Negócios

Odebrecht investirá até R$ 40 bi

Projetos englobam petroquímica e óleo e gás.

Valor Econômico
07/04/2014 12:56
Visualizações: 1321

 

A Odebrecht vai investir de R$ 30 bilhões a R$ 40 bilhões nos próximos três anos em diferentes áreas de atuação. Segundo o presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, anualmente o valor ficará entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões. "Esse é o valor que está compromissado. Pode crescer à medida que outros projetos sejam visualizados", disse ao 'Valor'.
Segundo ele, os aportes serão diversificados. "Haverá muito investimento em infraestrutura, por meio de concessões e PPPs [parcerias público-privadas], no Brasil e no exterior. Vamos investir ainda em petroquímica, como no projeto do México [da controlada Braskem ], que ainda está em conclusão. Também na área de saneamento e em óleo e gás", afirmou em rápida conversa na sexta-feira (4) durante evento voltado a pequenas e médias empresas, em São Paulo.
Em infraestrutura, puxará os investimentos do grupo nos próximos anos a controlada Odebrecht Transport. A companhia participou das licitações de concessão do governo federal e conseguiu conquistar a rodovia BR-163 em trecho do Mato Grosso, além do aeroporto do Galeão (RJ). Também juntou ao portfólio no ano passado a liderança dos investimentos na linha 6-Laranja do metrô paulista, por meio de um contrato de PPP firmado com o governo do estado.
Nos próximos dias, também deve ser anunciado como o vencedor da licitação de concessão da PR-323, no Paraná. Juntos, os ativos somam mais de R$ 25 bilhões em exigências de investimentos ao longo dos contratos. Apesar de liderar os investimentos, o montante de concessões e PPPs prevê, na maioria dos casos, a parceria com sócios e financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A companhia continua interessada em licitações de transporte, mas ainda estuda a viabilidade das ferrovias. "Estamos avaliando, mas a questão das ferrovias ainda tem muito a desenvolver. Não dá para nesse momento tomar alguma decisão", afirmou. "Não é só a questão do marco regulatório. O que você tem de olhar é projeto. Projeto bom é projeto bom".
Marcelo também falou sobre as críticas atuais ao cenário econômico - que, segundo ele, são pautadas pelo investidor de curto prazo. "Acho que tem de separar o empresário do investidor financeiro. O empresário não toma nenhuma decisão de investimento baseado no humor do mercado. Ele foca normalmente na oportunidade que visualiza no dia a dia", diz. "Muito do que você vê na mídia reflete o investidor financeiro, que não é de longo prazo. Nenhum país pode ficar à mercê dele".
Na opinião do presidente, não existe crise de confiança dos empresários. "Quem investe no negócio com visão de longo prazo não está preocupado com uma questão conjuntural do momento. Eu não acho que existe nenhuma crise do empresariado para investir", afirmou.
Marcelo também mencionou que, no momento, a crítica ao cenário do país é exagerada. "Da mesma maneira que há dez anos se exagerou quando se pensou que o país era o melhor do mundo e que nada de errado iria acontecer, agora está exagerando para outro lado. O país continua com os mesmos desafios estruturais e oportunidades de dez anos atrás." E elogiou o diálogo entre governo e indústria. "Tem coisa a ser melhorada? Tem. Tem questões de disputa de setor empresarial e [da equipe] econômica? Tem. Por exemplo, a questão dos tributos dos lucros no exterior. Mas de fato poucas vezes a gente viu uma interlocução tão profunda com o setor produtivo".

A Odebrecht vai investir de R$ 30 bilhões a R$ 40 bilhões nos próximos três anos em diferentes áreas de atuação. Segundo o presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, anualmente o valor ficará entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões. "Esse é o valor que está compromissado. Pode crescer à medida que outros projetos sejam visualizados", disse ao 'Valor'.

Segundo ele, os aportes serão diversificados. "Haverá muito investimento em infraestrutura, por meio de concessões e PPPs [parcerias público-privadas], no Brasil e no exterior. Vamos investir ainda em petroquímica, como no projeto do México [da controlada Braskem ], que ainda está em conclusão. Também na área de saneamento e em óleo e gás", afirmou em rápida conversa na sexta-feira (4) durante evento voltado a pequenas e médias empresas, em São Paulo.

Em infraestrutura, puxará os investimentos do grupo nos próximos anos a controlada Odebrecht Transport. A companhia participou das licitações de concessão do governo federal e conseguiu conquistar a rodovia BR-163 em trecho do Mato Grosso, além do aeroporto do Galeão (RJ). Também juntou ao portfólio no ano passado a liderança dos investimentos na linha 6-Laranja do metrô paulista, por meio de um contrato de PPP firmado com o governo do estado.

Nos próximos dias, também deve ser anunciado como o vencedor da licitação de concessão da PR-323, no Paraná. Juntos, os ativos somam mais de R$ 25 bilhões em exigências de investimentos ao longo dos contratos. Apesar de liderar os investimentos, o montante de concessões e PPPs prevê, na maioria dos casos, a parceria com sócios e financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A companhia continua interessada em licitações de transporte, mas ainda estuda a viabilidade das ferrovias. "Estamos avaliando, mas a questão das ferrovias ainda tem muito a desenvolver. Não dá para nesse momento tomar alguma decisão", afirmou. "Não é só a questão do marco regulatório. O que você tem de olhar é projeto. Projeto bom é projeto bom".

Marcelo também falou sobre as críticas atuais ao cenário econômico - que, segundo ele, são pautadas pelo investidor de curto prazo. "Acho que tem de separar o empresário do investidor financeiro. O empresário não toma nenhuma decisão de investimento baseado no humor do mercado. Ele foca normalmente na oportunidade que visualiza no dia a dia", diz. "Muito do que você vê na mídia reflete o investidor financeiro, que não é de longo prazo. Nenhum país pode ficar à mercê dele".

Na opinião do presidente, não existe crise de confiança dos empresários. "Quem investe no negócio com visão de longo prazo não está preocupado com uma questão conjuntural do momento. Eu não acho que existe nenhuma crise do empresariado para investir", afirmou.

Marcelo também mencionou que, no momento, a crítica ao cenário do país é exagerada. "Da mesma maneira que há dez anos se exagerou quando se pensou que o país era o melhor do mundo e que nada de errado iria acontecer, agora está exagerando para outro lado. O país continua com os mesmos desafios estruturais e oportunidades de dez anos atrás." E elogiou o diálogo entre governo e indústria. "Tem coisa a ser melhorada? Tem. Tem questões de disputa de setor empresarial e [da equipe] econômica? Tem. Por exemplo, a questão dos tributos dos lucros no exterior. Mas de fato poucas vezes a gente viu uma interlocução tão profunda com o setor produtivo".

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Evento
Fenasucro & Agrocana 2026 aprimora rastreabilidade de em...
10/06/26
Meio Ambiente
Constellation apoia restauração de recifes de coral no N...
10/06/26
Parceria
MME promove nova rodada de debate sobre a Estratégia Nac...
09/06/26
Etanol
Preço do hidratado cai pela 2ª semana consecutiva
09/06/26
BOGE 2026
Smart Control ganha destaque na Bahia Oil & Gas Energy 2...
08/06/26
Investimentos
Mar aberto para o crescimento: investimentos impulsionam...
08/06/26
Transmissão
ENGIE lidera projeto de tecnologia inédito e investe R$ ...
08/06/26
Aviação
O Brasil pode se tornar uma potência em SAF
08/06/26
Etanol
Mercado de etanol encerra a primeira semana de junho pre...
08/06/26
BRANDED CONTENT
Complexo de Energias Boaventura impulsiona o futuro ener...
05/06/26
PPSA
CNOOC e Petrochina arrematam cargas de Atapu e de Bacalh...
05/06/26
Descomissionamento
Ecovix e Gerdau finalizam desmontagem da plataforma P-32...
04/06/26
Biometano
Gás Verde e Knauf fecham parceria para fornecimento de b...
04/06/26
BOGE 2026
Mayekawa do Brasil presente na Bahia Oil & Gas Energy
03/06/26
Meio Ambiente
TIM amplia geração própria de energia renovável e usa in...
03/06/26
Investimento
Projeto de coleta de óleos e gorduras residuais irá rece...
03/06/26
BOGE 2026
WIKA apresenta soluções para medição e controle de proce...
03/06/26
Etanol
Brasil pode mais que dobrar produção de etanol até 2040 ...
03/06/26
GLP
Posicionamento do Sindigás sobre reunião da Diretoria Co...
03/06/26
Combustíveis
Petrobras aprova adesão à nova subvenção econômica e pre...
03/06/26
Resultado
Com 5,640 milhões de barris de óleo equivalente por dia ...
02/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.