Portos

Novo calado em canal de navegação em Santos beneficia operadores

A Codesp divulgou o novo calado operacional no trecho 3 do canal de navegação do porto de Santos, fruto da dragagem de aprofundamento. A obra ampliou de 11,20 metros para 13,20 metros o calado máximo permitido para acessar o trecho. Na maré alta, poderão entrar emb

Valor Econômico
12/12/2013 09:34
Novo calado em canal de navegação em Santos beneficia operadores Visualizações: 1170
A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) divulgou ontem o novo calado operacional no trecho 3 do canal de navegação do porto de Santos, fruto da dragagem de aprofundamento. A obra ampliou de 11,20 metros para 13,20 metros o calado máximo permitido para acessar o trecho. Na maré alta, poderão entrar embarcações com até 14,20 metros de calado.

O ganho é muito relevante. Segundo armadores, cada dez centímetros em um navio de 9 mil Teus (contêineres de 20 pés) representa um potencial a mais de carregamento de 70 contêineres.

A dragagem de aprofundamento é obra do governo federal e consta do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O contrato, administrado pela Secretaria de Portos (SEP), foi vencido pelo consórcio Draga Brasil por R$ 200 milhões, em 2009.

Terminais localizados no trecho 4 - onde a navegação ainda está restrita a navios de até 11,20 metros de calado - estão preocupados com o que denominam aumento do desequilíbrio concorrencial. Eles dizem que as empresas situadas nos demais trechos terão uma vantagem competitiva ao poder embarcar mais cargas.

A SEP fatiou o processo de dragagem do canal de Santos, com quase 25 quilômetros, em quatro trechos para minimizar as perdas causadas pelos constantes assoreamentos. Os trechos 1 e 2 foram homologados no meio do ano, também para 13,20 metros, podendo alcançar 14,20 metros na maré cheia. Desde então, pelo menos um terminal instalado no trecho 4 perdeu uma linha de navegação para um concorrente do trecho 2 devido a essa vantagem operacional, apurou o Valor.

O ministro dos Portos, Antonio Henrique Silveira, que assumiu a SEP após a homologação dos trechos 1 e 2, diz que o governo trabalha para diminuir o máximo possível o intervalo entre a validação dos calados operacionais nos trechos 3 e 4. "A meta é alcançar para o trecho 4 o mesmo status até o fim de janeiro. Até lá vamos maximizar o que for possível", afirmou. O ministro ponderou que a diferença de tempo é curta e transitória, apenas enquanto durar a chamada batimetria (verificação da profundidade). "Não é o caso de um dano concorrencial permanente".

Segundo o presidente da Codesp, Renato Barco, a homologação do trecho 4 poderá ser feita por subtrecho, para agilizar o processo, aproveitando os ganhos operacionais alcançados em algumas áreas. Especificamente, na região que engloba os terminais do Saboó e da BTP, que operam o mesmo tipo de carga da maior concorrente do trecho 3 e que receberá os benefícios imediatos do novo calado na área, a Embraport.

A estratégia vai ao encontro do pleito feito pelo Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) à SEP, na semana passada. "Hoje, os terminais do Saboó representam algo em torno de 17% a 19% da movimentação de contêineres do porto de Santos", argumenta o presidente do Sopesp, Querginaldo Camargo.

A reclamação de assimetria concorrencial parte principalmente dos terminais cujos berços de atracação estão preparados para receber embarcações com os novos calados - o que não é o caso da maioria das empresas do porto.

"Qualquer terminal que tenha um metro a mais de calado consegue carregar muito mais o navio. Eu poderia absorver imediatamente os ganhos potenciais com a homologação do trecho 4", diz José Eduardo Bechara, presidente do Ecoporto Santos.

"Deixamos de ter condições de competir pelas linhas de navegação. Para o armador é antieconômico operar um navio sem usufruir da capacidade máxima da embarcação", diz o diretor-presidente da BTP, Henry Robinson.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
BOGE 2026
Começa nesta quarta (27) o maior evento de petróleo e gá...
25/05/26
BOGE 2026
Com produção em alta, independentes lideram debates na B...
25/05/26
ANP
Workshop debate dinamização da exploração de petróleo e ...
22/05/26
Logística
Porto do Rio de Janeiro passa a receber navios de até 36...
22/05/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente: ANP abre 6º ciclo para concessão e 4º...
22/05/26
Apoio Offshore
Petrobras assina contrato de R$ 11 bilhões para construç...
18/05/26
Leilão
PPSA comercializa cargas de Atapu e de Bacalhau em junho
18/05/26
Logística
Wilson Sons planeja expansão do Tecon Rio Grande para at...
18/05/26
Descomissionamento
ANP aprova realização de consulta e audiência públicas p...
17/05/26
Mulheres na indústria
Elas Navegam: Norsul lança campanha para apoiar o retorn...
16/05/26
Apoio Marítimo
Wilson Sons lança novo rebocador para operar no Porto de...
14/05/26
Resultado
Porto de Imbituba movimenta mais de 2,65 milhões de tone...
14/05/26
Pré-Sal
Campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, recebe tec...
13/05/26
Mão de Obra
Setor de Óleo & Gás enfrenta apagão de talentos diante d...
13/05/26
Pessoas
MODEC anuncia Yosuke Kosugi como novo CEO no Brasil
11/05/26
Crise
Estreito de Ormuz, sustentabilidade e arbitragem serão d...
11/05/26
Indústria Naval
Ghenova lidera engenharia dos navios gaseiros da Ecovix ...
11/05/26
Bacia de Santos
Acordos de Individualização da Produção (AIP) das Jazida...
05/05/26
Internacional
Brasil reafirma protagonismo tecnológico na OTC Houston ...
02/05/26
Evento
PortosRio participa do Rio de Janeiro Export 2026 e dest...
29/04/26
Resultado
Foresea registra melhor ano de sua história e consolida ...
29/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.