Energia elétrica

O consumo de eletricidade em dezembro foi 42.937 GWh, o maior valor para o mês em toda a série histórica, desde 2004

Redação TN Petróleo/Assessoria EPE
01/02/2022 13:40
O consumo de eletricidade em dezembro foi 42.937 GWh, o maior valor para o mês em toda a série histórica, desde 2004 Imagem: Divulgação Visualizações: 1983

O consumo nacional de eletricidade em dezembro foi 42.937 GWh, o maior valor para o mês em toda a série histórica, desde 2004, e o segundo maior consumo total de 2021, perdendo apenas para o mês de março. O consumo avançou 2,0% em comparação com mesmo período de 2020. O comércio, com um bom desempenho, seguido pela indústria, puxaram a expansão. Assim, 2021 fechou com 500.209 GWh de consumo acumulado em 12 meses, crescimento de 5,2% comparado à 2020.

O consumo de eletricidade na indústria expande 2,9%  no mês, em comparação com igual período do ano anterior, registrando 15.077 GWh, o maior para dezembro desde 2014. Quanto às regiões geográficas, destaque para Nordeste (+9,7%), apresentando a maior expansão, seguido por Norte (+6,2%), Centro-Oeste (+1,9%), Sudeste (+1,6%) e Sul (+0,6%). Entre os estados, Alagoas (+103,0%) ainda se destaca com a maior taxa, devido o efeito base baixa no setor químico. Sete dos dez segmentos mais eletrointensivos da indústria aumentaram o consumo em dezembro de 2021, comparado com 2020. Lideram a expansão: produtos químicos (+144 GWh), pelo efeito estatístico da retomada em 2021 da atividade química em Alagoas (cloro-soda) e Sergipe (fertilizantes); produtos alimentícios (+144 GWh); e extração de minerais metálicos (+122 GWh), alavancado pela retomada da atividade em Minas Gerais e Espírito Santo e pelo bom desempenho no Pará. Enquanto isso, apresentaram redução do consumo os setores automotivo (-27 GWh), têxteis (-22 GWh) e metalurgia (-10 GWh), que retrai após 17 meses consecutivos de taxas positivas, em linha com a desaceleração da demanda doméstica por produtos siderúrgicos nos últimos meses do ano. As exportações contribuíram com o consumo na indústria. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, os principais produtos exportados em dezembro foram: minérios de cobre e seus concentrados (+105,5%), na Indústria Extrativa; e farelos de soja e outros alimentos para animais (+66,9%), celulose (+60,8%) e produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço (+153,1%), na Indústria de Transformação.

O consumo de energia elétrica da classe comercial foi de 8.026 GWh em dezembro, expansão de 6,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A classe comercial registra o maior valor de consumo desde abril de 2021. O bom desempenho do setor de tecnologia da informação, transporte, serviços prestados às famílias, em especial alojamento e alimentação e turismo puxaram o aumento do consumo da classe. Todas as regiões registraram crescimento no consumo da classe. Assim como ocorreu no mês anterior, a região Nordeste (+13,3%) continua liderando a expansão, seguida pela região Sul (+9,7%), Norte (+6,0%), Sudeste (+4,5%) e Centro-Oeste (+2,9%). Entre as Unidades da Federação, as maiores taxas de consumo da classe no país foram registradas em Pernambuco (+22,0%), Rio Grande do Norte (+21,2%), Bahia (+19,7%), Rio Grande do Sul (+16,4%) e Minas Gerais (+14,9%). Enquanto isso, Rondônia (-8,7%), Rio de Janeiro (-7,7%), Acre (-5,3%), Espírito Santo (-3,6%), Mato Grosso do Sul (-3,2%), Mato Grosso (-2,9%) e Tocantins (-1,4%) foram os únicos que tiveram queda do consumo.

O consumo de eletricidade da classe residencial foi de 13.090 GWh, retraindo 1,7% em dezembro, comparado com igual mês em 2020. Grande parte do País foi afetado por um maior volume de chuvas e temperaturas mais amenas, sendo que a região Sudeste uma das que mais sofreu com o excesso de chuvas no período, influenciando na queda do consumo de energia elétrica das residências. A região Sudeste (-5,5%) foi a que registrou a maior retração no consumo da classe em dezembro, seguida pelo Sul (-1,6%) e Centro-Oeste (-0,9%). Por outro lado, as regiões Norte (+10,2%) e Nordeste (+3,2%) tiveram crescimento. Os estados que apresentaram as maiores quedas foram: Rio de Janeiro  (-12,3%), Acre (-11,1%) e Espírito Santo (-10,2%). Já as maiores taxas de expansão de consumo foram registradas no Pará (+29,9%), Roraima (+14,0%) e Amazonas (+13,5%).

Quanto ao ambiente de contratação, o mercado livre apresentou alta de 6,7% no consumo no mês, enquanto o consumo cativo das distribuidoras de energia elétrica retraiu 0,6%.

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