Porto

Operadores ampliam pátios de caminhões em Paranaguá

Objetivo é minimizar impactos na cidade.

Ascom APPA
03/06/2014 17:10
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As empresas operadoras de granéis de exportação e importação do Porto de Paranaguá estão cada vez mais empenhadas para a organização do fluxo dos caminhões. Visando melhorar a qualidade de vida da população e reduzir os impactos da atividade na cidade, novos pátios estão sendo criados, para os dois segmentos.
Uma das empresas é a Fortesolo, que opera fertilizantes pelo porto paranaense. De acordo com o gerente de gestão e projetos, David Pereira de Jesus, uma área de 21,5 mil metros quadrados foi disponibilizada pela empresa para estacionamento e manobra de quase 280 caminhões. A iniciativa, segundo ele, foi motivada pela Administração dos Portos.
“A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) tem trabalhado, questionado e buscado junto a todos os operadores a viabilidade em relação às questões ambientais e de infraestrutura para atender a demanda das operações portuárias, sem prejuízo para a população. Nas mesmas condições que o Porto, nós estamos fazendo a nossa parte, nos somando a esse cuidado”, afirma o gerente.
Criado em abril, o pátio além de funcionar como centro de fluxo terá portaria de triagem para a recepção dos caminhões, banheiros e sala de espera. No local também será possível ampliar o controle e inspeção quanto à limpeza dos veículos.
Segmento
Outra empresa do segmento dos fertilizantes que tem avançado nessa organização é o Rocha que, atualmente, dispõe de três áreas próprias para estacionamento de caminhões, com capacidade diária para 435 veículos, e trabalha na criação de uma quarta área para este fim.
“Já estamos trabalhando uma outra área para triagem, classificação e estacionamento, com uma capacidade dinâmica de 308 veículos diários. Com isso, conseguiremos absorver um total de 843 veículos/dia”, afirma Jorge Henrique Sampaio, representante da empresa.
Outro bom exemplo
Ainda entre os operadores dos granéis de importação, as ações da Fertipar também se destacam. A empresa tem quatro áreas disponíveis para estacionamento de caminhões: uma para 60 caminhões, outra para 300 caminhões e outras duas para 40 veículos (em cada uma das duas fábricas que funcionam em Paranaguá).
Segundo Laerte Feldmann, representante da empresa, os pátios existentes atendem a demanda da empresa que trabalha, atualmente, na melhoria do acesso ao pátio maior. As obras estão em fase final e vão aliviar, bastante, o trânsito no local.
“Além de necessário para planejar nossa produção diária, otimizando a linha de produção, o pátio é importante para que possamos oferecer ao caminhoneiro, ao menos, um mínimo de conforto. Com certeza melhora a vida de toda a comunidade: o caminhoneiro fica acolhido e a população, que tem as ruas da cidade mais descongestionadas”, afirma.
Pioneiros
Além das empresas que estão investindo em novas áreas, algumas saíram na frente e já oferecem este serviço. É o caso da Cattalini Terminais Marítimos que, desde 2003, tem um pátio para 200 caminhões. Recebendo em média 150 caminhões por dia, a empresa evita que estes caminhões fiquem na área do entorno do terminal. “Se enfileirássemos 150 caminhões, teríamos uma fila diária de quase cinco quilômetros. O pátio nos atende com satisfação e evita diversos transtornos”, explica Carla Nitsche Rocha, gerente comercial da Cattalini.
Em 2012, a Pasa também resolveu investir numa área para receber caminhões. “Adquirimos uma área para receber 180 caminhões. No ano passado resolvemos ampliar este espaço e estamos finalizando o processo para ter mais 80 vagas”, explica Pérsio Souza de Assis, diretor da empresa.
Passam pelo pátio da Pasa cerca de 180 caminhões por dia. Os caminhões carregados com açúcar não passam pelo pátio de triagem do Porto de Paranaguá (que só recebe caminhões de soja, milho e farelo de soja). “Além de ampliar a área de pátio, estamos treinando nosso pessoal para começar a usar um software bastante semelhante ao utilizado pela Appa. Teremos um sistema online de cotas, para ordenar o recebimento dos caminhões e evitar problemas no fluxo, seguindo o bom exemplo que a Appa já adota”, disse.
Outra iniciativa que deve melhorar o fluxo de caminhões em Paranaguá está sendo estudada pela Ferroeste. De acordo com o diretor da empresa, João Vicente Bresolin Araujo, está sendo estudada a implantação de uma Estação Truck dentro do terminal da Ferroeste, em Cascavel. “Teremos lá um pátio semelhante ao que existe hoje em Paranaguá. Além de oferecer serviços diversos, será possível classificar a carga ainda no interior, facilitando em muito o fluxo de chegada a Paranaguá”, explicou. A Ferroeste está estudando a implantação deste pátio numa área de 100 mil metros quadrados, que conseguirá abrigar até 400 caminhões.
Appa
No que tange ao poder público, a Appa também está trabalhando na ampliação do Pátio Público de Triagem. A área, que hoje abriga cerca de mil caminhões, será ampliada para receber mais 300 caminhões. De acordo com o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino, a ampliação do pátio público e as iniciativas dos operadores portuários em criar áreas próprias para caminhões, demonstram o engajamento de todos em melhorar as condições viárias dentro de Paranaguá.
“No debate, entre Appa, Polícia Rodoviária, Prefeitura e Operadores Portuários, cada um vem assumindo a sua responsabilidade sobre a via e o fluxo dos veículos. Todos estão empenhados em fazer a sua parte para que o fluxo de caminhões ocorra de maneira organizada. Como fizemos com o Pátio de Triagem que, este ano, não registrou fila ou maiores transtornos, eles estão fazendo em suas próprias áreas. Cada um está cuidando do que é seu e todos têm o nosso apoio”, afirma.

As empresas operadoras de granéis de exportação e importação do Porto de Paranaguá estão cada vez mais empenhadas para a organização do fluxo dos caminhões. Visando melhorar a qualidade de vida da população e reduzir os impactos da atividade na cidade, novos pátios estão sendo criados, para os dois segmentos.

Uma das empresas é a Fortesolo, que opera fertilizantes pelo porto paranaense. De acordo com o gerente de gestão e projetos, David Pereira de Jesus, uma área de 21,5 mil metros quadrados foi disponibilizada pela empresa para estacionamento e manobra de quase 280 caminhões. A iniciativa, segundo ele, foi motivada pela Administração dos Portos.

“A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) tem trabalhado, questionado e buscado junto a todos os operadores a viabilidade em relação às questões ambientais e de infraestrutura para atender a demanda das operações portuárias, sem prejuízo para a população. Nas mesmas condições que o Porto, nós estamos fazendo a nossa parte, nos somando a esse cuidado”, afirma o gerente.

Criado em abril, o pátio além de funcionar como centro de fluxo terá portaria de triagem para a recepção dos caminhões, banheiros e sala de espera. No local também será possível ampliar o controle e inspeção quanto à limpeza dos veículos.


Segmento

Outra empresa do segmento dos fertilizantes que tem avançado nessa organização é o Rocha que, atualmente, dispõe de três áreas próprias para estacionamento de caminhões, com capacidade diária para 435 veículos, e trabalha na criação de uma quarta área para este fim.

“Já estamos trabalhando uma outra área para triagem, classificação e estacionamento, com uma capacidade dinâmica de 308 veículos diários. Com isso, conseguiremos absorver um total de 843 veículos/dia”, afirma Jorge Henrique Sampaio, representante da empresa.


Outro bom exemplo

Ainda entre os operadores dos granéis de importação, as ações da Fertipar também se destacam. A empresa tem quatro áreas disponíveis para estacionamento de caminhões: uma para 60 caminhões, outra para 300 caminhões e outras duas para 40 veículos (em cada uma das duas fábricas que funcionam em Paranaguá).

Segundo Laerte Feldmann, representante da empresa, os pátios existentes atendem a demanda da empresa que trabalha, atualmente, na melhoria do acesso ao pátio maior. As obras estão em fase final e vão aliviar, bastante, o trânsito no local.

“Além de necessário para planejar nossa produção diária, otimizando a linha de produção, o pátio é importante para que possamos oferecer ao caminhoneiro, ao menos, um mínimo de conforto. Com certeza melhora a vida de toda a comunidade: o caminhoneiro fica acolhido e a população, que tem as ruas da cidade mais descongestionadas”, afirma.


Pioneiros

Além das empresas que estão investindo em novas áreas, algumas saíram na frente e já oferecem este serviço. É o caso da Cattalini Terminais Marítimos que, desde 2003, tem um pátio para 200 caminhões. Recebendo em média 150 caminhões por dia, a empresa evita que estes caminhões fiquem na área do entorno do terminal. “Se enfileirássemos 150 caminhões, teríamos uma fila diária de quase cinco quilômetros. O pátio nos atende com satisfação e evita diversos transtornos”, explica Carla Nitsche Rocha, gerente comercial da Cattalini.

Em 2012, a Pasa também resolveu investir numa área para receber caminhões. “Adquirimos uma área para receber 180 caminhões. No ano passado resolvemos ampliar este espaço e estamos finalizando o processo para ter mais 80 vagas”, explica Pérsio Souza de Assis, diretor da empresa.

Passam pelo pátio da Pasa cerca de 180 caminhões por dia. Os caminhões carregados com açúcar não passam pelo pátio de triagem do Porto de Paranaguá (que só recebe caminhões de soja, milho e farelo de soja). “Além de ampliar a área de pátio, estamos treinando nosso pessoal para começar a usar um software bastante semelhante ao utilizado pela Appa. Teremos um sistema online de cotas, para ordenar o recebimento dos caminhões e evitar problemas no fluxo, seguindo o bom exemplo que a Appa já adota”, disse.

Outra iniciativa que deve melhorar o fluxo de caminhões em Paranaguá está sendo estudada pela Ferroeste. De acordo com o diretor da empresa, João Vicente Bresolin Araujo, está sendo estudada a implantação de uma Estação Truck dentro do terminal da Ferroeste, em Cascavel. “Teremos lá um pátio semelhante ao que existe hoje em Paranaguá. Além de oferecer serviços diversos, será possível classificar a carga ainda no interior, facilitando em muito o fluxo de chegada a Paranaguá”, explicou. A Ferroeste está estudando a implantação deste pátio numa área de 100 mil metros quadrados, que conseguirá abrigar até 400 caminhões.


Appa

No que tange ao poder público, a Appa também está trabalhando na ampliação do Pátio Público de Triagem. A área, que hoje abriga cerca de mil caminhões, será ampliada para receber mais 300 caminhões. De acordo com o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino, a ampliação do pátio público e as iniciativas dos operadores portuários em criar áreas próprias para caminhões, demonstram o engajamento de todos em melhorar as condições viárias dentro de Paranaguá.

“No debate, entre Appa, Polícia Rodoviária, Prefeitura e Operadores Portuários, cada um vem assumindo a sua responsabilidade sobre a via e o fluxo dos veículos. Todos estão empenhados em fazer a sua parte para que o fluxo de caminhões ocorra de maneira organizada. Como fizemos com o Pátio de Triagem que, este ano, não registrou fila ou maiores transtornos, eles estão fazendo em suas próprias áreas. Cada um está cuidando do que é seu e todos têm o nosso apoio”, afirma.

 

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