Paralisação

Obras de Suape têm quatro paradas em um mês

Tensões trabalhistas nas principais obras do Complexo de Suape.

Jornal do Commercio (PE)
03/10/2014 11:50
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As tensões trabalhistas continuam nas principais obras do Complexo de Suape, mesmo após ser concluído o acordo coletivos dos operários da construção pesada, em agosto. No intervalo de um mês, o Sindicato dos Trabalhadores na Construção Pesada de Pernambuco (Sintepav-PE), contabiliza quatro paralisações nas obras da PetroquímicaSuape (PQS) e da Refinaria Abreu e Lima (Rnest). Ontem, foi a vez dos funcionários da Enfil cruzarem os braços na PQS. Os colaboradores reclamam que a companhia está descumprindo o que foi acordado na convenção coletiva.
De acordo com o Sintepav, a Enfil não teria aplicado aos salários o índice de reajuste de 9%, nem o aumento de R$ 40 da cesta básica (que passou de R$ 310 para R$ 350) e nem o adicional de periculosidade de 30% sobre os salários. Hoje, a partir das 7h, o Sintepav realizada uma assembleia com os colaboradores da Enfil, na obra da PQS, para decidir se voltam ao trabalho.
“Ontem à tarde, representantes da empresa procuraram o sindicato e apresentaram uma proposta se comprometendo a pagar, na próxima terça-feira (7), os valores retroativos aos salários e à cesta básica, que deveriam ter sido aplicados desde o dia 1º de agosto”, diz o diretor de Fiscalização do Sintepav, Leodelson Bastos, lembrando que a empresa não se posicionou sobre o adicional de periculosidade. “Os funcionários estão ainda mais revoltados porque funcionários de outras plantas da PQS (o complexo conta com três unidades industriais) estão recebendo o adicional”, complementa.
Com 20 anos de mercado, a Enfil é especializada em soluções para sistemas de controle da poluição atmosférica e para sistemas de tratamento de água e efluentes industriais. Na obra da PetroquímicaSuape, a empresa é responsável pela instalação dos sistemas de tratamento e reúso de água. Procurada pelo JC, a assessoria de comunicação da companhia, localizada em São Paulo, não retornou o pedido de entrevista.
Além da Enfil, outras empresas descumpriram o acordo coletivo e também paralisaram as atividades. Foi o caso dos funcionários da Emypro Brasil, a primeira a paralisar. Depois do movimento tiveram parte das reivindicações atendidas e voltaram ao trabalho, já que a empresa garantiu regularizar a situação. Pelo mesmo motivo, os trabalhadores da Oliveira Construção e Engenharia também voltaram às atividades na semana passada. Já os colaboradores da Manserv Montagem e Manutenção S.A, que cruzaram os braços ontem, continuam parados aguardando um posicionamento dos patrões.
ACORDO
O dissídio coletivo dos trabalhadores na construção pesada aconteceu em agosto e foi palco de uma greve que durou cinco dias. O Sintepav pediu um reajuste de 13%, as empresas fizeram uma proposta inicial oferecendo 7,5% e depois subiram a oferta para 9%. No caso da cesta básica, a categoria pedia uma elevação de R$ 98 no valor, que deveria passar de R$ 310 para R$ 408, mas acabou fechando no valor intermediário de R$ 350.
A maior conquista dos trabalhadores foi a aprovação do pagamento do adicional de periculosidade de 30% sobre o valor do salário. O Sindicato argumentou que a refinaria já estava com unidades em fase de testes e de operação, ao lado de outras que ainda estão em construção. Por isso se justificava o pagamento da periculosidade. O problema também suscitou uma avalanche de ações na Justiça do Trabalho de Ipojuca (pelo menos 30), reivindicando o pagamento. “Pelo jeito a Justiça vai continuar sendo o caminho, porque as empresas estão insistindo em descumprir o acordo”, conclui Bastos.

As tensões trabalhistas continuam nas principais obras do Complexo de Suape, mesmo após ser concluído o acordo coletivos dos operários da construção pesada, em agosto.

No intervalo de um mês, o Sindicato dos Trabalhadores na Construção Pesada de Pernambuco (Sintepav-PE), contabiliza quatro paralisações nas obras da PetroquímicaSuape (PQS) e da Refinaria Abreu e Lima (Rnest).

Ontem, foi a vez dos funcionários da Enfil cruzarem os braços na PQS. Os colaboradores reclamam que a companhia está descumprindo o que foi acordado na convenção coletiva.

De acordo com o Sintepav, a Enfil não teria aplicado aos salários o índice de reajuste de 9%, nem o aumento de R$ 40 da cesta básica (que passou de R$ 310 para R$ 350) e nem o adicional de periculosidade de 30% sobre os salários.

Hoje, a partir das 7h, o Sintepav realizada uma assembleia com os colaboradores da Enfil, na obra da PQS, para decidir se voltam ao trabalho.

“Ontem à tarde, representantes da empresa procuraram o sindicato e apresentaram uma proposta se comprometendo a pagar, na próxima terça-feira (7), os valores retroativos aos salários e à cesta básica, que deveriam ter sido aplicados desde o dia 1º de agosto”, diz o diretor de Fiscalização do Sintepav, Leodelson Bastos, lembrando que a empresa não se posicionou sobre o adicional de periculosidade. “Os funcionários estão ainda mais revoltados porque funcionários de outras plantas da PQS (o complexo conta com três unidades industriais) estão recebendo o adicional”, complementa.

Com 20 anos de mercado, a Enfil é especializada em soluções para sistemas de controle da poluição atmosférica e para sistemas de tratamento de água e efluentes industriais. Na obra da PetroquímicaSuape, a empresa é responsável pela instalação dos sistemas de tratamento e reúso de água. Procurada pelo JC, a assessoria de comunicação da companhia, localizada em São Paulo, não retornou o pedido de entrevista.

Além da Enfil, outras empresas descumpriram o acordo coletivo e também paralisaram as atividades. Foi o caso dos funcionários da Emypro Brasil, a primeira a paralisar. Depois do movimento tiveram parte das reivindicações atendidas e voltaram ao trabalho, já que a empresa garantiu regularizar a situação. Pelo mesmo motivo, os trabalhadores da Oliveira Construção e Engenharia também voltaram às atividades na semana passada. Já os colaboradores da Manserv Montagem e Manutenção S.A, que cruzaram os braços ontem, continuam parados aguardando um posicionamento dos patrões.

Acordo

O dissídio coletivo dos trabalhadores na construção pesada aconteceu em agosto e foi palco de uma greve que durou cinco dias. O Sintepav pediu um reajuste de 13%, as empresas fizeram uma proposta inicial oferecendo 7,5% e depois subiram a oferta para 9%. No caso da cesta básica, a categoria pedia uma elevação de R$ 98 no valor, que deveria passar de R$ 310 para R$ 408, mas acabou fechando no valor intermediário de R$ 350.

A maior conquista dos trabalhadores foi a aprovação do pagamento do adicional de periculosidade de 30% sobre o valor do salário. O Sindicato argumentou que a refinaria já estava com unidades em fase de testes e de operação, ao lado de outras que ainda estão em construção. Por isso se justificava o pagamento da periculosidade.

O problema também suscitou uma avalanche de ações na Justiça do Trabalho de Ipojuca (pelo menos 30), reivindicando o pagamento. “Pelo jeito a Justiça vai continuar sendo o caminho, porque as empresas estão insistindo em descumprir o acordo”, conclui Bastos.

 

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