Mossoró Oil & Gas Energy 2025

Onshore potiguar defende licença mais ágil para sustentar crescimento

Protagonistas do setor reiteraram, no 10º Mossoró Oil & Gas Energy, necessidade de modelo mais efetivo de licenciamento para estimular ambiente de negócios.

Redação TN Petróleo/Assessoria Mossoró Oil & Gas Energy
27/11/2025 12:44
Onshore potiguar defende licença mais ágil para sustentar crescimento Imagem: Divulgação Visualizações: 1214

Patrocínio de Cobertura:

 

A necessidade de aperfeiçoar licenciamentos ambientais continua como desafio da cadeia de óleo e gás em terra (onshore) no Rio Grande do Norte. Esse é um dos temas centrais do 10º Mossoró Oil & Gas Energy (Moge). Tanto que protagonistas do setor presentes ao evento, iniciado terça-feira (25) e encerrado hoje (27), reiteram a importância de um modelo de licenças mais ágil, simples e previsível. Para eles, disso depende o aporte de novos investimentos e a criação de ambiente de negócios colaborativo e inovador.

Nenhuma atividade petrolífera no Brasil pode iniciar, continuar ou se expandir sem uma licença ambiental válida, seja no onshore (em terra) ou offshore (no mar). No Rio Grande do Norte, porém, esse licenciamento é excessivamente lento. Essa é a conclusão de representantes do onshore, na conferência "Perspectivas da produção de óleo e gás no RN", realizada ontem (26) no Mossoró Oil & Gas Energy.

É o caso do CEO da Azevedo & Travassos Energia, Ivan Carvalho (à direita), para quem a demora no licenciamento ambiental é um entrave. Segundo ele, a concessão demora em média sete meses. Contra "um método que não condiz com a indústria", o executivo diz que o setor atua por mais celeridade, via Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP) e outras organizações do segmento, porém sem reduzir exigências ambientais.

"Tentando mostrar que não queremos fugir da responsabilidade ou normas, mas tornar o processo simples, feito de outra forma, de modo que dê agilidade. Porque um setor que trabalha com planejamento, e desenvolve a economia de forma única, é travado por problema burocrático, que precisa ser urgentemente resolvido para termos investimentos mais rápido", alerta Carvalho.

Ônus e impacto

O Observatório da Indústria Mais RN, da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), confirma que empresas consideram o custo e o tempo do licenciamento ambiental gargalos da atividade. Conforme o Observatório, licenciar no território potiguar pode custar até quatro vezes o valor de outros estados produtores e se exige até sete licenças por poço.

Presidente da Fiern, Roberto Serquiz foi enfático: "O que o empresário quer é previsibilidade. Destravando o licenciamento, a gente pode avançar ainda mais". Como caminho para resolver os entraves, ele defende que seja concluída a revisão da lei ambiental do RN (nº 272), em curso no Governo do Estado.

"Porque um ambiente de negócios que representa 50% do nosso PIB industrial, abrange 98 municípios e emprega 29 mil pessoas pode oferecer muito mais para o Rio Grande do Norte", arrematou Serquiz, terça-feira (25), na abertura do Mossoró Oil & Gas Energy.

Avanços e perspectiva

Já para a Associação Redepetro RN, que congrega cerca de 50 empresas do setor, o órgão ambiental, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), vem buscando cumprir metas. Mas reconhece que é preciso avançar mais no licenciamento.

"A velocidade do licenciamento ambiental pode gerar ainda mais prosperidade", José Nilo de Souza Júnior, presidente da entidade, realizadora do Moge, na arena de eventos do Partage Shopping Mossoró.

Mesmo com o gargalo, o empresariado está otimista com o onshore brasileiro e potiguar. Gerente geral de reservatório onshore da Brava Energia, Frode Sedberg (à esquerda) reconhece barreiras, como o licenciamento ambiental. Porém, enxerga oportunidades.

"A gente acredita muito no estado. Tem um potencial produtivo imenso. Precisamos de diálogo, compreensão, de um ambiente aberto, competitivo, de ganha-ganha. Vamos permanecer durante muitos anos aqui", assegura o executivo da operadora, uma das mais estratégicas do onshore brasileiro e com forte atuação no Estado.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Cana Summit
Juros elevados e crédito mais restrito colocam fluxo de ...
07/04/26
PPSA
União recebe R$ 917,32 milhões por redeterminação de Tupi
07/04/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Preço médio da safra 25/26 supera o da tem...
07/04/26
Estudo
Brasil amplia dependência de térmicas, mas falta de esto...
06/04/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente de Partilha (OPP): ANP publica novo edital
06/04/26
Tributação
Infis Consultoria promove 4º Seminário Tributação em Óle...
06/04/26
Hidrogênio Verde
Estudo no RCGI mapeia regiões com maior potencial para p...
06/04/26
BRANDED CONTENT
Intercabos® lança novo site e concretiza presença no mer...
03/04/26
Diesel
Subvenção ao diesel: ANP inicia consulta pública de cinc...
02/04/26
GLP
Supergasbras realiza a primeira importação de BioGL do B...
02/04/26
Cana Summit
Setor sucroenergético avalia efeitos da Reforma Tributár...
02/04/26
Rio de Janeiro
Para Firjan juros em dois dígitos e rigidez fiscal barra...
02/04/26
Resultado
Com 5,304 milhões de boe/d, produções de petróleo e de g...
02/04/26
Logística
Vast realiza primeira operação de transbordo de petróleo...
01/04/26
ANP
Audiência pública debate revisão de resolução sobre aqui...
01/04/26
Biocombustíveis
RenovaBio: ANP divulga metas definitivas para as distrib...
31/03/26
Drilling
Norbe IX, da Foresea, conclui parada programada de manut...
31/03/26
Etanol
Produtor de cana avança com novas estratégias para reduz...
31/03/26
Firjan
Estado do Rio pode receber mais de R$ 526 bilhões em inv...
31/03/26
Combustíveis
Preço médio do diesel S-10 sobe 14% em março e atinge o ...
31/03/26
iBEM26
No iBEM 2026, Pason destaca apostas da empresa em digita...
31/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23