacazes, obteve liminar favorável à reintegração de 331 trabalhadores dispensados sem justa causa pela OSX, desde janeiro deste ano. A decisão, da juíza da 1ª Vara do Trabalho em Campos, Fernanda Stipp, determina multa diária de R$ 1 mil por empregado não reintegrado, caso a empresa não obedeça a liminar. Procurada, a OSX informou, em nota, que foi informada ontem sobre a existência da ação judicial e da liminar.
"A companhia está avaliando como irá proceder, levando em conta a decisão liminar e seu momento estratégico", disse. O MPT-RJ afirma que a OSX demitiu os funcionários da obra "sem qualquer negociação coletiva prévia".

Empresa mais problemática do conglomerado de Eike Batista, o estaleiro OSX contratou a consultoria Alvarez & Marsal, que tem entre suas especialidades a reestruturação empresarial. Procurada, a OSX não respondeu até o fechamento dessa edição. Segundo fontes ouvidas pelo 'Valor', o objetivo nesse momento é parar a obra do estaleiro ao menor custo possível. O plano, segundo a fonte, é que esse custo não ultrapasse US$ 380 milhões, que é o valor que Eike Batista terá que injetar na empresa remanescente do direito de venda de novas ações a que o estaleiro tem direito, a ser exercida contra seu controlador até março de 2014.


O investimento total programado no OSX era de US$ 1,7 bilhão, sendo 80% financiados pelo Fundo de Marinha Mercante (FMM). Os repassadores são BNDES e Caixa Econômica Federal (CEF). Segundo o balanço da empresa, uma dívida de R$ 523,14 milhões com o Itaú Nassau vence na sexta-feira, dia 21 de junho. Dia 15 de agosto vence dívida de R$ 492,12 milhões com o BNDES.


No mês passado a empresa informou que iria suspender os investimentos no estaleiro e concentrar o desembolso de caixa na atividade de afretamento de plataformas de exploração e produção. O braço de leasing da OSX afreta para a co-irmã OGX a plataforma OSX-1 que produz no campo de Tubarão Azul. Outras duas plataformas - OSX 3 e OSX 2 - estão em construção na Ásia.


Quando ficar pronta, a OSX-3 irá para o campo de Tubarão Martelo, que agora tem como sócia a malaia Petronas. Se a OSX tiver problemas para pagamento dessa plataforma e de outra, a WHP2, os US$ 500 milhões devidos pela Petronas à OGX como parte da aquisição de Tubarão Martelo serão usados para essa dívida. Isso porque ambas são necessárias para que esse campo entre em produção. A OSX-2 está à venda, como apurou o 'Valor'.


A OSX realizou recentemente uma reestruturação que resultou no enxugamento da força de trabalho e na redução da carteira de encomendas, o que incluiu o cancelamento de um contrato, de R$ 732 milhões com a inglesa Kingfish, para a construção de 11 navios-tanque. Hoje, a demanda confirmada do estaleiro é para construção de um navio PLSV (para instalação de oleodutos) para a Sapura e da integração de dois navios plataforma para a Petrobras, por meio de joint venture na qual a OSX tem 49%.


Ontem (18), o Ministério Público do Trabalho no Rio (MPT-RJ), por meio da Procuradoria do Trabalho no Município (PTM) de Campos dos Goytacazes, obteve liminar favorável à reintegração de 331 trabalhadores dispensados sem justa causa pela OSX, desde janeiro deste ano. A decisão, da juíza da 1ª Vara do Trabalho em Campos, Fernanda Stipp, determina multa diária de R$ 1 mil por empregado não reintegrado, caso a empresa não obedeça a liminar. Procurada, a OSX informou, em nota, que foi informada ontem sobre a existência da ação judicial e da liminar.


"A companhia está avaliando como irá proceder, levando em conta a decisão liminar e seu momento estratégico", disse. O MPT-RJ afirma que a OSX demitiu os funcionários da obra "sem qualquer negociação coletiva prévia".

 

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